DIA DO CACAU, O FRUTO DE OURO

Por Marcelo Franco

 

Hoje, 26 de março, é o Dia do Cacau, sinônimo de chocolate e chamado fruto de ouro por conta da sua alta lucratividade e versatilidade.

O fruto proveniente da América Central é cultivado em cerca de 17 milhões de hectares em todo o mundo.

Foi ganhando importância econômica no mundo com a expansão do consumo de chocolate e com isso, várias tentativas foram feitas visando a implementação da lavoura cacaueira em outras regiões com condições de clima e solo semelhantes às de origem. Assim suas sementes foram se disseminando gradualmente pelo mundo.

NO BRASIL

O Brasil assumiu o posto do quinto maior produtor de cacau do planeta, ao lado da Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões.

O fruto adaptou-se bem ao clima e solo do Sul da Bahia, região que produzia 95% do cacau brasileiro, ficando o Espírito Santo com 3,5% e a Amazônia com 1,5%, até o ano de 2016. [Editado]

Cerca de 90% de todo o cacau brasileiro é exportado, gerando importantes divisas para o país.

Segundo informações atualizadas, o Pará consolidou sua posição de maior produtor de cacau em grão do país. Sozinho, o estado responde por quase 50% da produção nacional, à frente da Bahia, segunda colocada. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de junho/2017, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

VERSATILIDADE

O cacaueiro sempre foi cultivado para aproveitar apenas as sementes de seus frutos, que são a matéria-prima da indústria chocolateira. Mas, do fruto do cacaueiro, é possível extrair outros subprodutos.

O suco da polpa do cacau possui sabor bem característico, considerado exótico e muito agradável ao paladar, assemelhando-se ao suco de outras frutas tropicais. É fibroso e rico em açúcares (glicose, frutose e sacarose) e também em pectina.

Com esta mesma polpa é possível produzir também geléias, destilados finos, fermentados – a exemplo do vinho e do vinagre – e xaropes para confeito, além de néctares, sorvetes, doces e uso para iogurtes.

A casca do fruto do cacaueiro, também pode ter aproveitamento econômico. Ela serve para alimentar bovino, tanto in natura como na forma de farinha de casca seca ou de silagem, como também para suínos, aves e até peixes. A casca do fruto do cacaueiro pode ainda ser utilizada na produção de biogás e biofertilizante, no processo de compostagem ou vermicompostagem, na obtenção de proteína microbiana ou unicelular, na produção de álcool e na extração de pectina. Uma tonelada de cacau seco produz oito toneladas de casca fresca.

DIA MUNDIAL DA ÁGUA – SISTEMA AGROPECUÁRIO INOVADOR TEM ÁGUA COMO ELEMENTO CENTRAL

Por Marcelo Franco

 

 

Hoje, 22 de março, é o dia mundial da água, um dos elementos mais fundamentais para a existência da vida em nosso mundo. Ela sacia, hidrata, limpa, refresca, conduz, irriga e até destrói e mata. Reverenciamos sua força e importância, apesar de toda falta de cuidado em preservá-la de maneira sustentável para as próximas gerações.

Celebrando o valor deste precioso elemento, trazemos hoje algumas informações sobre um sistema agropecuário inovador e eficiente, que tem como ponto central a água. Conheça o sistema Mandalla, criado no nordeste brasileiro, que tem ajudado muitas famílias e pequenos produtores em sua sobrevivência e qualidade de vida.

 

SISTEMA MANDALLA

Mandalla é uma palavra de origem sânscrita que significa círculo e, universalmente, representa a harmonia e a integração.

O sistema agropecuário Mandalla foi criado pelo administrador Willy Pessoa há cerca de trinta anos, na Paraíba. Sua filosofia tem como base a recapacitação para a auto-sustentabilidade do homem do campo, dentro de suas próprias condições culturais tradicionais – o que inclui o meio ambiente e a cultura.

 

 

A ESTRUTURA FÍSICA E FUNCIONAL DO SISTEMA MANDALLA

A estrutura física do Sistema Mandalla ocupa uma área média de 50 x 50 metros. Constuitui-se de nove círculos concêntricos. Diferentes culturas agrícolas e animais são cultivados ao redor de um reservatório de água, que é a base essencial do sistema.

Os primeiros três círculos são compostos de um tanque de água onde existe uma criação de peixes e animais de pequeno porte – galinhas, marrecos, coelhos e similares. Há culturas de frutas e hortaliças, além de café, batata-doce, mandioca e similares. Nas bordas do terceiro círculo são cultivadas plantas medicinais e ornamentais.

Do primeiro ao terceiro círculo, tudo é destinado à melhoria da qualidade de vida dos que vivem a partir de seu próprio Sistema Mandalla. Os três círculos provêm praticamente todo alimento necessário para o núcleo familiar. Na verdade, uma única Mandalla alimenta até cerca de vinte pessoas. No entanto, esses três primeiros círculos, além de proverem todos os alimentos necessários para as famílias, promovem um incremento econômico inicial mínimo, que é conseguido com a venda do excedente da produção obtida.

Do quarto ao oitavo círculo, a função dos cultivos é a melhoria da condição econômica das famílias. Os agricultores escolhem e cultivam uma rica variedade de plantas alimentícias de acordo com os espécimes locais e a demanda de mercado. Aqui, o cultivo se destina essencialmente à venda dos produtos agrícolas para indústrias, mercados e similares.

O nono é o círculo de equilíbrio ambiental. Ele envolve os demais círculos e cumpre as funções de proteger o Sistema Mandalla através de cercas-vivas e quebra-ventos, prover uma parte da alimentação dos animais e fazer a inserção da Mandalla, de forma ecologicamente equilibrada, no meio ambiente circundante.

O Sistema Mandalla não necessita de nenhum tipo de defensivo agrícola devido à forma peculiar em que as diferentes culturas agrícolas são distribuídas dentro de sua estrutura em forma de círculos concêntricos, que as protege naturalmente das pragas. Por isso, os alimentos obtidos são naturalmente orgânicos.

A irrigação das plantas ocorre a partir da água do tanque central, que é bombeada e distribuída por um sistema simples de irrigação piramidal feito por seis tubos de mangueira plástica, que irrigam os nove círculos. O sistema de irrigação é feito por micro-aspersão, através de pequenas hastes plásticas flexíveis furadas, do tipo cotonetes, que aspergem a água de forma difusa, ampla e não concentrada, beneficiando assim várias plantas ao mesmo tempo e evitando a erosão do solo.

A construção do tanque de água, a feitura dos círculos concêntricos e a instalação do sistema de irrigação levam poucos dias para serem concluídos. Assim, a base de instalação do Sistema Mandalla é rápida.  O custo médio de sua instalação completa é cerca de R$ 1.300,00 a R$ 1.500,00, mas isso pode variar um pouco de região para região.

Agricultura orgânica: mercado brasileiro de produtos naturais vale R$ 3 bilhões

Com a demanda por produtos naturais cada vez mais alta, a tendência é que a agricultura orgânica se torne um segmento cada vez mais atrativo economicamente.

De acordo com o Conselho Nacional da Produção Orgânica e Sustentável (ORGANIS), em 2016, o setor de produtos orgânicos movimentou R$ 3 bilhões na economia brasileira. Ele também cresceu 20% em comparação ao ano anterior, mesmo com a crise econômica e com o fato de que estes produtos ainda têm um preço acima da média.

Além disso, uma pesquisa divulgada em junho de 2017, também da ORGANIS, constatou que 15% dos entrevistados havia consumido pelo menos um produto orgânico nos 12 meses anteriores. A procura é maior na região Sul, onde viviam 34% destes respondentes.

Do mesmo modo, vale ressaltar que 64% das pessoas associa o consumo de orgânicos à saúde e à melhora na qualidade de vida, duas preocupações crescentes na atualidade.

Entretanto, 62% dos entrevistados revelou que a principal dificuldade para o consumo dos orgânicos era o preço alto. A falta de locais próximos para comprá-los foi mencionada por 32% dos respondentes.

Estas estatísticas mostram que os brasileiros têm um interesse crescente em produtos orgânicos, só que encontram uma série de dificuldades para consumir estes produtos. Ou seja: este setor é é uma excelente oportunidade de mercado para o empreendedor do agronegócio brasileiro.

O que é a agricultura orgânica?

De acordo com o Sebrae, a agricultura orgânica pode ser definida como aquela que “enfatiza o uso e a prática de manejo sem o uso de fertilizantes sintéticos de alta solubilidade e agrotóxicos, além de reguladores de crescimento e aditivos sintéticos para a alimentação animal”.

Em outras palavras, trata-se de uma agricultura mais natural, sem o uso de químicos prejudiciais à saúde e à natureza. Os produtores tampouco usam sementes geneticamente modificadas (sementes transgênicas).

Quais são os principais produtos orgânicos produzidos no Brasil?

Quando analisamos o ranking dos produtos orgânicos produzidos no Brasil, a soja sai na frente. A versão natural  desta cultura representa 32% de todos os itens do tipo plantados no país. Em seguida, estão as hortaliças (27%) e o café (25%).

Há outros produtos que, apesar de não liderarem o ranking, também são interessantes. Alguns deles são a cana (já é exportada para 25 países), o cacau (a versão orgânica chega a valer até 30% mais que a comum) e o tomate (já existem defensivos agrícolas totalmente naturais, especialmente para esta cultura).

Quais são os benefícios dos produtos orgânicos para o ser humano e o meio ambiente?

Para o ser humano, os benefícios dos produtos orgânicos são óbvios: uma alimentação mais natural é relacionada a uma saúde melhor e a uma vida com menos doenças.

Também há vários benefícios para o meio ambiente, principalmente para o solo – um dos princípios da agricultura orgânica é o seu reconhecimento como um organismo vivo, que não tolera a alta quantidade de químicos usada na agricultura tradicional sem consequências.

Deste modo, para  o produtor rural, o cultivo orgânico é uma maneira de assegurar que a sua terra será produtiva por mais tempo, permitindo que você colha produtos de melhor qualidade. Além disso, como veremos a seguir, os produtos orgânicos são um setor promissor, cada vez mais rentável, com tudo para ser extremamente lucrativo.

A agricultura orgânica é economicamente competitiva?

Há muitos empreendedores do agronegócio que sentem-se receosos em trabalhar com produtos naturais, temendo que a empreitada não seja rentável. Contudo, isto ficou para trás: a demanda é crescente, assim como o surgimento de soluções específicas para a agricultura orgânica.

Um bom exemplo da evolução é o controle de pragas: plantar orgânicos não é mais sinônimo de estar à mercê delas. Já há empresas comercializando métodos de controle alternativos específicos para cada tipo de cultura, como os defensivos e os fertilizantes agrícolas naturais.

Paralelamente a este aumento na oferta de insumos, as estatísticas revelam que, apesar de o consumo de produtos orgânicos ainda não ser majoritário, grande parte dos brasileiros se interessa por isso. O problema é que há obstáculos que freiam o consumo (principalmente o preço e a baixa quantidade de estabelecimentos que os vendem).

Em âmbito global, o cenário também é promissor. O Brasil tem se tornado um país cada vez mais competitivo no mercado internacional de orgânicos, com mais de 15 mil propriedades rurais certificadas e em processo de certificação para produzi-los.

Quais são os principais usos dos produtos orgânicos no Brasil?

Quando o produtor pensa em agricultura orgânica, imediatamente se remete à produção para a indústria alimentícia e as feiras de orgânicos.

Entretanto, há outro setor para o qual é possível vender a produção: o de cosméticos. Cada vez mais, as marcas apelam para produtos baseados em insumos orgânicos, com um apelo mais natural e saudável.

Apenas o mercado de produtos de beleza naturais da América Latina vale US$ 50 bilhões, de acordo com o instituto inglês Organic Monitor.

Como pode ser visto com facilidade, o mercado de produtos orgânicos é uma grande oportunidade para o empreendedor agrícola moderno que está atento ás necessidades dessa nova parcela da população que investe cada vez mais em saúde.

A HISTÓRIA DO PORTAL AGROMULHER PELA ENGENHEIRA AGRÔNOMA VANESSA SABIONI

Olá! Sou Engenheira Agrônoma e venho hoje relatar uma parte da minha vida que representa minhas passagens pelo universo agro e como cheguei até aqui como fundadora do Portal AgroMulher.

Não é fácil escrever sobre mim mesma e sobre as situações ruins pelas quais eu passei. Acredito que isso acontece para muitas pessoas. A falta de autoconhecimento nos deixa ansiosos e com baixa autoestima, e pensando em reverter esta situação decidi criar um “espaço” onde pudesse ser eu mesma, onde pudesse pensar e sentir, conviver com pessoas com mesmo propósito que o meu: transformar a vida das pessoas.

Eu? Ansiosa, impulsiva, brava, séria, crítica, orgulhosa, sistemática, impaciente, mas também extrovertida, inteligente, feliz, criativa, sensível, amorosa, carinhosa e com uma enorme vontade de aprender, crescer e ajudar as pessoas. Ajudar no sentido de apoiar, fortalecer, unir e sentir a real necessidade das pessoas, com seus anseios pessoais e profissionais.

Em minhas experiências no mercado do agronegócio meus pontos fracos prevaleciam, mesmo já tendo feito dois anos de análise. Hoje percebo que isso acontecia porque eu me conhecia muito pouco e, quando a gente não sabe quem é, como vamos nos aceitar? Conhecer e aceitar os nossos pontos fracos nos ajuda a lidar com eles e a comparar situações que nos fizeram expor tais pontos. Isso nos ajuda a dar a melhor direção para as próximas ações.

Na minha primeira oportunidade no agronegócio, no ano de 2016, iniciei como assistente técnica numa empresa de agroquímicos, atuando na relação de venda com clientes, venda e marketing de produtos, e campos demonstrativos. Também tive contato com o preconceito, o assédio e a competição. Foi uma das fases mais difíceis da minha vida, mas passar por ela me fez uma pessoa mais consciente dos meus próprios limites e potencial, e ainda pude fazer muitas amizades, adquirindo conhecimentos técnicos e visão mais abrange sobre os mercados do agro.

Na segunda oportunidade em 2017, atuei no marketing para o desenvolvimento de mercado de adubos especiais, atendendo cooperativas de café. Nesta oportunidade me vi perdida. Tudo que havia aprendido lá atrás tinha virado poeira e a minha vida estava péssima. Tinha um gestor insensível, negativamente competitivo e que fazia microgerenciamento comigo. Ele não percebeu o excelente trabalho que eu fazia, conquistando a amizade dos gerentes das cooperativas e das pessoas que trabalhavam nelas. Ele fazia várias visitas técnicas nas fazendas nas quais eu vendia, montava campos demonstrativos e os clientes falavam muito bem de mim, dos produtos e dos resultados efetivos.

Meu chão se abriu. Quem sou? Onde estou? Para que eu sirvo? Por que eu estou aqui? O que eu faço agora? Como as outras mulheres que passam por isso lidam com essa situação? Eu realmente não sabia. Minha certeza era a vontade de ajudar as mulheres que estavam neste segmento. Mas como?

Sempre gostei de estar na mídia e nas redes sociais. Sempre gostei de mostrar a minha carinha. Aliei esta vontade ao amor pelo networking no agronegócio. Meu dia a dia sempre foi conversar com profissionais do agro: gerentes, diretores, lideres… Sempre achei que eles eram os caras mais “tops”.  E são, pode ter certeza. Queria ter contato com os produtores e saber o que pensavam. Logo, idealizei uma marca, o AGROMULHER. Um amigo me indicou uma plataforma para eu desenvolver o site e eu expliquei para ele que eu queria um em que eu pudesse divulgar informações sobre mulheres do agro, carreira, gestão e universo agro, como um blog.

Em fevereiro de 2017, desempregada, sem dinheiro, sem saber o que fazer, reiniciei o projeto com o Portal AgroMulher. Voltei a fazer edições no site e o coloquei no ar, porém não divulguei na mídia. Ao mesmo tempo fazia entrevistas de emprego, fazendo um intenso networking pelo Facebook e Linkedin, fazendo o meu melhor marketing pessoal, preocupando-me principalmente com a forma de compartilhar conteúdo, com a forma de abordar os executivos do agro. Buscava maneiras de como eu poderia postar fotos minhas sem que gerassem comentários maldosos, sempre opinando com muita segurança no que dizia.

Em maio de 2017, coloquei o Portal Agromulher no ar. Contava com três colunistas para a produção de conteúdo e o artigo de estreia foi uma publicação minha com um vídeo e entrevista com a pecuarista e gestora Teresa Vendramini, a primeira mulher a assumir uma posição administrativa na Sociedade Rural Brasileira, em 90 anos. Conheci a Teresa no Facebook através das postagens que faziam sobre ela. Um grande exemplo de liderança feminina no agro.

Olhando para o passado e observando como estou hoje, consigo ver-me mais forte, mais resiliente e muito mais focada. Os obstáculos e desafios que enfrentei e ainda enfrento, me fazem ser uma mulher mais FORTE, mais DETERMINADA e mais CONSCIENTE, porque eu escolhi me levantar das quedas e fazer destas os meus degraus para o meu sucesso pessoal e profissional.

Hoje o Portal AgroMulher faz parte da estruturação da Rede Digital AgroMulher, que possui mais de 10 mil seguidores no Instagram, mais de 7 mil curtidas na página do Facebook, grupos de Whatsapp nacional e regionais, além de diversos líderes ou embaixadores que se assumem como representantes dos valores e princípios do AgroMulher.

A Rede Digital AgroMulher promove todas as mulheres do agro e os grupos formados por elas, e apoia o empoderamento feminino no sentido de fortalecimento e união. Compartilha conteúdos sobre agromulheres de todo o Brasil, além de publicações relacionadas a carreira, gestão, universo agro e notícias. Fazemos eventos digitais com o objetivo de promover o desenvolvimento pessoal e profissional de jovens, estudantes, profissionais, gestores, empreendedores e jornalistas do agro.

Eu, como Diretora Executiva, atuo liderando o Portal, as redes sociais, grupos de WhatsApp, Congresso AgroDigital, fortalecendo relacionamentos e parcerias com as empresas e pessoas do agro, focada no networking, na gestão de pessoas e processos, e assessorando a áreas jurídicas e burocráticas, além de coordenar estratégias de marketing e os eventos.

Daniela César Comunicóloga habilitada em Publicidade e Propaganda (PUC-MG), especialista em Processos Criativos em Palavra e Imagem (IEC PUC-MG) com atualização em Marketing (FGV), e proprietária da Invicta Propaganda. Daniela atua como Coordenadora de Comunicação, responsável por novos projetos do portal AgroMulher e na criação de conceito e valor de marca através de design, conteúdo e marketing digital. Daniela tem um carisma contagiante pela sua comunicação clara, com muita simpatia, disciplina, comprometimento e experiência de mais de 20 anos de mercado.

Deborah Thâmmis é Engenheira Agrônoma e atua como Assessora de Comunicação desempenhado um trabalho de relacionamento e comunicação muito ativo, intenso e com extrema educação e clareza. Deborah também tem experiência na produção de conteúdo e administração de portais e redes sociais.

Larissa Marques é Desenvolvedora Web e atua como Consultora de TI, executando e liderando processos de Front-end/back-end (por trás das telas do computador). Larissa atua em empresa no  segmento de bioenergia e também como desenvolvedora na empresa Caneca, estúdio de soluções web. Possui um perfil de liderança e empatia muito desenvolvidos e é muito colaborativa.

Na equipe também há mais de 10 colunistas para a produção de conteúdo para o Portal AgroMulher, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e profissional do nosso país. No site www.agromulher.com.br vocês poderão conhecer mais sobre cada um deles.

Temos também muitas AgroMulheres que nos representam nas mídias e nos eventos, como a pecuarista e gestora Sônia Bonato, a gerente de publicidade Cida Muniz, a Lydia Costa, que é fundadora do Canal Cooperativo, a jornalista Lilian Munhoz, a advogada e gestora Andréa Oliveira, a estudante de agronegócio Tatiane Zeferino, que já atua profissionalmente, além de muitas outras queridas. MUITO OBRIGADA AGROMULHERES!

A REDE DIGITAL AGROMULHER TEM UMA LÍDER QUE REPRESENTA O NOME DA CORPORAÇÃO, MAS ATRÁS DE UM GRANDE LÍDER SEMPRE EXISTE UMA GRANDE EQUIPE. AGRADEÇO A TODA EQUIPE AGROMULHER! SEM VOCÊS NÃO ESTARÍAMOS ONDE ESTAMOS, CRESCENDO, CONTRIBUINDO E TRANSFORMANDO A VIDA DAS PESSOAS.

VAMOS JUNTOS CONSTRUIR UM AMBIENTE EM QUE PODEMOS SER, SENTIR E CRESCER MUITO, COM MATURIDADE, EQUILÍBIO E SEMPRE ABERTAS A ORIENTAÇÕES.

Um grande beijo no coração de cada uma de vocês, AGROMULHERES, minhas grandes inspiradoras!

 

AgroMulher

De salto alto, de botas e enfim descalça

Uma dentre tantas lições valiosas que venho aprendendo com a terra, talvez essa seja a que norteia hoje minhas ações como pessoa e como profissional do agronegócio: autenticidade.

A vida feminina é marcada por uma longa história de repressão, de preconceito e de valores baseados em uma sociedade que até pouco tempo atrás era predominantemente machista. Todo esse conteúdo ainda pesa nos inconscientes, influencia de maneira sutil a formação e liberdade de expressão do feminino. Mesmo hoje, quando a mulher conquista seu espaço e dá voz aos seus potenciais, o que foi vivido e principalmente deixado de viver por tantas mulheres, se expressa como amarras prendendo alguns pontos da sua vida. Em muitos casos impedindo o pleno desenvolvimento do ser maravilhoso chamado mulher.

Na minha trajetória, tanto no agronegócio quanto na formação do meu eu feminino, essas sutis marcas históricas também se fizeram presentes. E elas só não foram determinantes porque percebi a grandiosidade da feminilidade a tempo de prezar por ela.

E a minha história de amor com o agro e com o meu feminino se inicia com um momento de grande caos e sofrimento em minha vida. Foi em um período onde a minha feminilidade, minha personalidade, meus potenciais e minha vida profissional e pessoal eram expressos por um lindo salto alto. Lá estava eu, caminhando pelo mundo e construindo a vida literalmente sobre um símbolo do poder feminino. O salto alto era meu porto seguro, meu ponto de apoio e a forma de pisar sobre as marcas históricas para conseguir meu espaço. Foi então que a vida me derrubou lá de cima, meu salto quebrou e me vi parada sem saber como prosseguir. O caos veio quando meu pai adoeceu, e de alguém protetor tornou-se alguém que precisava ser protegido. Um produtor rural que manteve as duas filhas afastadas do agronegócio, muito por proteção, e um pouco por influência de todo esse histórico machista, existente em especial nesse setor. Vendo a fragilidade de quem eu amava, e também da terra onde tenho minhas raízes, decidi jogar fora aquele sapato de salto alto quebrado e colocar uma bota.

Agora de botas, entrei para o agronegócio sem conhecimento, sem base alguma mas com a vontade de recuperar meu pai e a terra. Esse amor me moveu e fez ir em busca de possibilidades, me deu garra para enfrentar as dificuldades e força para trabalhar incansavelmente.

No início tentei me moldar ao “modo masculino” de trabalhar. Exigia de mim mesma postura profissional, forma de agir e pensar o trabalho como os homens a minha volta faziam. Achava que somente assim seria eficiente e eficaz em tudo que fizesse.  Mas percebi que além de não estar dando certo, eu estava impondo a mim mesma algo que não era meu e me causava sofrimento. Aos poucos fui dando espaço e liberdade de expressão ao meu feminino. Fui dessa forma me desenvolvendo como profissional e mulher. Percebi que o resultado do meu trabalho se tornava cada vez mais positivo a medida que eu me tornava mais feminina. Meus potenciais e meu trabalho hoje são expressos com meu jeito mulher de ser. Minha eficiência provém de uma maneira muito feminina de ser profissional nesse setor que hoje é uma das razões da minha vida, o agronegócio.

Agradeço à terra por me ensinar que agora posso andar descalça, sendo eu mesma. Que posso fazer, plantar, criar, trabalhar, colher e viver respeitando a minha própria história, os meus valores e sendo autenticamente feminina.

 

Luisa Comin é agropecuarista, coach e terapeuta.

O movimento agtech tem espaço para o talento feminino

Por Flávia Romanelli

O agronegócio vem passando nos últimos anos por uma revolução tecnológica. As ideias e soluções inovadoras e disruptivas já fazem parte da rotina dos empreendedores, na maioria jovens, das startups do agro, as agtechs. Desde 2016, Piracicaba, no interior de São Paulo, tem sido sede desse movimento chamado de Vale do Piracicaba ou AgTech Valley.

O ecossistema, que tem como espinha dorsal a Esalq (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”), da USP (Universidade de São Paulo), contava com 38% das startups voltadas ao desenvolvimento do agronegócio no Estado de São Paulo e 18,6% do país, de acordo com o 1º Censo AgtTech Startup do Brasil, realizado em 2016. De lá para cá, o movimento só cresceu. A Raízen, gigante sucroenergética brasileira, criou o Pulse Hub de Inovação, que incuba e acelera dezenas de agtechs, e muitas startups de outras regiões vieram para cidade, assim com os fundos de investimento e as grandes empresas interessadas no assunto.

Apesar de algumas mulheres inspiradoras e talentosas fazerem parte desse ecossistema como a Adriana Lucia, da Agtech Garage, a Mariana Bonora, da BartDigital, a Mariana Vasconcelos, da Agrosmart e a Adriele Giareta Biase, da @Tech, a presença feminina ainda é pequena nas startups do agro.

De acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira de Startups, 4 em cada dez startups no Brasil não têm sequer mulheres na equipe.  Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo que reúne as nações mais industrializadas do mundo, revela que o acesso ao financiamento é um dos principais desafios que as mulheres enfrentam quando tentam criar um negócio. Segundo o relatório, nos EUA, os investidores são 60% mais propensos a dar dinheiro a homens empreendedores do que a mulheres – mesmo quando o conteúdo das apresentações seja exatamente o mesmo.

As mulheres já vêm conquistando espaço em vários setores do agronegócio como nas propriedades rurais, nas universidades, centros de pesquisa e agroindústrias. Além disso, vários levantamentos mostram que empresas geridas por mulheres são mais rentáveis e eficientes e a maioria delas um forte perfil empreendedor. O potencial e a capacidade as agromulheres já têm, apesar das dificuldades, agora é a hora de agarrar mais essa oportunidade que o agronegócio apresenta! Fique de olho, há vários programas de capacitação, mentoria, incubação e aceleração para agtechs procurando seu talento!

 

Saiba mais:

www.pulsehub.com.br

www.valedopiracicaba.org

www.usinadeinovacao.com

www.spventures.com.br

www.agtechgarage.com

www.esalqtec.com.br

 

Sônia Bonato, pecuarista e gestora, nos conta a sua trajetória como Agromulher

Por Gabriella Bertoni

 

Nome:  R- Sônia Aparecida da Silva Bonato

Idade: R-  61

Profissão: R- Agropecuarista

 

 

Como você entrou no agronegócio?

R- Nasci e criei em fazenda, e nunca me desliguei, e me casei com produtor rural. Temos uma filha Cassiana, 27 anos, mora em outra cidade. Moramos em nossa propriedade, entrei no agronegócio procurando conhecimentos para melhorar a propriedade e gerar lucros. Fiz vários cursos, participei de muuuiitas palestras. Quando era criança lembro do meu pai todos mantimentos para consumo, (e ainda meu pai vendia a sobra) eram produzidos na fazenda, me lembro principalmente do gergelin, que hoje é raro, minha mãe fazia óleo para consumo…imagina hoje como seria?

 

Hoje em dia, ocupa qual cargo?

R- Administradora e gestora da fazenda de nossa propriedade.

 

Como é seu dia a dia trabalhando no campo?

R- Moramos em nossa propriedade Fazenda Palmeiras então…meu dia começa as cinco hs da manhã…após o café, faço almoço, e vou caminhar na fazenda as vezes meu marido Nilton está mais folgado e vai comigo, levo minha máquina fotográfica e meu celular, pois temos orgulho do nosso trabalho, registro tudo mesmo.

Voltando em casa, falo com minha filha e vamos aos papéis, bancos, eu que faço custeio agrícola e financiamento de investimentos, cotação de insumos, datas de vacinas,ITR, IR…etc,  contas, livro caixa e uma lida nos projetos, fazemos projetos anuais, e vamos lendo para ver se tem que alterar pra mais ou para menos, dependendo da situação do momento. Sempre ajudo, com outros a fazeres que fazem parte do trabalho com máquinas, levar óleo diesel, mecânico, comprar peças, etc. Participo da vida social do município, como ações beneficentes e uns passeios para cuidar da vida pessoal.

Sentiu alguma dificuldade por ser mulher?

R- Nenhuma, não ligo para opiniões de pessoas que não querem acrescentar, mas te diminuir, quando preciso de opinião e ajuda, procuro um profissional da área, agrônomo, médico, bispo, advogado, técnicas em vários setores, se formaram para tornar nossas vidas mais tranquilas.

 

O que você fez/faz toda vez que sofria/sofre algum tipo de preconceito por ser mulher?

R- Nada, respondo com competência.

 

Quais melhorias você trouxe para seu negócio desde que assumiu seu cargo?

R- Muitas. Máquinas adequadas para nosso trabalho, conforto e melhor alimentação para nossos animais, fazenda bem cuidada (cercas, nascentes, e visual do local), maiores lucros e com isso vida pessoal confortável e com mais férias.

 

Quais conselhos você dá para as mulheres que desejam encarar esse desafio, mas sofrem com preconceito e outras dificuldades?

R- INFORMAÇÃO É ESSENCIAL, TRÊS Fs: FÉ NA VIDA- FOCO NO OBJETIVO E FORÇA NOS BONS PENSAMENTOS. PLANEJAMENTO E PROJETOS É OBRIGATÓRIO,

UM PROJETO PESSOAL, E DAR PRIORIDADE, POIS SE SUA VIDA PESSOAL VAI BEM A CHANCE DA PROFISSIONAL SER ÓTIMA É MAIOR.

 

Mais algo a acrescentar?

Busquem conhecimentos, participem de tudo que é de seu interesse, palestras, leiam tudo que for de boa fonte, procure sempre um profissional de sua área para buscar orientação, e CUIDEM DA VIDA PESSOAL…TUDO VAI BEM QUANDO VOCÊ ESTÁ BEM!!!!

 

 

Texto: Gabriella Bertoni

Apuração: Ana Paula de Araujo

Confira a matéria original no link: https://financasfemininas.com.br/uma-a-cada-tres-propriedades-rurais-e-gerida-por-mulheres/

 

AgroMulher

Agronegócio no Centro-Oeste: conheça sua importância e os principais produtos

A região Centro-Oeste tem se consolidado como a líder em agronegócio no Brasil. Produção de grãos e criação de gado bovino impulsionam rendimentos.

Formada pelos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, a região Centro-Oeste era relativamente esquecida até meados de 1950. A inauguração de Brasília foi o fator que alavancou o desenvolvimento da região.

Ainda assim, ela até hoje é uma das regiões menos populosas do Brasil, com apenas 8,7 habitantes por quilômetro quadrado, sendo que 88% deles vivem em cidades. Apesar disto, tem se mostrado extremamente dinâmica economicamente. Em 2015, ano extremamente conturbado para o país, o PIB da região aumentou 1,33%, de acordo com o Banco Central. Foi o maior crescimento entre todas as regiões do Brasil.

O agronegócio é o motor que impulsiona esta taxa impressionante. Ano após ano, o Centro-Oeste tem se consolidado como o celeiro do Brasil, abastecendo tanto o mercado doméstico quanto o internacional.

crescimento economico do agronegocio

Importância econômica do agronegócio no Centro-Oeste do Brasil

O agronegócio é o setor mais importante da agricultura do Centro-Oeste brasileiro. O cenário do estado do Mato Grosso – o que mais cresce na região e em todo o território nacional – é um excelente exemplo de sua consolidação.

O Mapa da Recuperação Econômica, divulgado pelo Banco Santander, projetou um crescimento de 5,1% no PIB do estado. Ainda de acordo com a instituição, este aumento deve ser alavancado pela supersafra de grãos, viabilizada pelo clima ideal para estas culturas.

A agropecuária, por sua vez, é apontada como um bom termômetro da atividade econômica: ela movimenta a indústria e o setor de serviços. Quando seus resultados são bons, os demais setores também sentem a bonança.

O sucesso deste segmento na região se deve a uma série de fatores: grande quantidade de terras despovoadas, muitos recursos hídricos e um verão bastante chuvoso. Os resultados da indústria são tão impressionantes que as fazendas no Centro Oeste têm se valorizado ao acelerado ritmo de 16% ao ano.

Quais são os principais produtos do agronegócio no Centro-Oeste?

Quando se pensa na região Centro-Oeste, muitas pessoas fazem uma associação imediata com a produção de soja. E não é sem motivo: a região é a maior produtora nacional, e compete inclusive em mercados tradicionais e internacionais – em períodos de mal clima nos Estados Unidos, a zona brasileira chegou a desbancar a produção americana.

Mas este não é o único produto que é marca registrada da região e gera grande quantidade de riqueza para ela: o milho e o gado de corte também são importantes.

Produção de soja

A cultura da soja foi introduzida no Centro-Oeste em 1980, por imigrantes do Sul do Brasil. Ela se adaptou facilmente e, hoje, é o principal produto local.

Mesmo com o fim da alta das commodities, a soja segue em ascensão: a safra 2016/2017 cresceu 19,4% frente à anterior. A área plantada foi de 33,91 milhões de hectares, um aumento de 2% em comparação com a safra anterior.

Apesar do dólar em queda, a previsão é que as exportações do insumo cresçam 2,95% na safra 2017/2018. Isto deve se traduzir em um aumento que deve beirar os US$ 24 bilhões frente à safra anterior.

Produção de milho

O milho é o outro grão responsável por impulsionar o crescimento econômico do Centro-Oeste. Além disso, é uma cultura com espaço de sobra para crescer, o que deve atrair mais produtores.

O motivo por trás disso são os investimentos crescentes no etanol de milho. Recursos nacionais e estrangeiros têm sido depositados no projeto, que deve aumentar a capacidade produtiva nacional do combustível em mais de 1 bilhão de litros. Em 2018, seis usinas devem ser aumentadas ou construídas na região, o que deve colaborar com o escoamento da produção.

agronegocio - criaçao de gado no centro oeste

Criação de gado bovino de corte

Os três estados do Centro-Oeste são os líderes nacionais no abate de gado bovino, representando mais de um terço da produção nacional, de acordo com o IBGE.

Além das grandes áreas de terra livres, a soja e o milho produzidos na região significam alimentos de qualidade a um custo mais baixo para os animais, melhorando a qualidade da carne e animando fazendeiros a investir na pecuária. Isto, junto com a engenharia genética e o melhor controle dos custos, deve aquecer ainda mais o setor.

O principal destino da produção é o consumo humano. A carne é vendida a indústrias no Brasil e no exterior, onde é processada, embalada e encaminhada aos comerciantes varejistas, de onde vão para as mesas de milhões de famílias.

Crescimento da economia passa pelo Agronegócio Brasileiro

Para se transformar na principal atividade econômica da região Centro-Oeste, foi preciso implementar uma série de mudanças não apenas nos processos de produção mas na cultura empreendedora local. Essa mudança elevou a região à uma participação significativa no cenário nacional quanto à produção agropecuária, com elevação dos índices de produtividade. Atitudes como aumento dos investimentos em tecnologia, especialmente nas propriedades de produção tradicional, aplicação de recursos na compra de maquinários e insumos agrícolas, e, principalmente com a utilização de mão-de-obra especializada são os principais pilares desse crescimento. Dessa forma, o processo de modernização maciça do campo levou ao desenvolvimento do agronegócio e da economia da região.

Assim como no centro oeste brasileiro, o país como um todo deve se voltar para o agronegócio como uma importante alavanca para melhorar a produção industrial, fortalecer a balança econômica e ser um agente definidor da retomada do crescimento.

Mulheres no Agronegócio – Seus Hábitos pessoais podem afetar o sucesso de seu negócio

Saiba identificar o que desencadeia resultados negativos e como evitá-los

 

Nossos rituais definem o sucesso do nosso negócio.
Identificar os rituais que nos empoderam e os que nos enfraquecem é o dever de toda mulher empreendedora, pois são eles que vão nos direcionar para atingirmos o sucesso em nossa vida pessoal e profissional. Tony Robbins, escritor e palestrante motivacional americano, nos mostra, de forma simples, como utilizar nosso foco para ter sucesso. Com uma simples alteração podemos fazer e obter maravilhas.

Mas o que são rituais?

Rituais nada mais são do que sequências de hábitos que fazemos no “modo automático”, sem pensar muito sobre eles. Por exemplo, quando você acorda, deve ter um ritual que faz sem nem pensar. Tony Robbins diz que todos nós temos rituais incorporados quando estamos no ápice de nossas emoções. Por exemplo, antes de ficar triste, uma pessoa pode ter o ritual de focar em algo que não lhe agrada, fechar a cara, olhar para baixo, respirar superficialmente, entre outros.

Existe uma parte em nosso cérebro, chamada SAR (Sistema de Ativação Reticular), que nos faz perceber tudo que está relacionado com nossa visão da vida, buscando e separando informações que são relevantes para você. Então, se você pensar em coisas boas, elas tendem a acontecer, mas, se pensa negativamente, você tende a atrair coisas negativas. Portanto, eleve o seu padrão de pensamento. Elimine a palavra tentar e comece a agir em prol de seu objetivo.

Nosso comportamento e nossas atitudes são o resultado de tais rituais. Quanto mais você pensar em tristeza, mais deprimida você ficará. Nossos padrões de pensamento, literalmente, estruturam nossa vida e moldam nossa história na medida em que são os responsáveis, na maior parte do tempo, pelo que fazemos ou pensamos.

Inicie neste momento um minuto de reflexão e pense:

O que tenho que fazer?

Em que tenho que pensar para que possa me sentir bem?

Qual o meu ritual até chegar a cada um dos meus objetivos?

E quais os gatilhos ou âncoras que dão início a esses rituais?

Se desejo ter mais lucro em meu negócio, quais rituais tenho realizado diariamente?

Meus rituais são de uma pessoa que faz gestão, que administra a parte financeira, que poupa e investe?

Ou em seu ritual não tem nenhum controle sobre seu dinheiro?

Após pensar nessas respostas, você saberá se o seu ritual de vida atual está te levando ou não ao objetivo desejado.

A ideia de Tony Robbins é que tenhamos uma receita, passo a passo, por meio da qual acessamos as emoções positivas e negativas. Assim, quando percebemos que estamos entrando em uma emoção negativa saberemos identificar que estamos iniciando o ritual e poderemos interromper seu processo. Eu, por exemplo, todos os dias, assisto a um vídeo motivacional, pois isso eleva meu pensamento de forma exponencial, também faço uma oração o que me transmite paz e tranquilidade para enfrentar as variáveis do dia.

Os rituais são hábitos. Portanto, para quebrá-los precisamos ser consistentes. Devemos realizar nossas tarefas incorporando nossos novos hábitos de forma sistemática para obter um novo padrão comportamento que eleve os seus padrões e ajude a atingir uma alta performance.

É importante saber que um hábito só é quebrado quando deixamos de fazê-lo e o substituímos por outro de forma definitiva. E essa decisão depende apenas de você! Nossos rituais nos definem diariamente, por isso, pense em quais são suas decisões diárias, quais os resultados que você tem obtido até agora, e reflita se eles são correspondentes ao que você está buscando.

Neste exato momento como você se sente? Está satisfeita com suas realizações? Quer melhorar seus resultados? Mude seu ritual pessoal, mude seu foco e seja mais feliz!

Tathiane Silva é Embaixadora RME, Coach, Empreteca, Eneagramada, Escritora, Palestrante, Conselheira CMEE, Coordenadora MDBrasil, Fundadora da Empresa ADAPTH, Capacitada em Neurospicopedagogia e Granduanda em Gestão de Agronegócios.

 

 

AgroMulher

Da mãe empregada

Por Andréa Luzia de Faria Oliveira

De todos os contextos em que a mulher pode estar inserida, o mais representativo e que retrata melhor a sua essência é o de MÃE. Por mais moderna que ela seja, em sua maioria há o desejo latente de ser MÃE, nem que seja mãe de um bebê de 4 patas, mas o instinto maternal aflora em algum momento de sua vida.

De algumas décadas para cá, a mulher deixou de desempenhar apenas os papéis de mãe e dona de casa e passou a desenvolver o papel de profissional. Com isso, a mulher do século XXI desempenha muitos papéis, gerindo de forma impressionante as horas do seu dia para conseguir cumprir todas as tarefas, inclusive àquelas relacionadas à beleza e aos cuidados com a saúde e com seu companheiro(a).

Apesar do mercado profissional estar mais receptivo para as mulheres e de vermos exemplos de mulheres em cargos bastante representativos, nós mulheres ainda enfrentamos muitas barreiras e preconceitos para desenvolvermos nossas profissões.

A resistência não está só no contratante ou no superior hierárquico, mas também no colega de profissão ou naquele subordinado a você. E no meio rural, isso é gritante! Não era para menos, um ambiente que sempre foi conduzido por homens e que exige força física?! Mas esse tempo está ficando para trás. Sem contar os novos cargos que são necessários nas fazendas empresas, como por exemplo no setor de recursos humanos.

Pela FAO – Organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura, de 100 agricultores no Brasil, 13 são mulheres. A mulher agricultora, enfrenta todas as dificuldades citadas acima, além da resistência familiar quando se interessa pelo próprio negócio.

Dificuldades profissionais, dificuldades na criação dos filhos, no relacionamento amoroso, além de toda a dificuldade criada pelo ciclo hormonal (só quem é mulher sabe disso…rs), não nos deixa desanimar. Somos determinadas e insistentes, enquanto não alcançamos nossos objetivos não sossegamos. Essa é a natureza feminina!

Nesse contexto, a mãe empregada tem sua proteção na CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas, que vai dos artigos 391 a 400, cuja reforma trabalhista, Lei n. 13.509/2017, trouxe impactos significativos.

A lei começa dizendo que não é motivo para que seja rescindido o contrato de trabalho pelo fato da empregada ter engravidado, pelo contrário, a grávida tem estabilidade provisória mesmo se ficou grávida durante o aviso prévio. Tal garantia se estende no caso de adoção.

A mãe empregada tem direito à licença-maternidade de 120 dias, bem como se afastar do emprego, mediante atestado médico, que poderá ocorrer entre o 28º dia antes do parto e ocorrência deste.

Durante a gravidez, a empregada deve ser transferida de função, se a sua condição de saúde exigir.

Deve ser dispensada do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de no mínimo 6 consultas médicas e exames complementares.

A mãe empregada, mediante atestado médico, pode romper o compromisso resultante de qualquer contrato de trabalho se este for prejudicial à gestação.

A gestante será afastada de qualquer atividade insalubre, devendo exercer sua atividade em local salubre, enquanto durar a gestação. Se for em grau médio ou mínimo, somente será permitido seu trabalho, se ela apresentar atestado de saúde, que autorize sua permanência no exercício de suas atividades. Se lactante, será afastada em qualquer grau, quando apresentar atestado de saúde médico que recomende seu afastamento durante a lactação.

No caso de aborto não criminoso, a mãe empregada tem direito a repouso remunerado de 2 semanas.

E tem direito durante a jornada de trabalho, a 2 descansos de meia hora cada um para amamentar seu filho, até que este complete 6 meses de idade. Durante este período, os locais para a guarda dos filhos das empregadas, deverão possuir, no mínimo, um berçário, uma saleta de amamentação, uma cozinha dietética e uma instalação sanitária.

Se informação é poder, nada mais importante que empregadoras e empregadas conheçam seus direitos e obrigações!

Um grande abraço!

 

Andréa é advogada, inscrita na OAB/MG n. 81.473. Sócia do escritório Andréa Oliveira Sociedade Individual de Advocacia – especializada em Agronegócio. Fundadora do Blog Mas – Mulheres Agricultoras de Sucesso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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