Produção de cogumelos cresce cada vez mais no Brasil

A cultura de cogumelos tem crescido com força no país e atraído muitos produtores, e agora você vai entender como e por quê

A ideia de que a cultura de cogumelos não tem espaço no Brasil e que seu consumo é restrito entre os brasileiros já está ficando para trás. Com excelentes benefícios para a saúde e a simplificação do processo de cultivo de cogumelos isso vem mudando a realidade conhecida até então.

A cadeia de produção hoje é bem segmentada e já é possível encontrar produtores de sementes, do composto inoculado, cultivadores e distribuidores. Toda essa expansão e novos adeptos possibilitam um cultivo em larga escala, desenvolvendo o mercado.

Isto reflete no consumidor. Antes presente apenas em pratos mais sofisticados, hoje o cogumelo já é amplamente utilizado e explorado na culinária e tem aparecido bastante como recheio de pratos populares, como pizzas, sanduíches e mesmo salgados.

Quer entender um pouco mais sobre a cultura de cogumelos e como ela tem crescido tanto? Confira a seguir.

Cogumelo In natura

A produção de cogumelos em conserva costuma ser mais fácil tanto de cultivar quanto de distribuir. No entanto, a opção in natura tem se desenvolvido mais fortemente por ser mais lucrativa, ecológica e saudável. Neste caso, ainda se economiza pois não há gastos com cozimento e conservantes. Em contrapartida há apenas o prazo de validade, pois os cogumelos in natura são mais perecíveis do que os cogumelos em conserva.

Estrutura para o cultivo de cogumelos

A cultura de cogumelos pode ser realizada em estruturas bem simples, até mesmo rústicas ou ainda com alta tecnologia. A escolha é do produtor. A ampla maioria dos fungicultores, inclusive, são de pequeno e médio porte.

O estilo da estrutura empregada também condiz com a postura desse produtor, como o galpão ou o sistema de refrigeração, por exemplo. Caso a escolha seja pela produção de sementes, é preciso investir em conhecimento técnico e infraestrutura especializada. As câmaras devem ser projetadas com isolamento térmico e em alvenaria. O pé direito também tem especificações, como mínimo de três metros, largura de aproximadamente seis metros e cumprimento de cerca de 20 metros. Já se a opção for pelo composto, é necessário dispor de um espaço físico cujo tamanho dependerá da sua expectativa de colheita. Quanto mais cogumelos, maior o espaço para cultivá-los.

Ao entrar para a produção da cultura de cogumelos é preciso estar ciente ainda de que cada tipo apresentará necessidades específicas. De maneira geral, um clima ameno com muita umidade é ideal, bem como uma temperatura entre 10 e 25 ºC.

produção de cogumelos

Escolha seu tipo de cogumelo

Outra vantagem da cultura é de que você pode escolher o tipo do cogumelo conforme as condições de produção que você deseja ou pode oferecer. Por exemplo, o champignon é cultivado em uma palhada pré-compostada e coberta por uma camada de terra. Sua refrigeração costuma ser entre 15 e 18 ºC em um ambiente com ausência de iluminação.

Outro tipo, o shiitake, já necessita de blocos de serragem com certa tecnologia especializada. Pode ser cultivado ainda em toras com alguns furos, onde o fundo é inoculado. Ali, após pelo menos seis meses de incubação, deverá receber um estímulo que chama choque híbrido.

Ainda é possível investir na cultura do shimeji. Este tipo de cogumelo brota em pequenos buquês e deve ser produzido também em uma palhada pasteurizada ou esterilizada.

É preciso, também, ter alguns cuidados. Higiene e muita atenção por parte do fungicultor são essenciais, já que estes fungos, durante o cultivo, podem ser parasitados por outros fungos. Estes são os maiores contaminantes no processo de cultivo dos cogumelos. Os principais são: Chaetomium olivaceum, Trichoderma sp., Scopulariopsis fimicola, Doratomyces sp., Papulospora byssina, Alternaria sp., Aspergillus spp., Penicillium sp., Sporotrichum sp., Geotrichum sp., Phymatorichum sp. e Paecilomyces sp.

O ciclo de produção do cogumelo

O período do ciclo de cultivo também varia bastante conforme o tipo de cogumelo escolhido para ser produzido. De forma geral, pode durar entre 45 e 180 dias. Ao escolher o champignon e o shimeji, o ciclo deverá ser de, mais ou menos, três meses. Já o shiitake, dependendo o estilo de cultivo, poderá variar entre 120 e 180 dias.

Por fim, a colheita dos cogumelos

Na maioria dos casos, a colheita de cogumelos é feita manualmente. É uma fase delicada, pois as estruturas não devem ser destruídas. Com cuidado, pode-se retirar os traços do composto e acomodado em caixas.

Os cogumelos, após a colheita, necessitam também de refrigeração. Na sequência serão embalados e estocados em câmaras frigoríficas. O rendimento desta colheita também irá variar conforme o tipo escolhido para cultivo. O champignon pode gerar até três fluxos, já os outros, normalmente, rendem uma colheita única.

O mercado

Como o mercado está em expansão, há casos de maior procura do que oferta. Muitas vezes o Brasil acaba investindo em importação, porque o cultivo de cogumelos interno não é suficiente. Assim, investir neste cultura pode ser uma grande chance de crescimento e rendimento bastante lucrativo.

No último ano, 10 mil toneladas de cogumelos foram importadas de Paris e da China.

Logo, estudar esta nova cultura e passar a produzi-la mostra-se uma alternativa deveras interessante para quem está buscando o desafio de explorar uma maior fatia do mercado do agronegócio brasileiro. Mesmo uma produção em pequena escala já pode render bons frutos, pois há compradores diretos como restaurantes e mercados de médio e grande porte.

Nutrição animal: quais melhores alimentos para bovinos de corte?

Bovinos de corte tem maior crescimento, ganho de peso e rentabilidade com uma nutrição a base de alimentos ricos em vitaminas e minerais

Maior produtividade na pecuária já não pode mais ser considerada um diferencial, mas sim imprescindível para criação de gado de corte. Uma boa nutrição é essencial para a vida de um gado saudável com ganho de peso regular. Para o rebanho ter um bom aproveitamento de nutrientes, é fundamental que o produtor conheça as categorias de alimentos que compõem a dieta dos bovinos de corte.

Para que o gado se mantenha vivo, com saúde, produzindo mais e gerando maior rentabilidade, é importante que os pecuaristas conheçam os pilares da nutrição animal. Afinal, são os alimentos certos para nutrição dos bovinos que vão oferecer os nutrientes necessários de acordo com as suas características nutricionais. O ganho de peso e o crescimento do gado também está diretamente relacionado à alimentação.

A alimentação do rebanho deve levar em conta certas questões fundamentais, como as necessidades nutricionais de cada animal, velocidade de peso desejada, viabilidade econômica e disponibilidade de alimentos (de acordo com a sazonalidade e localização regional). Outro ponto importante são as classificações dos nutrientes e as categorias dos alimentos que fazem parte da dieta dos bovinos de corte.

gado de corte

Nutrição do gado de corte

O desenvolvimento e a reprodução do bovino de corte, bem como todo o seu potencial genético, são gerados a partir da nutrição. Em diferentes quantidades e combinações, a dieta deve ser balanceada com elementos como proteínas, gordura, açúcares, cálcio, minerais, água e vitaminas, essenciais para o desempenho das atividades vitais dos animais.

É essencial que os produtores conheçam a classificação dos nutrientes e as categorias dos alimentos que compõem a dieta dos bovinos de corte para o bom aproveitamento nutricional dessa alimentação. Esses elementos podem ser divididos em duas categorias: matéria seca e água.

A primeira contém o valor nutritivo e é composta por matéria orgânica e mineral, com lipídios e carboidratos que fornecem energia, além de vitaminas e proteínas. Já o macro e microelementos podem ser encontrados na categoria mineral. Todos estão presentes nos principais alimentos, volumosos ou concentrados, oferecidos aos bovinos de corte.

Principais alimentos para bovinos

Alimentos volumosos são considerados aqueles que contêm alto teor de fibra bruta, mais de 18%, Com baixo valor energético, eles correspondem à soma de todos os nutrientes digestíveis (exceto vitaminas e cinzas dos alimentos). Essa categoria inclui pastagens, forrageiras para corte, selagens, restos  culturais, cascas, sabugos e resíduos de agroindústrias.

Com menos de 18% de fibra bruta, os alimentos concentrados têm alto teor energético, com maior concentração de nutrientes do que os volumosos e são divididos em energéticos e proteicos. Os energéticos, com menos de 20% de proteína pura, podem ser representados essencialmente pelos grãos de cereais, como milho, trigo, arroz, sorgo; e seus derivados, raízes, tubérculos (batata, mandioca etc), bem como os óleos de origem vegetal ou animal e gorduras.

Há ainda os proteicos, que podem ser de origem vegetal, como as oleaginosas (amendoim, algodão, soja), ou de origem animal, com farinha de carne, pena, sangue, sem gorduras e ossos, bem como farelos, excremento de aves, biossintéticos, entre outros. O concentrado energético mais usado em todo o País para a nutrição animal é o grão de milho triturado.

Culturalmente tradicional e presente nas principais regiões de criação, o grão tem valor nutritivo de qualidade, oferecendo energia com 8,5 de proteína bruta e 0,25% de fósforo. Já a fonte de proteína de melhor qualidade para a alimentação animal, principalmente, de bovinos de corte, é a soja: ela oferece alto teor energético (pois é composta por grandes quantidades de óleo), vitamina D, pouca carotena e baixo teor de cálcio e de fibra. Isso é ainda mais importante considerando que o país continua sendo um dos maiores produtores de soja do mundo.

Suplementação de pastagens para gado de corte

Principal fonte de alimentos para ruminantes no Brasil, a pastagem é favorecida pelo nosso clima tropical, que ajuda no desenvolvimento das forrageiras. Há pelo menos duas estações definidas, que alteram os níveis de qualidade da forragem e crescimento: a de crescimento intenso, com qualidade indicada; e a de baixo crescimento, ou até mesmo nulo, considerada inadequada para o desempenho dos animais.

A época de baixo crescimento é marcada por forragens pobres em proteína, com oferta menor nos pastos e teores maiores de fibras. Isso faz com que os sistemas de produção anualmente baseados somente em pastagens sejam afetados por perda de peso ou pouco ganho de peso. Por isso, a importância de suplementar os animais na época da seca por conta da redução do crescimento das forrageiras e seu baixo teor nutritivo.

Esse tipo de alimentação tem como objetivo fornecer suplementos minerais, proteínas e muita energia aos bovinos de corte. No período da estiagem, tais nutrientes são considerados os pilares da suplementação animal. Confinados ou semi-confinados, os bovinos devem receber alimentos concentrados e volumosos conservados. Durante a escolha da suplementação, é necessário considerar sua disponibilidade, praticidade, necessidades nutricionais do gado e a economia local.

Como vemos, uma nutrição animal adequada é fundamental para o gado de corte alcançar uma produtividade que atenda tanto aos anseios do pecuarista quanto dos frigoríficos, trazendo um melhor resultado financeiro para toda a cadeia.

Agricultura na região Sudeste: zona tem papel importante no agronegócio nacional

A agricultura da região sudeste é muito importante para a economia local, mesmo com o peso da indústria. Cana de açúcar é a principal cultura.

A região sudeste é a que mais contribui com o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Juntos, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo são responsáveis por mais da metade de toda a riqueza produzida pelo Brasil.

A economia paulista é a que mais se destaca. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apenas o estado de São Paulo contribui com mais de 30% do PIB Brasileiro, sendo que sua capital, por si só, produz 10% de toda a riqueza nacional. A diferença com o segundo colocado, o Rio de Janeiro, é grande: os fluminenses movimentam 11,6% da economia do país.

Por mais que boa parte desta riqueza seja devido às indústrias (São Paulo é o maior parque industrial da América Latina), a agricultura da região sudeste também é estratégica para a zona, gerando empregos e movimentando a economia a nível local e nacional.

cana-de-acucar

A importância da agricultura e da pecuária para a região sudeste

A agropecuária sempre foi um fator externo muito importante para o desenvolvimento da região sudeste. Historiadores apontam a cafeicultura como a grande responsável pela intensa industrialização local, principalmente em São Paulo.

O setor também foi responsável pelo poder político que estes estados tiveram historicamente. Durante a República Velha, presidentes mineiros e paulistas se alternavam no poder, o que ficou conhecido como Política do café-com-leite, o primeiro especialidade de São Paulo e, o segundo, de Minas Gerais.

Apesar de os tempos terem mudado, a agricultura e a pecuária continuam sendo estratégicas para a região sudeste. Ainda de acordo com o IBGE, ela possui quase 900 mil propriedades rurais agropecuárias, familiares e não familiares. Destas, pouco mais de 227 mil estão em São Paulo.

Os principais produtos da agricultura na região sudeste

O sudeste foi o berço da cafeicultura no Brasil – tanto que, até meados do século XX, o estado de São Paulo era um dos principais produtores de café do mundo.

Entretanto, o crash da bolsa em 1929 e a diminuição do consumo do produto nos Estados Unidos fez prejudicou a o plantio. Hoje, há cultivos mais estratégicos, como:

Cana de açúcar

O estado de São Paulo é o principal na produção de cana de açúcar do Brasil. Os agricultores paulistas têm uma área plantada de 5,6 milhões de hectares – 55% do total nacional -, que produzem mais de 440 milhões de toneladas e geram R$ 27,6 bilhões de reais, de acordo com o IBGE.

O cultivo da cana está intimamente ligado à produção de etanol: só em São Paulo, há mais de 120 usinas. Assim, que investe nesta cultura tem destino praticamente certo para a produção.

Laranja

No caso da laranja, novamente, o estado de São Paulo é o principal responsável pela liderança regional. Junto com o Triângulo Mineiro, a região foi responsável pela produção de 245,3 milhões de caixas de 40,8 kg na safra 2016/2017 e a estimativa para a safra deste ano é de 364,47 milhões de caixas. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) só o estado de São paulo é responsável por 28% do suprimento mundial da fruta.

Novamente, a produção abastece a indústria – neste caso, a alimentícia. De todo o suco de laranja produzido, 95% é para consumo externo. Uma pequena parte da produção da laranja em si também é exportada, principalmente para a Flórida.

laranja

Leite

Produto histórico do sudeste, o leite continua sendo importante, mesmo tendo deixado de ser a cultura principal da região: entre os 200 municípios brasileiros com o maior volume de produção, 38 (64%) estão no sudeste.

Eucalipto

Uma cultura que não costuma ser lembrada, mas também é relevante, é o eucalipto. Trata-se de um produto em ascensão, principalmente no Espírito Santo: o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) estima que haja mais de 250 mil hectares do plantio no estado. Isto acontece tanto devido aos incentivos estatais e privados quanto ao retorno financeiro: o eucalipto pode render 20% mais do que a seringueira.

Quem pretende investir no cultivo em território capixaba recebe auxílio técnico do próprio Incaper. O motivo é a alta demanda: a produção atual supre apenas metade da necessidade da indústria.

A importância do agronegócio do sudeste para a economia local e nacional

Por mais impressionantes que as cifras sejam, não são só as vendas dos produtos agrícolas que movimentam a economia do sudeste e do restante do Brasil: este setor acaba movimentando muitos outros ao longo de sua cadeia produtiva.

A região se destaca por ter uma agricultura extremamente desenvolvida. Os empreendedores do agronegócio costumam investir no uso de máquinas agrícolas de última geração, defensivos agrícolas de ponta e fertilizantes potentes, de modo a tornar a lavoura mais produtiva. Consequentemente, muitas outras indústrias se beneficiam do crescimento do setor, como a mecânica e a química.

Seja na região Sudeste seja em todo país, o agronegócio brasileiro vem traçando um rumo de crescimento e se tornando, dessa forma, uma das molas propulsoras da economia nacional.