As mulheres do Agronegócio e os desafios para se conquistar respeito e admiração no setor.

Mulheres do Agronegócio

Por Mariely Biff

Muito tem se falado sobre a crescente participação da mulher nos cargos de gestão das propriedades e empresas que atuam no agronegócio.

É fato que ao longo dos anos, as mulheres estão cada vez mais participativas, antenadas e dispostas a contribuir para funções que antes eram, na maioria, executadas pelos homens.

Gosto sempre de deixar bem claro que sou a favor do profissional que se dedica e que realmente se encontre na missão de colaborar com a empresa, com a propriedade e com a sociedade, independente de gênero. Existe lugar no mercado para profissionais que se destacam, homens ou mulheres, jovens ou mais experientes. Se o profissional é bom, o mercado irá absorvê-lo.

Mas também vale ressaltar que a mulher lutou arduamente para chegar até aqui. Talvez muitas que estão lendo este texto, se identifiquem em algum momento. Para demonstrar sua capacidade, a mulher estudou muito, leu muito, teve jornadas duplas entre a vida pessoal (família, filhos) e profissional, e aprendeu a se defender e a se posicionar em um mercado tão agressivo como o Agronegócio. Me refiro à agressividade, porque as coisas acontecem dentro dele de maneira muito rápida. Os negócios giram de maneira diferente e é preciso muita organização, conhecimento e compreensão do ambiente para estar concorrendo de igual para igual.

Sobre os desafios para conquistar o respeito e admiração no campo profissional, costumo dizer que nossos resultados são os melhores cartões de visitas que podemos apresentar. Mostre porque você está inserida neste mercado através da qualidade do seu trabalho, sempre mantendo o foco e produzindo – independente da área – com amor e dedicação. Não existem argumentos contra um trabalho bem feito!

E há sim um novo modelo de gestão: as mulheres têm sensibilidade, são humanas em suas decisões e por isso tem revolucionado as propriedades e empresas nas quais estão inseridas. Mas não podemos desmerecer tantos homens que lutam e contribuem para a expansão do conhecimento, são solidários, e conseguem enxergar que juntos, cada um respeitando seu espaço e suas particularidades, e trocando valiosas experiências, podemos crescer muito mais e construir negócios e empresas sólidas e mais humanas.

 

AgroMulher

 

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