Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo lança Via Rápida Emprego Rural

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo (SDECTI), Vinícius Camarinha, lançou o Programa Via Rápida Emprego Rural que tem como principal objetivo qualificar mão de obra para atender o agronegócio, focado principalmente no interior do Estado.

O programa, nova modalidade dentro do Via Rápida Emprego, é uma forma de estimular o agronegócio, responsável por grande parte do desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo. A partir de 2019 a população do Estado terá à disposição três cursos na modalidade rural:  Mecânico em Trator, Operador de Drone e Técnico em Agricultura Familiar. Todos terão carga horária de 100 horas.

SOBRE O PROGRAMA

O Via Rápida Emprego (www.viarapida.sp.gov.br) é um programa do Governo do Estado de São Paulo, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, que oferece cursos básicos de qualificação profissional de acordo com as demandas regionais. O objetivo é capacitar gratuitamente a população que está em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho ou que deseja ter seu próprio negócio.

Podem participar do programa pessoas maiores de 16 anos, alfabetizadas e que residam no Estado de São Paulo.

O programa oferece mais de 200 modalidades de cursos gratuitos, nas áreas da construção civil, comércio, serviços e indústria e agora também rural, com duração de 30 a 90 dias, dependendo do tipo de ocupação. As aulas são ministradas de segunda a sexta em 28 unidades móveis (carretas) e também em salas descentralizadas que são estruturadas com laboratórios e espaços adequados para a qualificação do trabalhador.

Os cursos são disponibilizados de acordo com as necessidades regionais, identificadas com base no sistema de levantamento desenvolvido pela Secretaria, que considera indicadores populacionais, de atividade econômica dos municípios, da movimentação de trabalhadores do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), entre outros. O programa já atendeu mais de 300 mil pessoas.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site do Via Rápida. Os candidatos que não possuem acesso à internet podem efetuar a inscrição por meio dos computadores disponíveis nos 837 postos do Acessa SP, espalhados pelo Estado, ou no Poupatempo.

 

A seguir, algumas perguntas ao secretário Vinicius Camarinha

Como surgiu a ideia de montar o Via Rápida Emprego Rural?

O Via Rápida Emprego Rural nasceu da necessidade de qualificar uma mão de obra importante que é a do agronegócio e atender as pequenas cidades com cursos modernos. Os interessados terão a disposição três cursos: operador de drone, mecânico em trator e técnico em gestão familiar. A pedido do governador Márcio França vamos deixar tudo encaminhado para que o programa seja implementado no ano que vem.

Vinícius Camarinha, Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo.

 

O programa Via Rápida Emprego Rural terá inicio em 2019 correto? A secretaria de Desenvolvimento já sabe quais serão os primeiros municípios atendidos pelo programa?

Para o programa entrar em vigor depende da análise da Assembleia Legislativa. Isso porque é necessário que se faça uma alteração na lei que cuida do Programa Via Rápida para que seja criada a modalidade rural. A proposta de alteração da legislação (Lei nº 16.079, de 22 de dezembro de 2015) será enviada a Assembleia na próxima semana. A alteração pretendida deve-se ao fato de que o número de pessoas empregadas no campo no Brasil vem diminuindo em consequência da mecanização e do uso de novas tecnologias. Há falta de mão de obra especializada para atuar nas diversas produções rurais.

Assim como nos outros programas do Via Rápida, assim que a modalidade rural estiver criada as prefeituras interessadas devem encaminhar ofício a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação solicitando o curso pretendido.

 

Esse programa é por tempo indeterminado ou não?

Vamos deixar tudo programado para o próximo ano. A implantação vai depender do desejo do próximo governo, mas esperamos que o programa seja mantido.

 

Fonte: Jornal Sudoeste Paulista e Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo.

COMO VENDER BEM ATRAVÉS DE ANÚNCIOS

Nós, do site MF RURAL, sabemos que, quanto maior a visualização do seu anúncio, maior a probabilidade de encontrar pessoas interessadas em negociar com você.

Para auxiliá-lo, ainda mais, nessa busca por clientes em potencial, separamos algumas dicas que podem ajudar a otimizar o seu anúncio de forma orgânica.

 

O MELHOR TÍTULO PARA O SEU ANÚNCIO

Esse é um ponto crucial, principalmente porque, é através do título que as pessoas vão encontrar o seu anúncio. É preciso ser objetivo. Diga de forma simples e direta o que você está anunciando. Isso ajudará também nos resultados de sites de busca, como o Google, por exemplo.

 

IMPORTANTE INCLUIR O VALOR 

É extremamente importante que você coloque o quanto quer receber pelo o que você está anunciando. Mas lembre-se: esse não precisa ser o valor final, pois você tem total liberdade de negociar com as pessoas interessadas. Incluir o valor facilita o início da negociação.

  

IMAGEM DO PRODUTO 

Anúncios com fotos têm sempre maior destaque e eficiência.  Dependendo da qualidade da imagem,  ilustram muito melhor o que se pretende vender.

 

CUIDADO ENTRE EXPECTATIVA E REALIDADE

Seja qual for o seu ramo, se você fornece produtos ou presta algum serviço, mostre as pessoas o que você realmente tem a oferecer. A imagem deve mostrar a realidade do que pretende vender. Além de garantir credibilidade, isso poderá ajudá-lo a fidelizar clientes e os mesmos poderão indicá-lo para outras pessoas.

 

Então mãos à obra:

– Utilize uma câmera ou celular que tenha uma boa resolução;

– Fotografe os melhores ângulos, de forma com que o seu possível cliente possa ver os detalhes mais importantes. Isso valoriza ainda mais seu produto ou serviço;

– O Tamanho da imagem pode variar, mas o mais recomendado seria 640×480 pixels.

 

DESCRIÇÃO

UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS? NÃO!

 

Depois de mostrar as condições e a qualidade do seu produto ou serviço através das imagens, é hora de detalhar os seus benefícios, diferenciais, informações importantes e complementares para quem está ali preparado para clicar em “Fale com o vendedor”. Então descreva de forma clara e coerente o produto anunciado e convença o comprador em potencial que o que você oferece poderá satisfazer suas necessidades.

 

SEU ANÚNCIO EM DESTAQUE

O MF Rural oferece ainda a possibilidade ao anunciante de ganhar maior destaque, incluindo seu anúncio entre os primeiros, que aparecem logo que o usuário e possível comprador entre no site. Esses destaques estão a disposição de qualquer anunciante e os valores variam conforme a localização e espaço.

Para maiores informações basta acessar a página abaixo ou entrar em contato com seu gerente:
www.mfrural.com.br/destaques.aspx

 

PRONTO PARA ALCANÇAR UM MAIOR NÚMERO DE PESSOAS?

Essas dicas podem aumentar de 20 a 28% a visualização do seu anúncio. Então aproveite esse alcance, ative seu plano, caso ainda não tenha feito e comece a fazer ótimos negócios!

Para mais informações, sobre anúncios e planos, entre em contato com a gente!

Equipe MF Rural
www.mfrural.com.br
(14) 3401-4400

FAZENDA FLORESTA RBB E LABORATÓRIO REPROLL

Excelência na qualidade e nos resultados dos processos de criação de GIR e Girolando

Dra. Roberta Bertin Barros, proprietária e administradora da Fazenda Floresta RBB, em Lins, SP.

 

Reportagem e texto

Marcelo Franco Martins

 

No Brasil e no mundo, parcerias são a chave para ótimos resultados nos processos do mercado agropecuário, esse grandioso e cada vez mais potencial setor da economia.

Grupo MF Rural, na direção desse fluxo contínuo e dinâmico, procura estabelecer vínculos de parceria com grandes empresas e projetos.

Um desses casos promissores é a recente parceria com a Fazenda Floresta RBB, da médica veterinária e administradora Dra. Roberta Bertin Barros, de Lins, SP.

A equipe do MF Rural participou de um Dia de Campo na linda propriedade da Fazenda Floresta e fizemos entrevista com a Dra. Roberta.

Sempre muito simpática respondeu nossas perguntas:

 

MF Rural – Como começou tua carreira na agropecuária?

Dra. Roberta – Me formei em medicina veterinária  em 1995 e  Administração de Empresas em 2003.

O laboratório de FIV (fertilização in vitro) foi  montado em 1998.

Na época trabalhávamos  na seleção de Nelore PO, todos registrados na ABCZ , sendo a reprodução toda  feita através do método FIV.

Em  2009, juntamente  com o Nelore, fomos adquirindo animais da raça  GIR leiteiro dos mais renomados plantéis do Brasil .

Em 2010 começamos a produzir as  primeiras  ½ sangue Girolando para comercialização.

No ano de 2012 finalizamos o trabalho com Nelore PO e focamos na genética e produção de leite.

 

Entrevista realizada no dia 04 de julho de 2018, durante Dia de Campo.

 

MF Rural – E como está a Fazenda Floresta hoje?

Dra. Roberta – Nossa produção atual é de 10 mil litros ao dia, com 370 vacas em lactação. Temos um lote de 150 Gir PO, doadoras de embrião para a evolução do plantel.

Hoje a propriedade possui 2 ordenhas com  capacidade para 600 vacas em lactação.

Também mantemos 2 pivôs de 18 hectares cada. Um biodigestor com capacidade de 770 mil litros para reaproveitamento do biofertilizante.

 

Bezerra criada pela Fazenda Floresta RBB. Foto: Marcelo Franco

 

MF Rural – Vocês possuem laboratório próprio de Fiv, não é?

Dra. Roberta – Sim. Todos os nossos animais são desenvolvidos em nosso laboratório, chamado Reproll:  com isso, em todos os animais são feitos DNA, todos são registrados e  possuem lactações oficiais em suas respectivas associações de raça.

O Reproll desenvolve serviços a terceiros também, de diferentes raças.

Nosso índice gira em torno de 60 a 65% de prenhez em novilhas receptoras e, para as vacas em lactação, temos índice em torno 45 a 50%.

O melhoramento genético é feito através rigorosas avaliações e seleção das doadoras acasaladas com os melhores touros mundiais HPB.

Comercializamos animais de todas as idades e também programas de embriões.

 

Entrada do Laboratório Reproll. Foto: Marcelo Franco

 

MF Rural – E o sistema de pivôs da Fazenda, que hoje se tornou referência no Brasil, como funciona?

Dra. Roberta – Com os pivôs e nossa região de clima tropical, sempre conseguimos fazer uma adubação de precisão e – consequentemente, alta produção de forragem por hectare de altíssima qualidade – chegando a 23% de PB (proteína bruta) a baixo custo. A lotação de verão é de 15 a 16 UA/ha e inverno 8 UA/ha, tendo a possibilidade de se fazer a sobre semeadura de aveia e azevém no tifton 85.

Com o apoio do pivô instalamos uma linha independente para refrescamento das vacas para os horários mais quentes do dia. Sempre pensando no melhor conforto e bem estar dos animais.

Participamos de um curso com o nome de Cow Signals, onde fomos avaliados em bem estar animal durante o período de lactação.

Tiramos 88 pontos, que é o maior pontuação entre as 25 propriedades avaliadas em todo o Brasil.

Tivemos o melhor desempenho pois, neste sistema o animal fica em seu próprio habitat natural (pasto).

Nós brincamos aqui que nosso pasto é nossa horta. Estamos cuidando da nossa horta.

Os animais também recebem resfriamento com ventiladores e aspersores na sala de espera.

 

MF Rural – Fale um pouco da qualidade do leite produzido aqui.

Dra. Roberta – Hoje buscamos exportar leite do Brasil. Chega de importar.

A ½ sangue produz um leite de altíssima qualidade.

A qualidade do nosso leite tem os seguintes índices: gordura 4,06, proteína 3,68, lactose 4,65, CCS 287, CBT 13.

 

MF Rural – Como anda a relação da Fazenda e do Laboratório com outros países da América Latina?

Dra. Roberta – Estamos licenciando nosso laboratório para exportação de embriões. Já temos uma demanda grande para outros países.

Também estamos em processo de aprovação do SIF (Serviço de Inspeção Federal), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Em breve poderemos ampliar nossa participação no mercado, mostrando a genética brasileira, o melhoramento que foi feito no sistema de produção leite nos trópicos, a pasto. O Girolando é um gado resistente, que consegue converter bem o capim, com alta produção. Isso praticamente mudou a história da genética em relação a espécie.

Esses resultados conseguimos através do melhoramento genético e correta seleção dos animais.

Países como Colômbia, Guatemala, Panamá, Paraguai, Bolívia, México e África do Sul estão entre os que se interessam pelo nosso trabalho.

 

Equipes MF Rural e Fazenda Floresta RBB, durante Dia de Campo. Foto: Marcelo Franco

 

MF Rural – E a parceria com o MF Rural, tem sido produtiva e rentável?

Dra. Roberta – Nós estamos gostando muito. É uma parceria que veio para ficar. O modo de divulgação do sistema é praticamente todo feito pela internet e é muito eficiente. Isso independente de onde o produtor estiver  acessando o site, em todas as plataformas disponíveis. O nível de transparência do pessoal que cuida de todo o processo é o melhor que já tivemos. O MF Rural está de parabéns!

A cada R$ 1,00 aplicado pela Embrapa em 2017, R$ 11,06 foram devolvidos para a sociedade

 

Segundo dados do Balanço Social da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), divulgados recentemente, para cada real aplicado pela instituição em 2017 foram devolvidos R$ 11,06 para a sociedade. O lucro social foi de R$ 37,18 bilhões, gerados a partir da adoção de 113 tecnologias e de cerca de 200 cultivares pelo setor agropecuário.

Segundo Antonio Flavio dias Ávila, pesquisador e supervisor de Avaliação de Desempenho Institucional da Secretaria de Desenvolvimento Institucional (SDI) e líder dos estudos de avaliação de impacto da Embrapa, “o lucro social deriva de benefícios econômicos obtidos por quem adota tecnologias disponibilizadas pela empresa”. “Quando relacionamos os benefícios econômicos com a receita operacional líquida anual, temos o que chamamos de retorno social ou lucro social”, explica Antonio.

Ele diz que, “se considerarmos o fluxo de benefícios econômicos e de custos das tecnologias, a taxa interna de retorno média é de 36,2%”. Para chegar ao resultado de R$ 11,06 devolvidos à sociedade, o balanço relaciona indicadores laborais, sociais e as tecnologias desenvolvidas e transferidas à sociedade.

Entre o conjunto de tecnologias e cultivares destaca-se a contribuição na tropicalização do trigo, com o desenvolvimento do cultivar BRS 404, específica para cultivo em sequeiro nos cerrados. A cultivar de soja BRS 7380RR resistente aos principais nematoides de solos – vermes microscópicos – posiciona a Embrapa na liderança numa área que havia sido dominada pela genética importada.

 

A parceria com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Olimpo Informática, permitiu, no âmbito da produção animal, a criação da Plataforma de Qualidade – Carne Bonificada. A ferramenta integra todos os elos da cadeia da qualidade da carne nacional e simplifica a adesão dos produtores a protocolos de raças e às exigências dos diferentes mercados importadores. Atendidos os requisitos estabelecidos nos Programas de Certificação de Raças Bovinas, os bois abatidos recebem selos de qualidade que proporcionam ao produtor o pagamento de bonificação.

O balanço destaca, na agricultura familiar, o desenvolvimento da BRS Zamir, cultivar que já ocupa 10% da área plantada com tomate-cereja, mais produtiva, tolerante ao principal fungo que ataca o tomateiro e com alto teor de licopeno.

A Embrapa disponibiliza sua produção técnico-científica diretamente na internet. Só em 2017, o total de downloads dos conteúdos alcançou 24,5 milhões. Já o Programa Prosa Rural ganhou diversas versões na Web, inclusive aplicativo para celular.

DIA MUNDIAL DA ÁGUA – SISTEMA AGROPECUÁRIO INOVADOR TEM ÁGUA COMO ELEMENTO CENTRAL

Por Marcelo Franco

 

 

Hoje, 22 de março, é o dia mundial da água, um dos elementos mais fundamentais para a existência da vida em nosso mundo. Ela sacia, hidrata, limpa, refresca, conduz, irriga e até destrói e mata. Reverenciamos sua força e importância, apesar de toda falta de cuidado em preservá-la de maneira sustentável para as próximas gerações.

Celebrando o valor deste precioso elemento, trazemos hoje algumas informações sobre um sistema agropecuário inovador e eficiente, que tem como ponto central a água. Conheça o sistema Mandalla, criado no nordeste brasileiro, que tem ajudado muitas famílias e pequenos produtores em sua sobrevivência e qualidade de vida.

 

SISTEMA MANDALLA

Mandalla é uma palavra de origem sânscrita que significa círculo e, universalmente, representa a harmonia e a integração.

O sistema agropecuário Mandalla foi criado pelo administrador Willy Pessoa há cerca de trinta anos, na Paraíba. Sua filosofia tem como base a recapacitação para a auto-sustentabilidade do homem do campo, dentro de suas próprias condições culturais tradicionais – o que inclui o meio ambiente e a cultura.

 

 

A ESTRUTURA FÍSICA E FUNCIONAL DO SISTEMA MANDALLA

A estrutura física do Sistema Mandalla ocupa uma área média de 50 x 50 metros. Constuitui-se de nove círculos concêntricos. Diferentes culturas agrícolas e animais são cultivados ao redor de um reservatório de água, que é a base essencial do sistema.

Os primeiros três círculos são compostos de um tanque de água onde existe uma criação de peixes e animais de pequeno porte – galinhas, marrecos, coelhos e similares. Há culturas de frutas e hortaliças, além de café, batata-doce, mandioca e similares. Nas bordas do terceiro círculo são cultivadas plantas medicinais e ornamentais.

Do primeiro ao terceiro círculo, tudo é destinado à melhoria da qualidade de vida dos que vivem a partir de seu próprio Sistema Mandalla. Os três círculos provêm praticamente todo alimento necessário para o núcleo familiar. Na verdade, uma única Mandalla alimenta até cerca de vinte pessoas. No entanto, esses três primeiros círculos, além de proverem todos os alimentos necessários para as famílias, promovem um incremento econômico inicial mínimo, que é conseguido com a venda do excedente da produção obtida.

Do quarto ao oitavo círculo, a função dos cultivos é a melhoria da condição econômica das famílias. Os agricultores escolhem e cultivam uma rica variedade de plantas alimentícias de acordo com os espécimes locais e a demanda de mercado. Aqui, o cultivo se destina essencialmente à venda dos produtos agrícolas para indústrias, mercados e similares.

O nono é o círculo de equilíbrio ambiental. Ele envolve os demais círculos e cumpre as funções de proteger o Sistema Mandalla através de cercas-vivas e quebra-ventos, prover uma parte da alimentação dos animais e fazer a inserção da Mandalla, de forma ecologicamente equilibrada, no meio ambiente circundante.

O Sistema Mandalla não necessita de nenhum tipo de defensivo agrícola devido à forma peculiar em que as diferentes culturas agrícolas são distribuídas dentro de sua estrutura em forma de círculos concêntricos, que as protege naturalmente das pragas. Por isso, os alimentos obtidos são naturalmente orgânicos.

A irrigação das plantas ocorre a partir da água do tanque central, que é bombeada e distribuída por um sistema simples de irrigação piramidal feito por seis tubos de mangueira plástica, que irrigam os nove círculos. O sistema de irrigação é feito por micro-aspersão, através de pequenas hastes plásticas flexíveis furadas, do tipo cotonetes, que aspergem a água de forma difusa, ampla e não concentrada, beneficiando assim várias plantas ao mesmo tempo e evitando a erosão do solo.

A construção do tanque de água, a feitura dos círculos concêntricos e a instalação do sistema de irrigação levam poucos dias para serem concluídos. Assim, a base de instalação do Sistema Mandalla é rápida.  O custo médio de sua instalação completa é cerca de R$ 1.300,00 a R$ 1.500,00, mas isso pode variar um pouco de região para região.

Agricultura orgânica: mercado brasileiro de produtos naturais vale R$ 3 bilhões

Com a demanda por produtos naturais cada vez mais alta, a tendência é que a agricultura orgânica se torne um segmento cada vez mais atrativo economicamente.

De acordo com o Conselho Nacional da Produção Orgânica e Sustentável (ORGANIS), em 2016, o setor de produtos orgânicos movimentou R$ 3 bilhões na economia brasileira. Ele também cresceu 20% em comparação ao ano anterior, mesmo com a crise econômica e com o fato de que estes produtos ainda têm um preço acima da média.

Além disso, uma pesquisa divulgada em junho de 2017, também da ORGANIS, constatou que 15% dos entrevistados havia consumido pelo menos um produto orgânico nos 12 meses anteriores. A procura é maior na região Sul, onde viviam 34% destes respondentes.

Do mesmo modo, vale ressaltar que 64% das pessoas associa o consumo de orgânicos à saúde e à melhora na qualidade de vida, duas preocupações crescentes na atualidade.

Entretanto, 62% dos entrevistados revelou que a principal dificuldade para o consumo dos orgânicos era o preço alto. A falta de locais próximos para comprá-los foi mencionada por 32% dos respondentes.

Estas estatísticas mostram que os brasileiros têm um interesse crescente em produtos orgânicos, só que encontram uma série de dificuldades para consumir estes produtos. Ou seja: este setor é é uma excelente oportunidade de mercado para o empreendedor do agronegócio brasileiro.

O que é a agricultura orgânica?

De acordo com o Sebrae, a agricultura orgânica pode ser definida como aquela que “enfatiza o uso e a prática de manejo sem o uso de fertilizantes sintéticos de alta solubilidade e agrotóxicos, além de reguladores de crescimento e aditivos sintéticos para a alimentação animal”.

Em outras palavras, trata-se de uma agricultura mais natural, sem o uso de químicos prejudiciais à saúde e à natureza. Os produtores tampouco usam sementes geneticamente modificadas (sementes transgênicas).

Quais são os principais produtos orgânicos produzidos no Brasil?

Quando analisamos o ranking dos produtos orgânicos produzidos no Brasil, a soja sai na frente. A versão natural  desta cultura representa 32% de todos os itens do tipo plantados no país. Em seguida, estão as hortaliças (27%) e o café (25%).

Há outros produtos que, apesar de não liderarem o ranking, também são interessantes. Alguns deles são a cana (já é exportada para 25 países), o cacau (a versão orgânica chega a valer até 30% mais que a comum) e o tomate (já existem defensivos agrícolas totalmente naturais, especialmente para esta cultura).

Quais são os benefícios dos produtos orgânicos para o ser humano e o meio ambiente?

Para o ser humano, os benefícios dos produtos orgânicos são óbvios: uma alimentação mais natural é relacionada a uma saúde melhor e a uma vida com menos doenças.

Também há vários benefícios para o meio ambiente, principalmente para o solo – um dos princípios da agricultura orgânica é o seu reconhecimento como um organismo vivo, que não tolera a alta quantidade de químicos usada na agricultura tradicional sem consequências.

Deste modo, para  o produtor rural, o cultivo orgânico é uma maneira de assegurar que a sua terra será produtiva por mais tempo, permitindo que você colha produtos de melhor qualidade. Além disso, como veremos a seguir, os produtos orgânicos são um setor promissor, cada vez mais rentável, com tudo para ser extremamente lucrativo.

A agricultura orgânica é economicamente competitiva?

Há muitos empreendedores do agronegócio que sentem-se receosos em trabalhar com produtos naturais, temendo que a empreitada não seja rentável. Contudo, isto ficou para trás: a demanda é crescente, assim como o surgimento de soluções específicas para a agricultura orgânica.

Um bom exemplo da evolução é o controle de pragas: plantar orgânicos não é mais sinônimo de estar à mercê delas. Já há empresas comercializando métodos de controle alternativos específicos para cada tipo de cultura, como os defensivos e os fertilizantes agrícolas naturais.

Paralelamente a este aumento na oferta de insumos, as estatísticas revelam que, apesar de o consumo de produtos orgânicos ainda não ser majoritário, grande parte dos brasileiros se interessa por isso. O problema é que há obstáculos que freiam o consumo (principalmente o preço e a baixa quantidade de estabelecimentos que os vendem).

Em âmbito global, o cenário também é promissor. O Brasil tem se tornado um país cada vez mais competitivo no mercado internacional de orgânicos, com mais de 15 mil propriedades rurais certificadas e em processo de certificação para produzi-los.

Quais são os principais usos dos produtos orgânicos no Brasil?

Quando o produtor pensa em agricultura orgânica, imediatamente se remete à produção para a indústria alimentícia e as feiras de orgânicos.

Entretanto, há outro setor para o qual é possível vender a produção: o de cosméticos. Cada vez mais, as marcas apelam para produtos baseados em insumos orgânicos, com um apelo mais natural e saudável.

Apenas o mercado de produtos de beleza naturais da América Latina vale US$ 50 bilhões, de acordo com o instituto inglês Organic Monitor.

Como pode ser visto com facilidade, o mercado de produtos orgânicos é uma grande oportunidade para o empreendedor agrícola moderno que está atento ás necessidades dessa nova parcela da população que investe cada vez mais em saúde.

A HISTÓRIA DO PORTAL AGROMULHER PELA ENGENHEIRA AGRÔNOMA VANESSA SABIONI

Olá! Sou Engenheira Agrônoma e venho hoje relatar uma parte da minha vida que representa minhas passagens pelo universo agro e como cheguei até aqui como fundadora do Portal AgroMulher.

Não é fácil escrever sobre mim mesma e sobre as situações ruins pelas quais eu passei. Acredito que isso acontece para muitas pessoas. A falta de autoconhecimento nos deixa ansiosos e com baixa autoestima, e pensando em reverter esta situação decidi criar um “espaço” onde pudesse ser eu mesma, onde pudesse pensar e sentir, conviver com pessoas com mesmo propósito que o meu: transformar a vida das pessoas.

Eu? Ansiosa, impulsiva, brava, séria, crítica, orgulhosa, sistemática, impaciente, mas também extrovertida, inteligente, feliz, criativa, sensível, amorosa, carinhosa e com uma enorme vontade de aprender, crescer e ajudar as pessoas. Ajudar no sentido de apoiar, fortalecer, unir e sentir a real necessidade das pessoas, com seus anseios pessoais e profissionais.

Em minhas experiências no mercado do agronegócio meus pontos fracos prevaleciam, mesmo já tendo feito dois anos de análise. Hoje percebo que isso acontecia porque eu me conhecia muito pouco e, quando a gente não sabe quem é, como vamos nos aceitar? Conhecer e aceitar os nossos pontos fracos nos ajuda a lidar com eles e a comparar situações que nos fizeram expor tais pontos. Isso nos ajuda a dar a melhor direção para as próximas ações.

Na minha primeira oportunidade no agronegócio, no ano de 2016, iniciei como assistente técnica numa empresa de agroquímicos, atuando na relação de venda com clientes, venda e marketing de produtos, e campos demonstrativos. Também tive contato com o preconceito, o assédio e a competição. Foi uma das fases mais difíceis da minha vida, mas passar por ela me fez uma pessoa mais consciente dos meus próprios limites e potencial, e ainda pude fazer muitas amizades, adquirindo conhecimentos técnicos e visão mais abrange sobre os mercados do agro.

Na segunda oportunidade em 2017, atuei no marketing para o desenvolvimento de mercado de adubos especiais, atendendo cooperativas de café. Nesta oportunidade me vi perdida. Tudo que havia aprendido lá atrás tinha virado poeira e a minha vida estava péssima. Tinha um gestor insensível, negativamente competitivo e que fazia microgerenciamento comigo. Ele não percebeu o excelente trabalho que eu fazia, conquistando a amizade dos gerentes das cooperativas e das pessoas que trabalhavam nelas. Ele fazia várias visitas técnicas nas fazendas nas quais eu vendia, montava campos demonstrativos e os clientes falavam muito bem de mim, dos produtos e dos resultados efetivos.

Meu chão se abriu. Quem sou? Onde estou? Para que eu sirvo? Por que eu estou aqui? O que eu faço agora? Como as outras mulheres que passam por isso lidam com essa situação? Eu realmente não sabia. Minha certeza era a vontade de ajudar as mulheres que estavam neste segmento. Mas como?

Sempre gostei de estar na mídia e nas redes sociais. Sempre gostei de mostrar a minha carinha. Aliei esta vontade ao amor pelo networking no agronegócio. Meu dia a dia sempre foi conversar com profissionais do agro: gerentes, diretores, lideres… Sempre achei que eles eram os caras mais “tops”.  E são, pode ter certeza. Queria ter contato com os produtores e saber o que pensavam. Logo, idealizei uma marca, o AGROMULHER. Um amigo me indicou uma plataforma para eu desenvolver o site e eu expliquei para ele que eu queria um em que eu pudesse divulgar informações sobre mulheres do agro, carreira, gestão e universo agro, como um blog.

Em fevereiro de 2017, desempregada, sem dinheiro, sem saber o que fazer, reiniciei o projeto com o Portal AgroMulher. Voltei a fazer edições no site e o coloquei no ar, porém não divulguei na mídia. Ao mesmo tempo fazia entrevistas de emprego, fazendo um intenso networking pelo Facebook e Linkedin, fazendo o meu melhor marketing pessoal, preocupando-me principalmente com a forma de compartilhar conteúdo, com a forma de abordar os executivos do agro. Buscava maneiras de como eu poderia postar fotos minhas sem que gerassem comentários maldosos, sempre opinando com muita segurança no que dizia.

Em maio de 2017, coloquei o Portal Agromulher no ar. Contava com três colunistas para a produção de conteúdo e o artigo de estreia foi uma publicação minha com um vídeo e entrevista com a pecuarista e gestora Teresa Vendramini, a primeira mulher a assumir uma posição administrativa na Sociedade Rural Brasileira, em 90 anos. Conheci a Teresa no Facebook através das postagens que faziam sobre ela. Um grande exemplo de liderança feminina no agro.

Olhando para o passado e observando como estou hoje, consigo ver-me mais forte, mais resiliente e muito mais focada. Os obstáculos e desafios que enfrentei e ainda enfrento, me fazem ser uma mulher mais FORTE, mais DETERMINADA e mais CONSCIENTE, porque eu escolhi me levantar das quedas e fazer destas os meus degraus para o meu sucesso pessoal e profissional.

Hoje o Portal AgroMulher faz parte da estruturação da Rede Digital AgroMulher, que possui mais de 10 mil seguidores no Instagram, mais de 7 mil curtidas na página do Facebook, grupos de Whatsapp nacional e regionais, além de diversos líderes ou embaixadores que se assumem como representantes dos valores e princípios do AgroMulher.

A Rede Digital AgroMulher promove todas as mulheres do agro e os grupos formados por elas, e apoia o empoderamento feminino no sentido de fortalecimento e união. Compartilha conteúdos sobre agromulheres de todo o Brasil, além de publicações relacionadas a carreira, gestão, universo agro e notícias. Fazemos eventos digitais com o objetivo de promover o desenvolvimento pessoal e profissional de jovens, estudantes, profissionais, gestores, empreendedores e jornalistas do agro.

Eu, como Diretora Executiva, atuo liderando o Portal, as redes sociais, grupos de WhatsApp, Congresso AgroDigital, fortalecendo relacionamentos e parcerias com as empresas e pessoas do agro, focada no networking, na gestão de pessoas e processos, e assessorando a áreas jurídicas e burocráticas, além de coordenar estratégias de marketing e os eventos.

Daniela César Comunicóloga habilitada em Publicidade e Propaganda (PUC-MG), especialista em Processos Criativos em Palavra e Imagem (IEC PUC-MG) com atualização em Marketing (FGV), e proprietária da Invicta Propaganda. Daniela atua como Coordenadora de Comunicação, responsável por novos projetos do portal AgroMulher e na criação de conceito e valor de marca através de design, conteúdo e marketing digital. Daniela tem um carisma contagiante pela sua comunicação clara, com muita simpatia, disciplina, comprometimento e experiência de mais de 20 anos de mercado.

Deborah Thâmmis é Engenheira Agrônoma e atua como Assessora de Comunicação desempenhado um trabalho de relacionamento e comunicação muito ativo, intenso e com extrema educação e clareza. Deborah também tem experiência na produção de conteúdo e administração de portais e redes sociais.

Larissa Marques é Desenvolvedora Web e atua como Consultora de TI, executando e liderando processos de Front-end/back-end (por trás das telas do computador). Larissa atua em empresa no  segmento de bioenergia e também como desenvolvedora na empresa Caneca, estúdio de soluções web. Possui um perfil de liderança e empatia muito desenvolvidos e é muito colaborativa.

Na equipe também há mais de 10 colunistas para a produção de conteúdo para o Portal AgroMulher, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e profissional do nosso país. No site www.agromulher.com.br vocês poderão conhecer mais sobre cada um deles.

Temos também muitas AgroMulheres que nos representam nas mídias e nos eventos, como a pecuarista e gestora Sônia Bonato, a gerente de publicidade Cida Muniz, a Lydia Costa, que é fundadora do Canal Cooperativo, a jornalista Lilian Munhoz, a advogada e gestora Andréa Oliveira, a estudante de agronegócio Tatiane Zeferino, que já atua profissionalmente, além de muitas outras queridas. MUITO OBRIGADA AGROMULHERES!

A REDE DIGITAL AGROMULHER TEM UMA LÍDER QUE REPRESENTA O NOME DA CORPORAÇÃO, MAS ATRÁS DE UM GRANDE LÍDER SEMPRE EXISTE UMA GRANDE EQUIPE. AGRADEÇO A TODA EQUIPE AGROMULHER! SEM VOCÊS NÃO ESTARÍAMOS ONDE ESTAMOS, CRESCENDO, CONTRIBUINDO E TRANSFORMANDO A VIDA DAS PESSOAS.

VAMOS JUNTOS CONSTRUIR UM AMBIENTE EM QUE PODEMOS SER, SENTIR E CRESCER MUITO, COM MATURIDADE, EQUILÍBIO E SEMPRE ABERTAS A ORIENTAÇÕES.

Um grande beijo no coração de cada uma de vocês, AGROMULHERES, minhas grandes inspiradoras!

 

AgroMulher

De salto alto, de botas e enfim descalça

Uma dentre tantas lições valiosas que venho aprendendo com a terra, talvez essa seja a que norteia hoje minhas ações como pessoa e como profissional do agronegócio: autenticidade.

A vida feminina é marcada por uma longa história de repressão, de preconceito e de valores baseados em uma sociedade que até pouco tempo atrás era predominantemente machista. Todo esse conteúdo ainda pesa nos inconscientes, influencia de maneira sutil a formação e liberdade de expressão do feminino. Mesmo hoje, quando a mulher conquista seu espaço e dá voz aos seus potenciais, o que foi vivido e principalmente deixado de viver por tantas mulheres, se expressa como amarras prendendo alguns pontos da sua vida. Em muitos casos impedindo o pleno desenvolvimento do ser maravilhoso chamado mulher.

Na minha trajetória, tanto no agronegócio quanto na formação do meu eu feminino, essas sutis marcas históricas também se fizeram presentes. E elas só não foram determinantes porque percebi a grandiosidade da feminilidade a tempo de prezar por ela.

E a minha história de amor com o agro e com o meu feminino se inicia com um momento de grande caos e sofrimento em minha vida. Foi em um período onde a minha feminilidade, minha personalidade, meus potenciais e minha vida profissional e pessoal eram expressos por um lindo salto alto. Lá estava eu, caminhando pelo mundo e construindo a vida literalmente sobre um símbolo do poder feminino. O salto alto era meu porto seguro, meu ponto de apoio e a forma de pisar sobre as marcas históricas para conseguir meu espaço. Foi então que a vida me derrubou lá de cima, meu salto quebrou e me vi parada sem saber como prosseguir. O caos veio quando meu pai adoeceu, e de alguém protetor tornou-se alguém que precisava ser protegido. Um produtor rural que manteve as duas filhas afastadas do agronegócio, muito por proteção, e um pouco por influência de todo esse histórico machista, existente em especial nesse setor. Vendo a fragilidade de quem eu amava, e também da terra onde tenho minhas raízes, decidi jogar fora aquele sapato de salto alto quebrado e colocar uma bota.

Agora de botas, entrei para o agronegócio sem conhecimento, sem base alguma mas com a vontade de recuperar meu pai e a terra. Esse amor me moveu e fez ir em busca de possibilidades, me deu garra para enfrentar as dificuldades e força para trabalhar incansavelmente.

No início tentei me moldar ao “modo masculino” de trabalhar. Exigia de mim mesma postura profissional, forma de agir e pensar o trabalho como os homens a minha volta faziam. Achava que somente assim seria eficiente e eficaz em tudo que fizesse.  Mas percebi que além de não estar dando certo, eu estava impondo a mim mesma algo que não era meu e me causava sofrimento. Aos poucos fui dando espaço e liberdade de expressão ao meu feminino. Fui dessa forma me desenvolvendo como profissional e mulher. Percebi que o resultado do meu trabalho se tornava cada vez mais positivo a medida que eu me tornava mais feminina. Meus potenciais e meu trabalho hoje são expressos com meu jeito mulher de ser. Minha eficiência provém de uma maneira muito feminina de ser profissional nesse setor que hoje é uma das razões da minha vida, o agronegócio.

Agradeço à terra por me ensinar que agora posso andar descalça, sendo eu mesma. Que posso fazer, plantar, criar, trabalhar, colher e viver respeitando a minha própria história, os meus valores e sendo autenticamente feminina.

 

Luisa Comin é agropecuarista, coach e terapeuta.

O movimento agtech tem espaço para o talento feminino

Por Flávia Romanelli

O agronegócio vem passando nos últimos anos por uma revolução tecnológica. As ideias e soluções inovadoras e disruptivas já fazem parte da rotina dos empreendedores, na maioria jovens, das startups do agro, as agtechs. Desde 2016, Piracicaba, no interior de São Paulo, tem sido sede desse movimento chamado de Vale do Piracicaba ou AgTech Valley.

O ecossistema, que tem como espinha dorsal a Esalq (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”), da USP (Universidade de São Paulo), contava com 38% das startups voltadas ao desenvolvimento do agronegócio no Estado de São Paulo e 18,6% do país, de acordo com o 1º Censo AgtTech Startup do Brasil, realizado em 2016. De lá para cá, o movimento só cresceu. A Raízen, gigante sucroenergética brasileira, criou o Pulse Hub de Inovação, que incuba e acelera dezenas de agtechs, e muitas startups de outras regiões vieram para cidade, assim com os fundos de investimento e as grandes empresas interessadas no assunto.

Apesar de algumas mulheres inspiradoras e talentosas fazerem parte desse ecossistema como a Adriana Lucia, da Agtech Garage, a Mariana Bonora, da BartDigital, a Mariana Vasconcelos, da Agrosmart e a Adriele Giareta Biase, da @Tech, a presença feminina ainda é pequena nas startups do agro.

De acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira de Startups, 4 em cada dez startups no Brasil não têm sequer mulheres na equipe.  Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo que reúne as nações mais industrializadas do mundo, revela que o acesso ao financiamento é um dos principais desafios que as mulheres enfrentam quando tentam criar um negócio. Segundo o relatório, nos EUA, os investidores são 60% mais propensos a dar dinheiro a homens empreendedores do que a mulheres – mesmo quando o conteúdo das apresentações seja exatamente o mesmo.

As mulheres já vêm conquistando espaço em vários setores do agronegócio como nas propriedades rurais, nas universidades, centros de pesquisa e agroindústrias. Além disso, vários levantamentos mostram que empresas geridas por mulheres são mais rentáveis e eficientes e a maioria delas um forte perfil empreendedor. O potencial e a capacidade as agromulheres já têm, apesar das dificuldades, agora é a hora de agarrar mais essa oportunidade que o agronegócio apresenta! Fique de olho, há vários programas de capacitação, mentoria, incubação e aceleração para agtechs procurando seu talento!

 

Saiba mais:

www.pulsehub.com.br

www.valedopiracicaba.org

www.usinadeinovacao.com

www.spventures.com.br

www.agtechgarage.com

www.esalqtec.com.br

 

Sônia Bonato, pecuarista e gestora, nos conta a sua trajetória como Agromulher

Por Gabriella Bertoni

 

Nome:  R- Sônia Aparecida da Silva Bonato

Idade: R-  61

Profissão: R- Agropecuarista

 

 

Como você entrou no agronegócio?

R- Nasci e criei em fazenda, e nunca me desliguei, e me casei com produtor rural. Temos uma filha Cassiana, 27 anos, mora em outra cidade. Moramos em nossa propriedade, entrei no agronegócio procurando conhecimentos para melhorar a propriedade e gerar lucros. Fiz vários cursos, participei de muuuiitas palestras. Quando era criança lembro do meu pai todos mantimentos para consumo, (e ainda meu pai vendia a sobra) eram produzidos na fazenda, me lembro principalmente do gergelin, que hoje é raro, minha mãe fazia óleo para consumo…imagina hoje como seria?

 

Hoje em dia, ocupa qual cargo?

R- Administradora e gestora da fazenda de nossa propriedade.

 

Como é seu dia a dia trabalhando no campo?

R- Moramos em nossa propriedade Fazenda Palmeiras então…meu dia começa as cinco hs da manhã…após o café, faço almoço, e vou caminhar na fazenda as vezes meu marido Nilton está mais folgado e vai comigo, levo minha máquina fotográfica e meu celular, pois temos orgulho do nosso trabalho, registro tudo mesmo.

Voltando em casa, falo com minha filha e vamos aos papéis, bancos, eu que faço custeio agrícola e financiamento de investimentos, cotação de insumos, datas de vacinas,ITR, IR…etc,  contas, livro caixa e uma lida nos projetos, fazemos projetos anuais, e vamos lendo para ver se tem que alterar pra mais ou para menos, dependendo da situação do momento. Sempre ajudo, com outros a fazeres que fazem parte do trabalho com máquinas, levar óleo diesel, mecânico, comprar peças, etc. Participo da vida social do município, como ações beneficentes e uns passeios para cuidar da vida pessoal.

Sentiu alguma dificuldade por ser mulher?

R- Nenhuma, não ligo para opiniões de pessoas que não querem acrescentar, mas te diminuir, quando preciso de opinião e ajuda, procuro um profissional da área, agrônomo, médico, bispo, advogado, técnicas em vários setores, se formaram para tornar nossas vidas mais tranquilas.

 

O que você fez/faz toda vez que sofria/sofre algum tipo de preconceito por ser mulher?

R- Nada, respondo com competência.

 

Quais melhorias você trouxe para seu negócio desde que assumiu seu cargo?

R- Muitas. Máquinas adequadas para nosso trabalho, conforto e melhor alimentação para nossos animais, fazenda bem cuidada (cercas, nascentes, e visual do local), maiores lucros e com isso vida pessoal confortável e com mais férias.

 

Quais conselhos você dá para as mulheres que desejam encarar esse desafio, mas sofrem com preconceito e outras dificuldades?

R- INFORMAÇÃO É ESSENCIAL, TRÊS Fs: FÉ NA VIDA- FOCO NO OBJETIVO E FORÇA NOS BONS PENSAMENTOS. PLANEJAMENTO E PROJETOS É OBRIGATÓRIO,

UM PROJETO PESSOAL, E DAR PRIORIDADE, POIS SE SUA VIDA PESSOAL VAI BEM A CHANCE DA PROFISSIONAL SER ÓTIMA É MAIOR.

 

Mais algo a acrescentar?

Busquem conhecimentos, participem de tudo que é de seu interesse, palestras, leiam tudo que for de boa fonte, procure sempre um profissional de sua área para buscar orientação, e CUIDEM DA VIDA PESSOAL…TUDO VAI BEM QUANDO VOCÊ ESTÁ BEM!!!!

 

 

Texto: Gabriella Bertoni

Apuração: Ana Paula de Araujo

Confira a matéria original no link: https://financasfemininas.com.br/uma-a-cada-tres-propriedades-rurais-e-gerida-por-mulheres/

 

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