Agricultura orgânica: mercado brasileiro de produtos naturais vale R$ 3 bilhões

Com a demanda por produtos naturais cada vez mais alta, a tendência é que a agricultura orgânica se torne um segmento cada vez mais atrativo economicamente.

De acordo com o Conselho Nacional da Produção Orgânica e Sustentável (ORGANIS), em 2016, o setor de produtos orgânicos movimentou R$ 3 bilhões na economia brasileira. Ele também cresceu 20% em comparação ao ano anterior, mesmo com a crise econômica e com o fato de que estes produtos ainda têm um preço acima da média.

Além disso, uma pesquisa divulgada em junho de 2017, também da ORGANIS, constatou que 15% dos entrevistados havia consumido pelo menos um produto orgânico nos 12 meses anteriores. A procura é maior na região Sul, onde viviam 34% destes respondentes.

Do mesmo modo, vale ressaltar que 64% das pessoas associa o consumo de orgânicos à saúde e à melhora na qualidade de vida, duas preocupações crescentes na atualidade.

Entretanto, 62% dos entrevistados revelou que a principal dificuldade para o consumo dos orgânicos era o preço alto. A falta de locais próximos para comprá-los foi mencionada por 32% dos respondentes.

Estas estatísticas mostram que os brasileiros têm um interesse crescente em produtos orgânicos, só que encontram uma série de dificuldades para consumir estes produtos. Ou seja: este setor é é uma excelente oportunidade de mercado para o empreendedor do agronegócio brasileiro.

O que é a agricultura orgânica?

De acordo com o Sebrae, a agricultura orgânica pode ser definida como aquela que “enfatiza o uso e a prática de manejo sem o uso de fertilizantes sintéticos de alta solubilidade e agrotóxicos, além de reguladores de crescimento e aditivos sintéticos para a alimentação animal”.

Em outras palavras, trata-se de uma agricultura mais natural, sem o uso de químicos prejudiciais à saúde e à natureza. Os produtores tampouco usam sementes geneticamente modificadas (sementes transgênicas).

Quais são os principais produtos orgânicos produzidos no Brasil?

Quando analisamos o ranking dos produtos orgânicos produzidos no Brasil, a soja sai na frente. A versão natural  desta cultura representa 32% de todos os itens do tipo plantados no país. Em seguida, estão as hortaliças (27%) e o café (25%).

Há outros produtos que, apesar de não liderarem o ranking, também são interessantes. Alguns deles são a cana (já é exportada para 25 países), o cacau (a versão orgânica chega a valer até 30% mais que a comum) e o tomate (já existem defensivos agrícolas totalmente naturais, especialmente para esta cultura).

Quais são os benefícios dos produtos orgânicos para o ser humano e o meio ambiente?

Para o ser humano, os benefícios dos produtos orgânicos são óbvios: uma alimentação mais natural é relacionada a uma saúde melhor e a uma vida com menos doenças.

Também há vários benefícios para o meio ambiente, principalmente para o solo – um dos princípios da agricultura orgânica é o seu reconhecimento como um organismo vivo, que não tolera a alta quantidade de químicos usada na agricultura tradicional sem consequências.

Deste modo, para  o produtor rural, o cultivo orgânico é uma maneira de assegurar que a sua terra será produtiva por mais tempo, permitindo que você colha produtos de melhor qualidade. Além disso, como veremos a seguir, os produtos orgânicos são um setor promissor, cada vez mais rentável, com tudo para ser extremamente lucrativo.

A agricultura orgânica é economicamente competitiva?

Há muitos empreendedores do agronegócio que sentem-se receosos em trabalhar com produtos naturais, temendo que a empreitada não seja rentável. Contudo, isto ficou para trás: a demanda é crescente, assim como o surgimento de soluções específicas para a agricultura orgânica.

Um bom exemplo da evolução é o controle de pragas: plantar orgânicos não é mais sinônimo de estar à mercê delas. Já há empresas comercializando métodos de controle alternativos específicos para cada tipo de cultura, como os defensivos e os fertilizantes agrícolas naturais.

Paralelamente a este aumento na oferta de insumos, as estatísticas revelam que, apesar de o consumo de produtos orgânicos ainda não ser majoritário, grande parte dos brasileiros se interessa por isso. O problema é que há obstáculos que freiam o consumo (principalmente o preço e a baixa quantidade de estabelecimentos que os vendem).

Em âmbito global, o cenário também é promissor. O Brasil tem se tornado um país cada vez mais competitivo no mercado internacional de orgânicos, com mais de 15 mil propriedades rurais certificadas e em processo de certificação para produzi-los.

Quais são os principais usos dos produtos orgânicos no Brasil?

Quando o produtor pensa em agricultura orgânica, imediatamente se remete à produção para a indústria alimentícia e as feiras de orgânicos.

Entretanto, há outro setor para o qual é possível vender a produção: o de cosméticos. Cada vez mais, as marcas apelam para produtos baseados em insumos orgânicos, com um apelo mais natural e saudável.

Apenas o mercado de produtos de beleza naturais da América Latina vale US$ 50 bilhões, de acordo com o instituto inglês Organic Monitor.

Como pode ser visto com facilidade, o mercado de produtos orgânicos é uma grande oportunidade para o empreendedor agrícola moderno que está atento ás necessidades dessa nova parcela da população que investe cada vez mais em saúde.

Agronegócio no Centro-Oeste: conheça sua importância e os principais produtos

A região Centro-Oeste tem se consolidado como a líder em agronegócio no Brasil. Produção de grãos e criação de gado bovino impulsionam rendimentos.

Formada pelos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, a região Centro-Oeste era relativamente esquecida até meados de 1950. A inauguração de Brasília foi o fator que alavancou o desenvolvimento da região.

Ainda assim, ela até hoje é uma das regiões menos populosas do Brasil, com apenas 8,7 habitantes por quilômetro quadrado, sendo que 88% deles vivem em cidades. Apesar disto, tem se mostrado extremamente dinâmica economicamente. Em 2015, ano extremamente conturbado para o país, o PIB da região aumentou 1,33%, de acordo com o Banco Central. Foi o maior crescimento entre todas as regiões do Brasil.

O agronegócio é o motor que impulsiona esta taxa impressionante. Ano após ano, o Centro-Oeste tem se consolidado como o celeiro do Brasil, abastecendo tanto o mercado doméstico quanto o internacional.

crescimento economico do agronegocio

Importância econômica do agronegócio no Centro-Oeste do Brasil

O agronegócio é o setor mais importante da agricultura do Centro-Oeste brasileiro. O cenário do estado do Mato Grosso – o que mais cresce na região e em todo o território nacional – é um excelente exemplo de sua consolidação.

O Mapa da Recuperação Econômica, divulgado pelo Banco Santander, projetou um crescimento de 5,1% no PIB do estado. Ainda de acordo com a instituição, este aumento deve ser alavancado pela supersafra de grãos, viabilizada pelo clima ideal para estas culturas.

A agropecuária, por sua vez, é apontada como um bom termômetro da atividade econômica: ela movimenta a indústria e o setor de serviços. Quando seus resultados são bons, os demais setores também sentem a bonança.

O sucesso deste segmento na região se deve a uma série de fatores: grande quantidade de terras despovoadas, muitos recursos hídricos e um verão bastante chuvoso. Os resultados da indústria são tão impressionantes que as fazendas no Centro Oeste têm se valorizado ao acelerado ritmo de 16% ao ano.

Quais são os principais produtos do agronegócio no Centro-Oeste?

Quando se pensa na região Centro-Oeste, muitas pessoas fazem uma associação imediata com a produção de soja. E não é sem motivo: a região é a maior produtora nacional, e compete inclusive em mercados tradicionais e internacionais – em períodos de mal clima nos Estados Unidos, a zona brasileira chegou a desbancar a produção americana.

Mas este não é o único produto que é marca registrada da região e gera grande quantidade de riqueza para ela: o milho e o gado de corte também são importantes.

Produção de soja

A cultura da soja foi introduzida no Centro-Oeste em 1980, por imigrantes do Sul do Brasil. Ela se adaptou facilmente e, hoje, é o principal produto local.

Mesmo com o fim da alta das commodities, a soja segue em ascensão: a safra 2016/2017 cresceu 19,4% frente à anterior. A área plantada foi de 33,91 milhões de hectares, um aumento de 2% em comparação com a safra anterior.

Apesar do dólar em queda, a previsão é que as exportações do insumo cresçam 2,95% na safra 2017/2018. Isto deve se traduzir em um aumento que deve beirar os US$ 24 bilhões frente à safra anterior.

Produção de milho

O milho é o outro grão responsável por impulsionar o crescimento econômico do Centro-Oeste. Além disso, é uma cultura com espaço de sobra para crescer, o que deve atrair mais produtores.

O motivo por trás disso são os investimentos crescentes no etanol de milho. Recursos nacionais e estrangeiros têm sido depositados no projeto, que deve aumentar a capacidade produtiva nacional do combustível em mais de 1 bilhão de litros. Em 2018, seis usinas devem ser aumentadas ou construídas na região, o que deve colaborar com o escoamento da produção.

agronegocio - criaçao de gado no centro oeste

Criação de gado bovino de corte

Os três estados do Centro-Oeste são os líderes nacionais no abate de gado bovino, representando mais de um terço da produção nacional, de acordo com o IBGE.

Além das grandes áreas de terra livres, a soja e o milho produzidos na região significam alimentos de qualidade a um custo mais baixo para os animais, melhorando a qualidade da carne e animando fazendeiros a investir na pecuária. Isto, junto com a engenharia genética e o melhor controle dos custos, deve aquecer ainda mais o setor.

O principal destino da produção é o consumo humano. A carne é vendida a indústrias no Brasil e no exterior, onde é processada, embalada e encaminhada aos comerciantes varejistas, de onde vão para as mesas de milhões de famílias.

Crescimento da economia passa pelo Agronegócio Brasileiro

Para se transformar na principal atividade econômica da região Centro-Oeste, foi preciso implementar uma série de mudanças não apenas nos processos de produção mas na cultura empreendedora local. Essa mudança elevou a região à uma participação significativa no cenário nacional quanto à produção agropecuária, com elevação dos índices de produtividade. Atitudes como aumento dos investimentos em tecnologia, especialmente nas propriedades de produção tradicional, aplicação de recursos na compra de maquinários e insumos agrícolas, e, principalmente com a utilização de mão-de-obra especializada são os principais pilares desse crescimento. Dessa forma, o processo de modernização maciça do campo levou ao desenvolvimento do agronegócio e da economia da região.

Assim como no centro oeste brasileiro, o país como um todo deve se voltar para o agronegócio como uma importante alavanca para melhorar a produção industrial, fortalecer a balança econômica e ser um agente definidor da retomada do crescimento.

Pecuária no Brasil: mesmo com crise, setor permanece estratégico e fonte de bons negócios

A pecuária brasileira é quase tão antiga quanto o próprio país. As tecnologias favoreceram o aumento da produtividade, tornando o setor estratégico para a economia nacional.

A produção pecuária no Brasil começou em pleno século XVI, logo após a chegada dos portugueses. A região Nordeste foi a que recebeu as primeiras cabeças de gado, vindas da ilha de Cabo Verde.

Com o tempo, a indústria cresceu, e passou a demandar mais espaço para a criação de gado. Consequentemente, os criadores começaram a desbravar o interior do país, favorecendo seu povoamento e consequente desenvolvimento.

Se, no passado, a pecuária foi crítica para a formação do Brasil como conhecemos, hoje ela é referência mundial em produtividade, rentabilidade e qualidade dos produtos. Assim, o setor é altamente estratégico para a economia nacional.

Qual a importância econômica da pecuária no Brasil?

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), em 2015 o PIB do agronegócio nacional foi de R$ 1,26 trilhão. A pecuária foi responsável por R$400,7 bilhões deste total, praticamente um terço.

Ou seja: mesmo em plena crise, o setor foi uma importante fonte de riqueza e de movimentação para a economia nacional.

Ainda de acordo com a ABIEC, em todo o Brasil há mais de 167 milhões de hectares de pasto dedicados à pecuária. Isto gerou quase 40 milhões de abates, que, por sua vez, gerou a exportação de 1,88 milhão de toneladas de carcaças animais.

Estas cifras não são os únicos números impressionantes relativos ao setor: soma-se a isso o fato de que a produtividade da pecuária brasileira cresceu 4% ao ano entre 1975 e 2014, conforme o Departamento de Estudos Econômicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O setor abastece diversas indústrias. A carne é aproveitada pela indústria alimentícia, assim como o leite. O couro vai para o setor têxtil. Ossos são usados até mesmo para confeccionar botões. Se você pensa em investir neste segmento, não faltam boas oportunidades de negócio!

Quais são as regiões líderes em pecuária no Brasil?

No quesito cabeças de gado abatidas, os estados mais importantes para a pecuária no Brasil são Mato Grosso (1,116 milhão de animais abatidos), Mato Grosso do Sul (845,9 mil) e Goiás (746,3 mil), de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isto faz do Centro-Oeste a região com o maior rebanho de gado do país.

Por mais que este tipo de criação geralmente seja o principal fator de avaliação da indústria, um olhar mais próximo que cada região se especializa em um tipo de criação diferente.

Por exemplo: ainda conforme o IBGE, o Nordeste reúne praticamente toda a criação de caprinos, que são quase inexistentes nas demais regiões. Suínos e galináceos estão concentrados no Sul, enquanto o Sudeste é líder disparado na criação de codornas.

pecuaria no brasil

Qual é o principal produto da pecuária no Brasil?

Por mais que a pecuária no Brasil seja bastante diversificada e haja a presença de diversos animais em todo o território nacional, é indiscutível que a criação de gado bovino de corte é o carro-chefe desta indústria.

Ano após ano, a presença dos bois cresce nos pastos do país. Em 2015, o IBGE apontava a existência de 212,3 milhões de cabeças deste gado em todo o Brasil. Em 2016, o número de cabeças saltou para 218,23 milhões, mesmo com a queda de 3,6% no PIB naquele ano.

No primeiro trimestre de 2017, o MAPA apontou o abate de mais de 7 milhões de cabeças, com um peso médio de 242,8 kg por carcaça, frente a 249,8 kg no período anterior. Como veremos mais adiante, isto representa um dos principais desafios da pecuária no Brasil: a produtividade.

Qual é a tendência para a pecuária no Brasil?

Especialistas apontam a produtividade como um dos fatores mais críticos para o agronegócio brasileiro. Felizmente, há cada vez mais tecnologias que ajudam os fazendeiros a superar este desafio.

A engenharia genética é um dos campos mais promissores. Por mais que ela ainda dê os primeiros passos, a técnica usa a manipulação de genes para criar animais mais fortes, resistentes e que produzem carne de melhor qualidade.

Do mesmo modo, os fazendeiros têm se conscientizado cada vez mais da importância de reduzir a estrutura física das fazendas, aumentando a produtividade por área. Os criadores têm conquistado resultados palpáveis nesta área:  de acordo com a Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo, em 2003 havia 100 vacas a cada 250 hectares. Em 2016, a taxa passou para 140 animais a cada 250 hectares.

Por fim, especialistas apontam que racionalizar os custos é fundamental para manter-se competitivo. Entretanto, isto não significa investir menos, mas investir melhor, escolhendo os melhores insumos, como rações e medicamentos, para fornecer aos animais. Eles devem ser adquiridos de fornecedores de confiança para assegurar a qualidade dos produtos e a rentabilidade da criação.

 

Produção de cogumelos cresce cada vez mais no Brasil

A cultura de cogumelos tem crescido com força no país e atraído muitos produtores, e agora você vai entender como e por quê

A ideia de que a cultura de cogumelos não tem espaço no Brasil e que seu consumo é restrito entre os brasileiros já está ficando para trás. Com excelentes benefícios para a saúde e a simplificação do processo de cultivo de cogumelos isso vem mudando a realidade conhecida até então.

A cadeia de produção hoje é bem segmentada e já é possível encontrar produtores de sementes, do composto inoculado, cultivadores e distribuidores. Toda essa expansão e novos adeptos possibilitam um cultivo em larga escala, desenvolvendo o mercado.

Isto reflete no consumidor. Antes presente apenas em pratos mais sofisticados, hoje o cogumelo já é amplamente utilizado e explorado na culinária e tem aparecido bastante como recheio de pratos populares, como pizzas, sanduíches e mesmo salgados.

Quer entender um pouco mais sobre a cultura de cogumelos e como ela tem crescido tanto? Confira a seguir.

Cogumelo In natura

A produção de cogumelos em conserva costuma ser mais fácil tanto de cultivar quanto de distribuir. No entanto, a opção in natura tem se desenvolvido mais fortemente por ser mais lucrativa, ecológica e saudável. Neste caso, ainda se economiza pois não há gastos com cozimento e conservantes. Em contrapartida há apenas o prazo de validade, pois os cogumelos in natura são mais perecíveis do que os cogumelos em conserva.

Estrutura para o cultivo de cogumelos

A cultura de cogumelos pode ser realizada em estruturas bem simples, até mesmo rústicas ou ainda com alta tecnologia. A escolha é do produtor. A ampla maioria dos fungicultores, inclusive, são de pequeno e médio porte.

O estilo da estrutura empregada também condiz com a postura desse produtor, como o galpão ou o sistema de refrigeração, por exemplo. Caso a escolha seja pela produção de sementes, é preciso investir em conhecimento técnico e infraestrutura especializada. As câmaras devem ser projetadas com isolamento térmico e em alvenaria. O pé direito também tem especificações, como mínimo de três metros, largura de aproximadamente seis metros e cumprimento de cerca de 20 metros. Já se a opção for pelo composto, é necessário dispor de um espaço físico cujo tamanho dependerá da sua expectativa de colheita. Quanto mais cogumelos, maior o espaço para cultivá-los.

Ao entrar para a produção da cultura de cogumelos é preciso estar ciente ainda de que cada tipo apresentará necessidades específicas. De maneira geral, um clima ameno com muita umidade é ideal, bem como uma temperatura entre 10 e 25 ºC.

produção de cogumelos

Escolha seu tipo de cogumelo

Outra vantagem da cultura é de que você pode escolher o tipo do cogumelo conforme as condições de produção que você deseja ou pode oferecer. Por exemplo, o champignon é cultivado em uma palhada pré-compostada e coberta por uma camada de terra. Sua refrigeração costuma ser entre 15 e 18 ºC em um ambiente com ausência de iluminação.

Outro tipo, o shiitake, já necessita de blocos de serragem com certa tecnologia especializada. Pode ser cultivado ainda em toras com alguns furos, onde o fundo é inoculado. Ali, após pelo menos seis meses de incubação, deverá receber um estímulo que chama choque híbrido.

Ainda é possível investir na cultura do shimeji. Este tipo de cogumelo brota em pequenos buquês e deve ser produzido também em uma palhada pasteurizada ou esterilizada.

É preciso, também, ter alguns cuidados. Higiene e muita atenção por parte do fungicultor são essenciais, já que estes fungos, durante o cultivo, podem ser parasitados por outros fungos. Estes são os maiores contaminantes no processo de cultivo dos cogumelos. Os principais são: Chaetomium olivaceum, Trichoderma sp., Scopulariopsis fimicola, Doratomyces sp., Papulospora byssina, Alternaria sp., Aspergillus spp., Penicillium sp., Sporotrichum sp., Geotrichum sp., Phymatorichum sp. e Paecilomyces sp.

O ciclo de produção do cogumelo

O período do ciclo de cultivo também varia bastante conforme o tipo de cogumelo escolhido para ser produzido. De forma geral, pode durar entre 45 e 180 dias. Ao escolher o champignon e o shimeji, o ciclo deverá ser de, mais ou menos, três meses. Já o shiitake, dependendo o estilo de cultivo, poderá variar entre 120 e 180 dias.

Por fim, a colheita dos cogumelos

Na maioria dos casos, a colheita de cogumelos é feita manualmente. É uma fase delicada, pois as estruturas não devem ser destruídas. Com cuidado, pode-se retirar os traços do composto e acomodado em caixas.

Os cogumelos, após a colheita, necessitam também de refrigeração. Na sequência serão embalados e estocados em câmaras frigoríficas. O rendimento desta colheita também irá variar conforme o tipo escolhido para cultivo. O champignon pode gerar até três fluxos, já os outros, normalmente, rendem uma colheita única.

O mercado

Como o mercado está em expansão, há casos de maior procura do que oferta. Muitas vezes o Brasil acaba investindo em importação, porque o cultivo de cogumelos interno não é suficiente. Assim, investir neste cultura pode ser uma grande chance de crescimento e rendimento bastante lucrativo.

No último ano, 10 mil toneladas de cogumelos foram importadas de Paris e da China.

Logo, estudar esta nova cultura e passar a produzi-la mostra-se uma alternativa deveras interessante para quem está buscando o desafio de explorar uma maior fatia do mercado do agronegócio brasileiro. Mesmo uma produção em pequena escala já pode render bons frutos, pois há compradores diretos como restaurantes e mercados de médio e grande porte.

Nutrição animal: quais melhores alimentos para bovinos de corte?

Bovinos de corte tem maior crescimento, ganho de peso e rentabilidade com uma nutrição a base de alimentos ricos em vitaminas e minerais

Maior produtividade na pecuária já não pode mais ser considerada um diferencial, mas sim imprescindível para criação de gado de corte. Uma boa nutrição é essencial para a vida de um gado saudável com ganho de peso regular. Para o rebanho ter um bom aproveitamento de nutrientes, é fundamental que o produtor conheça as categorias de alimentos que compõem a dieta dos bovinos de corte.

Para que o gado se mantenha vivo, com saúde, produzindo mais e gerando maior rentabilidade, é importante que os pecuaristas conheçam os pilares da nutrição animal. Afinal, são os alimentos certos para nutrição dos bovinos que vão oferecer os nutrientes necessários de acordo com as suas características nutricionais. O ganho de peso e o crescimento do gado também está diretamente relacionado à alimentação.

A alimentação do rebanho deve levar em conta certas questões fundamentais, como as necessidades nutricionais de cada animal, velocidade de peso desejada, viabilidade econômica e disponibilidade de alimentos (de acordo com a sazonalidade e localização regional). Outro ponto importante são as classificações dos nutrientes e as categorias dos alimentos que fazem parte da dieta dos bovinos de corte.

gado de corte

Nutrição do gado de corte

O desenvolvimento e a reprodução do bovino de corte, bem como todo o seu potencial genético, são gerados a partir da nutrição. Em diferentes quantidades e combinações, a dieta deve ser balanceada com elementos como proteínas, gordura, açúcares, cálcio, minerais, água e vitaminas, essenciais para o desempenho das atividades vitais dos animais.

É essencial que os produtores conheçam a classificação dos nutrientes e as categorias dos alimentos que compõem a dieta dos bovinos de corte para o bom aproveitamento nutricional dessa alimentação. Esses elementos podem ser divididos em duas categorias: matéria seca e água.

A primeira contém o valor nutritivo e é composta por matéria orgânica e mineral, com lipídios e carboidratos que fornecem energia, além de vitaminas e proteínas. Já o macro e microelementos podem ser encontrados na categoria mineral. Todos estão presentes nos principais alimentos, volumosos ou concentrados, oferecidos aos bovinos de corte.

Principais alimentos para bovinos

Alimentos volumosos são considerados aqueles que contêm alto teor de fibra bruta, mais de 18%, Com baixo valor energético, eles correspondem à soma de todos os nutrientes digestíveis (exceto vitaminas e cinzas dos alimentos). Essa categoria inclui pastagens, forrageiras para corte, selagens, restos  culturais, cascas, sabugos e resíduos de agroindústrias.

Com menos de 18% de fibra bruta, os alimentos concentrados têm alto teor energético, com maior concentração de nutrientes do que os volumosos e são divididos em energéticos e proteicos. Os energéticos, com menos de 20% de proteína pura, podem ser representados essencialmente pelos grãos de cereais, como milho, trigo, arroz, sorgo; e seus derivados, raízes, tubérculos (batata, mandioca etc), bem como os óleos de origem vegetal ou animal e gorduras.

Há ainda os proteicos, que podem ser de origem vegetal, como as oleaginosas (amendoim, algodão, soja), ou de origem animal, com farinha de carne, pena, sangue, sem gorduras e ossos, bem como farelos, excremento de aves, biossintéticos, entre outros. O concentrado energético mais usado em todo o País para a nutrição animal é o grão de milho triturado.

Culturalmente tradicional e presente nas principais regiões de criação, o grão tem valor nutritivo de qualidade, oferecendo energia com 8,5 de proteína bruta e 0,25% de fósforo. Já a fonte de proteína de melhor qualidade para a alimentação animal, principalmente, de bovinos de corte, é a soja: ela oferece alto teor energético (pois é composta por grandes quantidades de óleo), vitamina D, pouca carotena e baixo teor de cálcio e de fibra. Isso é ainda mais importante considerando que o país continua sendo um dos maiores produtores de soja do mundo.

Suplementação de pastagens para gado de corte

Principal fonte de alimentos para ruminantes no Brasil, a pastagem é favorecida pelo nosso clima tropical, que ajuda no desenvolvimento das forrageiras. Há pelo menos duas estações definidas, que alteram os níveis de qualidade da forragem e crescimento: a de crescimento intenso, com qualidade indicada; e a de baixo crescimento, ou até mesmo nulo, considerada inadequada para o desempenho dos animais.

A época de baixo crescimento é marcada por forragens pobres em proteína, com oferta menor nos pastos e teores maiores de fibras. Isso faz com que os sistemas de produção anualmente baseados somente em pastagens sejam afetados por perda de peso ou pouco ganho de peso. Por isso, a importância de suplementar os animais na época da seca por conta da redução do crescimento das forrageiras e seu baixo teor nutritivo.

Esse tipo de alimentação tem como objetivo fornecer suplementos minerais, proteínas e muita energia aos bovinos de corte. No período da estiagem, tais nutrientes são considerados os pilares da suplementação animal. Confinados ou semi-confinados, os bovinos devem receber alimentos concentrados e volumosos conservados. Durante a escolha da suplementação, é necessário considerar sua disponibilidade, praticidade, necessidades nutricionais do gado e a economia local.

Como vemos, uma nutrição animal adequada é fundamental para o gado de corte alcançar uma produtividade que atenda tanto aos anseios do pecuarista quanto dos frigoríficos, trazendo um melhor resultado financeiro para toda a cadeia.

Agricultura na região Sudeste: zona tem papel importante no agronegócio nacional

A agricultura da região sudeste é muito importante para a economia local, mesmo com o peso da indústria. Cana de açúcar é a principal cultura.

A região sudeste é a que mais contribui com o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Juntos, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo são responsáveis por mais da metade de toda a riqueza produzida pelo Brasil.

A economia paulista é a que mais se destaca. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apenas o estado de São Paulo contribui com mais de 30% do PIB Brasileiro, sendo que sua capital, por si só, produz 10% de toda a riqueza nacional. A diferença com o segundo colocado, o Rio de Janeiro, é grande: os fluminenses movimentam 11,6% da economia do país.

Por mais que boa parte desta riqueza seja devido às indústrias (São Paulo é o maior parque industrial da América Latina), a agricultura da região sudeste também é estratégica para a zona, gerando empregos e movimentando a economia a nível local e nacional.

cana-de-acucar

A importância da agricultura e da pecuária para a região sudeste

A agropecuária sempre foi um fator externo muito importante para o desenvolvimento da região sudeste. Historiadores apontam a cafeicultura como a grande responsável pela intensa industrialização local, principalmente em São Paulo.

O setor também foi responsável pelo poder político que estes estados tiveram historicamente. Durante a República Velha, presidentes mineiros e paulistas se alternavam no poder, o que ficou conhecido como Política do café-com-leite, o primeiro especialidade de São Paulo e, o segundo, de Minas Gerais.

Apesar de os tempos terem mudado, a agricultura e a pecuária continuam sendo estratégicas para a região sudeste. Ainda de acordo com o IBGE, ela possui quase 900 mil propriedades rurais agropecuárias, familiares e não familiares. Destas, pouco mais de 227 mil estão em São Paulo.

Os principais produtos da agricultura na região sudeste

O sudeste foi o berço da cafeicultura no Brasil – tanto que, até meados do século XX, o estado de São Paulo era um dos principais produtores de café do mundo.

Entretanto, o crash da bolsa em 1929 e a diminuição do consumo do produto nos Estados Unidos fez prejudicou a o plantio. Hoje, há cultivos mais estratégicos, como:

Cana de açúcar

O estado de São Paulo é o principal na produção de cana de açúcar do Brasil. Os agricultores paulistas têm uma área plantada de 5,6 milhões de hectares – 55% do total nacional -, que produzem mais de 440 milhões de toneladas e geram R$ 27,6 bilhões de reais, de acordo com o IBGE.

O cultivo da cana está intimamente ligado à produção de etanol: só em São Paulo, há mais de 120 usinas. Assim, que investe nesta cultura tem destino praticamente certo para a produção.

Laranja

No caso da laranja, novamente, o estado de São Paulo é o principal responsável pela liderança regional. Junto com o Triângulo Mineiro, a região foi responsável pela produção de 245,3 milhões de caixas de 40,8 kg na safra 2016/2017 e a estimativa para a safra deste ano é de 364,47 milhões de caixas. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) só o estado de São paulo é responsável por 28% do suprimento mundial da fruta.

Novamente, a produção abastece a indústria – neste caso, a alimentícia. De todo o suco de laranja produzido, 95% é para consumo externo. Uma pequena parte da produção da laranja em si também é exportada, principalmente para a Flórida.

laranja

Leite

Produto histórico do sudeste, o leite continua sendo importante, mesmo tendo deixado de ser a cultura principal da região: entre os 200 municípios brasileiros com o maior volume de produção, 38 (64%) estão no sudeste.

Eucalipto

Uma cultura que não costuma ser lembrada, mas também é relevante, é o eucalipto. Trata-se de um produto em ascensão, principalmente no Espírito Santo: o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) estima que haja mais de 250 mil hectares do plantio no estado. Isto acontece tanto devido aos incentivos estatais e privados quanto ao retorno financeiro: o eucalipto pode render 20% mais do que a seringueira.

Quem pretende investir no cultivo em território capixaba recebe auxílio técnico do próprio Incaper. O motivo é a alta demanda: a produção atual supre apenas metade da necessidade da indústria.

A importância do agronegócio do sudeste para a economia local e nacional

Por mais impressionantes que as cifras sejam, não são só as vendas dos produtos agrícolas que movimentam a economia do sudeste e do restante do Brasil: este setor acaba movimentando muitos outros ao longo de sua cadeia produtiva.

A região se destaca por ter uma agricultura extremamente desenvolvida. Os empreendedores do agronegócio costumam investir no uso de máquinas agrícolas de última geração, defensivos agrícolas de ponta e fertilizantes potentes, de modo a tornar a lavoura mais produtiva. Consequentemente, muitas outras indústrias se beneficiam do crescimento do setor, como a mecânica e a química.

Seja na região Sudeste seja em todo país, o agronegócio brasileiro vem traçando um rumo de crescimento e se tornando, dessa forma, uma das molas propulsoras da economia nacional.

O que esperar do agronegócio em 2018? Perspectivas e tendências do setor

Em 2018, o agronegócio poderá ser influenciado pela produção de soja para o biocombustível

Todo começo de ano chega trazendo expectativas para os mais diversos segmentos. Com o agronegócio, não é diferente: quais serão os fatores que devem afetar a vida dos produtores rurais em 2018? A agenda brasileira será ainda mais cheia em um ano que contará com eleições presidenciais, Copa do Mundo e o setor político ainda mais movimentado.

Com as tentativas de aprovação da Reforma da Previdência, o mercado rural deverá notar uma cautela ainda maior por parte dos investidores, principalmente com a renovação política e as surpresas que os candidatos poderão apresentar durante as eleições. No setor econômico, o crescimento do agronegócio tem movimentado o mercado e atraído investidores, com perspectivas positivas para 2018.

Assim como a brasileira, a economia mundial segue com boas expectativas. A troca de presidentes do Federal Reserve (FED), banco central americano, terá Jerome Powell em destaque no lugar de Janet Yellen, cujo mandato termina em fevereiro de 2018. A chegada de Powell promete beneficiar o agronegócio, já que ele é visto como um centrista que deverá manter os estímulos para agitar a economia dos Estados Unidos, com mais abertura à agenda de desregulação de Donald Trump.

agronegocio

Soja, grãos e infraestrutura: perspectivas agro para 2018

As oscilações no valor total bruto das produções de grãos deverão se manter entre R$ 530 e 550 bilhões. Depois de uma recuperação em 8%, após uma queda de 25% em 2017, as cotações das commodities agrícolas deverão permanecer estáveis mesmo com a altas produções nos Estados Unidos. O Brasil e a Argentina devem seguir em alta em 2018.

Já a soja será afetada pela aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do aumento das misturas de biodiesel ao diesel de petróleo em 10%. A medida, que entrará em vigor a partir de março de 2018, traz a expectativa de um aumento de produção de biodiesel que irá saltar dos atuais 4,2 bilhões de litros para 5,3 bilhões. Por conta disso, a soja destinada para a produção de biocombustível deverá aumentar no Brasil.

Consequentemente, o esmagamento da soja também irá crescer. O aumento deverá contribuir para um balanço de oferta e demanda acelerada do grão, que será sentido nos preços da soja. Se o destino da soja segue previsto, o mesmo não pode ser dito da infraestrutura do agronegócio: em ano eleitoral, fica difícil saber o que irá se concretizar e o que não passará da promessa. A economia brasileira comandada por Henrique Meirelles afasta o investimento público e pode favorecer as atividades rentistas no lugar das produtivas.

As inovações tecnológicas para o mercado agrícola em 2018 deverão ajudar na redução das aplicações de agroquímicos, diminuindo a dependência de energia derivada de combustíveis fósseis. No cenário mundial, a utilização de resíduos orgânicos, ambientalmente adequados e de baixo custo deverão seguir em alta neste ano.

Outro ponto que merece a atenção redobrada dos produtores rurais em 2018 serão as condições climáticas, já que a incerteza com a formação ou não de mais um La Niña e seus possíveis efeitos deverá movimentar o mercado. Essa incerteza irá agitar o setor agrícola até a consolidação das primeiras safras do ano, e o mesmo deverá ocorrer com a Argentina.

Venda de máquinas agrícolas em 2018: expectativas altas

Após fechar 2017 com uma comercialização no mercado interno que atingiu 44,3 mil unidades, as vendas de máquinas agrícolas seguem com boas perspectivas no ano que acabou de começar. As exportações também fecharam 2017 em alta: foram US$ 3,017 bilhões, com um avanço de 69,7% em comparação com 2016.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias chegou a 54,9 mil unidades no ano passado, com um aumento de 1,8% ante o desempenho anterior. As exportações de máquinas agrícolas também cresceram, totalizando 14 mil unidades, com alta de 46,9%.

Só em dezembro, 1,3 mil máquinas foram exportadas, com uma expansão de 39,1% em relação ao mesmo mês do penúltimo ano. A expectativa para os próximos meses, de acordo com a Anfavea, é que o setor cresça 10% na produção de máquinas, com alta de 43,7% nas vendas internas e crescimento de 34,5% nas exportações. Vem coisa boa em 2018!

Crescimento do agronegócio brasileiro movimenta a economia e atrai empreendedores

Agronegócio vence a crise e triunfa no Brasil, empurrando o PIB para cima. Exigências de transparência, produtos mais saudáveis e novas soluções criam nichos de mercado.

O Brasil é um país continental: sua vasta disponibilidade de terras, luz do sol, água e terras férteis são riquezas inegáveis. Portanto, não é só por isso que o país tem uma indústria agropecuária tão bem desenvolvida.

Trata-se de um setor que desafia a crise. Mesmo com o cenário econômico conturbado, a renda gerada pelo agronegócio cresceu 6,3% entre janeiro e agosto de 2017. O setor já representa 23% do Produto Interno Bruto (PIB) e 48% das exportações do país.

Isso acontece devido à visão empreendedora de quem trabalha na área e, claro, pela grande aceitação dos produtos brasileiros nos mercados internacional e doméstico.

crescimento do agronegocio

Quais são os principais produtos do agronegócio brasileiro?

Por mais que as características da natureza brasileira permitam a produção de uma ampla gama de produtos, os produtores rurais do país são especialistas em alguns deles: apenas 15 itens são responsáveis por 40% das exportações do setor. Isso na verdade reflete um problema do país que é não diversificar as culturas, alto que precisa ser corrigido e que pode fazer o Agronegócio crescer mais ainda.

O carro-chefe é, indiscutivelmente, a soja em grãos. Em julho do ano passado, o insumo acumulava mais de US$ 2,43 bilhões em exportações, mesmo com a crise. Entretanto, há outros produtos que também geram uma quantidade importante de riqueza para o mercado nacional, como:

  • Açúcar em bruto: US$ 863 milhões
  • Fumo em folhas: US$ 162 milhões
  • Etanol: US$ 105 milhões

E a tendência é que os produtos brasileiros se fortaleçam cada vez mais. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE) a agropecuária do Brasil cresceu mais de 15% no segundo trimestre de 2017, quando comparada ao mesmo período do ano passado.

A título de comparação: o crescimento da indústria, outro setor importante, foi de apenas 0,8% ao longo de todo o primeiro semestre de 2017, o que representa o melhor resultado em quatro anos.

Qual é a importância do agronegócio na economia brasileira?

É indiscutível que o Brasil vive um cenário econômico delicado no momento. Apesar dos tímidos sinais de melhora, a população ainda tem receio na hora de abrir a carteira, justamente devido à instabilidade.

Para quem pretende empreender no agronegócio, a boa notícia é que o setor se mantém aquecido, mesmo com todas as dificuldades. Este ano, as exportações brasileiras do setor cresceram 6,8%, chegando ao patamar de US$ 56,4 bilhões.

Isso faz do Brasil o quarto maior agroexportador do mundo. Os resultados são tão bons que economistas apontam o agronegócio como o eixo que sustenta a leve alta no PIB experimentada pelo Brasil ao longo de 2017.

Vale ressaltar que isso foi possível mesmo com as grandes perdas de grãos na safra 2016/2017, devido a variações climáticas. Ou seja: ainda há muito potencial para melhorar.

O que se pode esperar do futuro do agronegócio brasileiro?

O futuro do agronegócio brasileiro é tão – se não mais – promissor quanto o presente. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) o Brasil é um dos países nos quais a produtividade no campo mais sobe em todo o mundo.

Além disso, as mudanças no comportamento do público abrem novos nichos de mercado. Como as pessoas se preocupam cada vez mais com a origem daquilo que põem à mesa, os produtores que investem em sustentabilidade e transparência tendem a sair à frente da competição.

Outra tendência que começa a conquistar o mercado brasileiro são os orgânicos: apenas 1% da população deixa de consumi-los por falta de interesse. Os maiores empecilhos são os preços elevados (62%), a falta de pontos de venda nas proximidades (32%) e a pouca informação (11%). Mesmo assim, 11% da população já os consome semanalmente.

Quero investir no agronegócio. Quais são as áreas mais promissoras?

Por mais que a agricultura sustentável, orgânica e transparente esteja em alta, essa não é a única oportunidade que o agronegócio apresenta. Na realidade, nem só de produtos agrícolas ele vive: a demanda por produtos e serviços que lhe sirvam de suporte também é alta. Confira os principais:

  • Software e máquinas agrícolas: apesar de o agronegócio estar em um bom momento, sempre há uma busca por mais produtividade. Deste modo, boas soluções de automação (máquinas e software) têm tudo para fazer sucesso dentro do setor.
  • Defensivos verdes: o aquecimento do mercado de orgânicos demanda outras soluções para o controle de pragas que não sejam os agrotóxicos. É aí que entram defensivos naturais, que combatem pragas tão eficazmente quanto só que com menos danos à saúde.
  • Treinamento de mão de obra: a falta de mão de obra qualificada é um dos principais empecilhos ao crescimento do agronegócio brasileiro. Deste modo, empresas que se dediquem a sua qualificação têm seu espaço.
  • Importação e exportação: não basta produzir, é preciso fazer a mercadoria circular. Portanto, empresas que ajudam na importação e exportação de insumos tendem a se sair bem, principalmente em um momento de mercado aquecido.

Agronegócio no Brasil: região sul se consolida como zona estratégica

O agronegócio no Brasil tem se desenvolvido cada vez mais. Na região Sul os destaques são a pecuária e a tecnologia para aumento da produtividade.

Ultrapassando desafios e superando expectativas, o agronegócio no Brasil têm se tornado cada vez mais desenvolvido. Apesar da instabilidade na economia, nosso país é considerado uma potência mundial.

A diversidade de paisagens e climas é um dos fatores que favorece o segmento e as particularidades de cada região permitem que o Brasil produza vários tipos de culturas.

Região Sul

No caso da região sul, o clima ameno e as chuvas bem distribuídas ao longo do ano favorecem uma série de cultivos. Apesar de ser a menor região do país em área, ela é de suma importância para o agronegócio no Brasil.

Neste post, você confere qual é o cenário atual da agropecuária no sul do Brasil, incluindo a riqueza produzida, os principais produtos e tendências. Veja:

Qual é o peso da região sul no agronegócio do Brasil?

O sul do Brasil tem uma das economias mais dinâmicas do país. Na agropecuária, não é diferente: dois de seus estados estão entre os 5 principais exportadores desse segmento a nível nacional: Rio Grande do Sul e Paraná ocupam a terceira e quarta posições, respectivamente.

Os gaúchos estão entre os mais competitivos: só o estado do Rio Grande do Sul acumula mais de 10% das exportações do agronegócio brasileiro.

Qual é a importância do agronegócio para a economia do sul?

O agronegócio ocupa um lugar importante na economia sulista. Em 2013, as exportações da agropecuária local representaram mais de metade de suas exportações totais.

A importância desse segmento é particularmente expressiva no Paraná. Neste estado, a agricultura e a pecuária representaram 65% das exportações do estado, gerando uma renda que superou os US$ 11 bilhões.

No caso do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a importância das exportações do agronegócio é um pouco menor, mas nem por isso deixa de ser significativa. O agronegócio representou 46,76 e 50,93% de suas pautas exportadoras, gerando uma renda de US$ 11,6 bilhões e US$ 4,4 bilhões, respectivamente.

Principais culturas do sul do Brasil

O clima, a cultura e as características gerais do sul do Brasil faz com que haja duas culturas especialmente importantes para o agronegócio da região: a soja e o tabaco. Além disso, a pecuária também tem um papel importante na economia e cultura locais.

Rio Grande do Sul é líder no plantio de fumo

O Brasil produz mais de 10% das folhas de tabaco do mundo. De acordo com a Associação de Fumicultores do Brasil (Afubra), 98% dessa produção vem do sul do país. Sua cadeia produtiva envolve cerca de 615 mil pessoas e gera uma receita bruta anual que gira em torno dos R$ 5 bilhões.

É inegável que o Rio Grande do Sul é estado que se destaca na cultura do fumo: dos 20 maiores produtores, 12 são desse estado. Apesar de a cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul ser conhecida como a capital nacional do fumo, na safra 2014/2015 a campeã de produção foi a também gaúcha Venâncio Aires, que colheu mais de 20 mil toneladas de tabaco.

produçao soja no rs e parana

Produção de soja no Rio Grande do Sul e Paraná

Líder em produção nacional, o Mato Grosso é o estado da soja por excelência. Entretanto, logo depois dele estão Rio Grande do Sul, com uma produção que beira as 19 milhões de toneladas, e o Paraná, cuja produção supera um pouco essa cifra.

Os números apontam que o sul é a segunda região que mais produz soja no país, com um rendimento que beirou as 80 milhões de toneladas na última safra. Perde apenas para o Centro-Oeste.

Pecuária gaúcha lidera exportações

A cultura do churrasco gaúcho é uma das primeiras coisas que vêm à mente das pessoas quando elas pensam no sul. De fato, o Ministério da Agricultura e Pecuária afirma que esta última representa 65% das exportações desse estado.

Entretanto, a pecuária é de suma importância para a região como um todo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que há uma tendência de deslocamento dessa indústria, do Sudeste e do Centro-Oeste, em direção ao Sul. Ou seja: ao que tudo indica, essa indústria deve crescer – principalmente o gado leiteiro, que atualmente não é tão forte na região.

Principais tendências do agronegócio no sul do Brasil

Os principais avanços tecnológicos observados no agronegócio sulista são relativos à pecuária: os produtores da região têm investido em técnicas para o aumento de produtividade, como o aprimoramento genético, o uso de rações específicas para o ganho de peso além do tradicional farelo de soja, a ordenha mecânica, etc.

A efetividade dessas estratégias, junto com o crescimento projetado pelo IBGE, faz com que essas tecnologias tendam a se expandir.

Além disso, com os consumidores cada vez mais conscientes e exigentes, abre-se o espaço para a soja orgânica. Pouco a pouco, são desenvolvidas novas tecnologias que prometem melhorar a sua produtividade. É outra tendência para ficar de olho!

Criação e confinamento de gado de corte no Brasil continua atrativo

Os sinais de recuperação da economia afetaram positivamente também o mercado de criação de gado.

Depois de um ano de dificuldades, o cenário do setor de criação e confinamento de gado experimentou um cenário mais atrativo em 2017, impulsionado pelas quedas do preço do milho e dos animais de reposição. O resultado foi o crescimento do número de animais terminados no cocho em todo o Brasil.

Com a melhoria do cenário, a demanda interna de carne bovina também foi retomada, aumentando as oportunidades de negócios do setor. Segundo especialistas, a temporada atual de leilões de gado tem movimentado os campos gaúchos com boas perspectivas de retomada dos preços, com dezenas de feiras e exposições de gado pelo País.

Economistas da Federação da Agricultura do Estado (Farsul) apontam que o momento é bom para os negócios de longo e médio prazo no País, já que uma pequena redução no número de gado de corte a venda ajudou a elevar a cotação que havia sido marcada pela queda do primeiro semestre. Após a crise deflagrada pela operação Carne Fraca, JBS e um mercado interno mais lento, a recuperação da economia e a retomada do ritmo de negócios internacionais ofereceram um cenário mais positivo no segundo semestre.

Carne de gado a venda: boas perspectivas no mercado brasileiro

Com o maior rebanho de gado bovino do mundo, com 214 milhões de cabeças, o Brasil também é o maior exportador de carne bovina. Desse montante, apenas 20% é encaminhado ao exterior; 80% da produção é consumida pelo mercado interno. Para 2017, estava prevista uma exportação de 20% a mais do que no ano passado, com cerca de 1,76 milhões de toneladas. Meses após a Operação Carne Fraca, o mercado recuperou o fôlego previsto: produtores comemoraram o aumento de 20% de compra de gado de corte, como maminha e picanha em Uruguaiana, fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

Outra boa notícia para o mercado de confinamento e venda de gado de corte é a reabertura do mercado de carne das Filipinas ao Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país reiniciou a importação de carnes bovina, suína e de frango brasileiras em novembro, registrada através de um memorando que afirma que o sistema brasileiro atende às normas filipinas de saúde animal e segurança alimentar. A retomada ocorre após uma breve suspensão, ocorrida em setembro, e reacende as perspectivas positivas sobre os embarques de suínos e aves em 2018 ao governo filipino.

sal mineral gado

Investindo na criação de gado de corte com suplementação de pastagens

De olho nas boas perspectivas do mercado de venda de gado de corte, os produtores podem investir ainda mais no negócio para obter uma lucratividade ainda mais alta em 2018. Um dos facilitadores nesse sentido é utilizar suplementações para gado de corte em pastagem, técnica que recupera o equilíbrio de minerais essenciais para a composição da carne em pastagens carentes de fósforo, que dependem de características como a fertilidade, a acidez do solo, a adubação e a época do ano.

Afinal, cerca de 95% do rebanho nacional está em condição de pastagem, porém, nem sempre o capim oferece tudo o que o animal precisa, por mais alta que seja a sua qualidade. Nesses casos, a suplementação mineral e a estratégica, que envolve proteínas, ajudam na rentabilidade dos pecuaristas em uma das atividades nutricionais mais importantes, que é o fornecimento de minerais para bovinos. A prática pode ser realizada com:

  • Sal mineral com ureia, alternativa de suplementação de baixo investimento durante os períodos de seca, que beneficia os períodos de estiagem; Porém, não é recomendado para animais magros ou em jejum, e sua utilização inadequada pode causar intoxicação;
  • Sal mineral proteico energético, que ajuda nas exigências minerais e oferece fontes de proteína e energia para que os bovinos de corte tenham o melhor desempenho nas pastagens (é composto por ureia, minerais e fontes de proteína verdadeira com outras fontes de energia, como milho, raspa de mandioca e sorgo);
  • Sal mineral proteinado: é enriquecido com fontes de proteína verdadeiras, como farelo de soja e ureia, e tem custo maior que o sal com ureia, porém, ele é fornecido em quantidades maiores, o que o torna mais vantajoso economicamente.

É importante levar em conta que o desempenho do gado de corte também depende de outros fatores, como quantidade e qualidade da forragem, energia, minerais e taxas de proteína.

Ou seja, o momento e o cenário são positivos para um crescimento mais robusto dos negócios de criação de gado de corte, mas, como todo empreendimento, exige empenho e dedicação dos produtores.