PRINCIPAIS EVENTOS DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO EM 2019

Segundo especialistas, as previsões para o agronegócio brasileiro para 2019 são otimistas, tanto no cenário internacional como no ambiente doméstico.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou recentemente suas estimativas para 2019. Dentre as perspectivas, está uma safra maior de grãos, devido ao clima mais favorável. Deve haver ainda um crescimento de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio. Além disso, a entidade prevê uma alta de 4,3% no Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da atividade agropecuária dentro da porteira.

Na onda deste fluxo positivo de negócios em alta, as feiras e eventos ligados ao agronegócio também caminham em boa perspectiva, com previsões animadoras para os produtores e promotores.

Listamos aqui alguns dos principais eventos do agronegócio brasileiro.

 

SHOW RURAL COOPAVEL

O Show Rural Coopavel é um evento de difusão de tecnologia agropecuária que acontece anualmente no município brasileiro de Cascavel, no estado do Paraná.

Maior encontro do gênero no Paraná e um dos maiores no país, é considerado ainda uma das maiores vitrines do agronegócio do mundo. O principal objetivo é aumentar a produtividade de pequenas, médias e grandes propriedades rurais.

A 31ª edição do Show Rural Coopavel acontecerá de 04 a 08 de fevereiro de 2019, totalmente organizado pela Cooperativa Agroindustrial de Cascavel – Coopavel e realizado em parque próprio, localizado na Rodovia BR-277, próximo ao viaduto de acesso à cidade.

 

EXPOINEL

Considerada uma das maiores do mundo em número de animais de uma única raça, é organizada pela Associação Mineira dos Criadores de Nelore (AMCN). Acontece de 11 a 23 de fevereiro de 2019, em Uberlândia, MG.

A Expoinel, durante 21 anos teve caráter itinerante, passando por São Paulo, Goiânia, Campo Grande, entre outras praças referência para a pecuária nacional. A partir de 1994, passou a ser promovida em Uberaba/MG – o berço do zebu brasileiro e um dos principais polos de comercialização e promoção do Nelore PO.

Informações: www.nelore.org.br

 

EXPODIRETO COTRIJAL

A Expodireto Cotrijal é uma das maiores feiras do agronegócio internacional. Focada em tecnologia e negócios, contribui de forma decisiva para o desenvolvimento do setor. O principal objetivo é aproximar o produtor do conhecimento, das informações, da tecnologia consagrada e sacramentada nos órgãos de pesquisa ou nas empresas privadas, de ótimas oportunidades de negócios e também de importantes debates ligados ao meio rural. A ampla programação encurta caminhos entre as fontes geradoras de tecnologia e o produtor rural.

A 20ª edição da Expodireto acontecerá de 11 a 15 de março de 2019, na cidade de Não me toque, RS.

Informações: www.expodireto.cotrijal.com.br

 

 

EXPO LONDRINA

A ExpoLondrina se consagra como uma das mais completas exposições do setor. Em sua 59ª edição, o evento, que movimenta a economia de Londrina e região, alia inovação tecnológica à tradição da produção rural e disponibiliza agenda técnica que valoriza a excelência e estimula o desenvolvimento do agronegócio nacional. São 10 dias de programação diversificada: exposições, palestras, cursos, debates, oficinas, gastronomia e entretenimento.

O evento acontecerá de 05 a 14 de abril de 2019, no Parque Governador Ney Braga, em Londrina.

 

EXPOGRANDE

A Tradicional feira agropecuária de Campo Grande, acontecerá de 04 a 14 de abril de 2019, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande e é organizada pela Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (ACRISSUL).

As raças participantes são nelore, brangus, sindi, senepol, girolando e gir, enquanto no caso dos equinos são as raças crioulo, árabe e pantaneiro, incluindo ainda os muares, pôneis e ovinos. No caso dos bovinos, o destaque é para as raças nelore e girolando e, entre os equinos, a atração fica por conta das raças árabe e pantaneiro, que têm os maiores rebanhos no Estado.

Informações: (67) 3345-4200

 

TECNOSHOW

A TECNOSHOW, que acontece de 08 a 12 de abril, é organizada anualmente pela Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (COMIGO) e vem evoluindo e expandindo resultados a cada edição. Os números de expositores e a comercialização dos produtos crescem de forma surpreendente, a quantidade de visitantes atraídos para a Feira também demonstrou um incrível crescimento ao longo dos anos.

A diversidade é uma marca registrada do evento. Máquinas e equipamentos agropecuários, plots agrícolas, animais das mais variadas espécies, palestras técnicas e econômicas, educação ambiental (através do Espaço Ambiental) e dinâmicas de máquinas são alguns atrativos.

Trata-se de uma extensa vitrine de tecnologias para o homem do campo, seja ele pequeno, médio ou grande produtor. Neste site, você encontra as informações detalhadas sobre esta que é considerada a Grande Feira de Tecnologia Rural do Centro-Oeste Brasileiro.

Informações pelo site: www.tecnoshowcomigo.com.br

 

EXPOZEBU

A 85ª Expozebu acontecerá na cidade de Uberaba, no período de 27/04/2019 até 05/05/2019, das 9 h às 23 h; no Parque de Exposições Fernando Costa; situado na Praça Vicentino Rodrigues da Cunha, 110 – São Benedito, Uberaba – MG.

No evento serão expostos e ou comercializados:

Maquinários; equipamentos pecuários; bretes com balanças eletrônicas; embriões; laboratórios de dna; veículos; barcos; selaria; cucos; roupas; produtos veterinários; nutrição animal e concertos. O evento terá ainda leilões das mais variadas raças de animais, organizados em diversos lotes.

Inscrições

As inscrições para participar da ExpoZebu serão de 28/01/2019 até o dia 19/04/2019, ou antes, se completada a lotação dos pavilhões, conforme Regulamento, pelo site: https://www.abcz.org.br

Telefone: (34) 3319-3900

Informações: www.expolondrina.com.br

 

AGRISHOW

A principal feira do setor na América Latina, a Agrishow reúne soluções para todos os tipos de culturas e tamanhos de propriedades, além de ser reconhecida como o palco dos lançamentos das principais tendências e inovações para o agronegócio.

São 25 anos de sucesso absoluto, reunindo mais de 800 marcas expositoras e mais de 159 mil visitantes qualificados em 440.000 m2 de área, trazendo o que há de mais novo em tecnologia agrícola.

Será realizada dos dias 29 Abril a 03 Maio – 2019
08h às 18h, em Ribeirão Preto, SP.

Informações: www.agrishow.com.br

 

BAHIA FARM SHOW

A Bahia Farm Show é a maior vitrine do agronegócio do Norte e Nordeste do Brasil e hoje está entre as três maiores do país em volume de negócios. Dela fazem parte as maiores empresas de máquinas, implementos, insumos, aviação e serviços, o que torna a feira baiana uma excelente oportunidade de realizar negócios, promover a sua marca e ficar em dia com as novidades do mercado.

Além de vitrine, a Bahia Farm Show também é palco de tomada de importantes decisões para o setor, já que a feira faz parte dos compromissos dos governantes, executivos públicos, CEOs de empresas, e muitos outros.

Na edição 2018, a feira atingiu a marca histórica de R$ 1,891 bilhão em volume de negócios, assumindo a segunda posição de vendas por visitantes no Brasil em eventos de agronegócio.

A edição 2019 acontecerá de 28 de maio a 01 de junho de 2019, na cidade de Luís Eduardo Magalhães, BA. É realizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Instituto Aiba (IAiba), com o apoio da Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia Ltda (Assomiba), Fundação Bahia e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.

Informações: www.bahiafarmshow.com.br

 

MEGALEITE

Maior feira da pecuária leiteira do Brasil, que reúne em Belo Horizonte (MG), as principais raças leiteiras do país. O evento é organizado pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando e conta com o apoio técnico e financeiro do Governo de Minas, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG) e da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA). A programação conta com julgamentos, torneios leiteiros, leilões, feira de negócios, debates e palestras.

A MEGALEITE é realizada, tradicionalmente, no mês de junho.

Informações pelo telefone: (34) 3331-6000 .

 

EXPOINTER

A Expointer é considerada a maior feira a céu aberto da América Latina. Lá, você poderá encontrar as tecnologias mais recentes do segmento e também as raças de animais de maior destaque entre as criadas no Rio Grande Sul, onde ela é realizada.

Além das exposições, essa que aparece na lista das principais feiras de agronegócios traz aos participantes palestras, workshops e audiências públicas de interesse do mercado agro. O espaço também conta com áreas de lazer e shows para o entretenimento dos participantes.

Acontecerá dos dias 24 de agosto a 01 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, BR 116, Km 13, Esteio – RS.

Informações: www.expointer.rs.gov.br

 

FESTA DO BOI

A Exposição de Animais e Máquinas Agrícolas do Rio Grande do Norte, é mais conhecida como Festa do Boi. É maior evento agropecuário e de agronegócio do estado do Rio Grande do Norte e uma das maiores do Nordeste, organizado pela ANORC – Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores em parceria com a SAPE-Secretaria de Estado da Agricultura da Pecuária e da Pesca, no Parque de Exposições Aristófanes Fernandes em Parnamirim/RN.

As atrações da festa inclui julgamentos de todas as raças participantes, torneios leiteiros, exposições, leilões e shows musicais.

A FESTA DO BOI acontece no mês de outubro.

Informações pelos telefones:(84) 3272-2430 (84) 99995-9655 e (84) 99914-3314.

 

FAZENDA FLORESTA RBB E LABORATÓRIO REPROLL

Excelência na qualidade e nos resultados dos processos de criação de GIR e Girolando

Dra. Roberta Bertin Barros, proprietária e administradora da Fazenda Floresta RBB, em Lins, SP.

 

Reportagem e texto

Marcelo Franco Martins

 

No Brasil e no mundo, parcerias são a chave para ótimos resultados nos processos do mercado agropecuário, esse grandioso e cada vez mais potencial setor da economia.

Grupo MF Rural, na direção desse fluxo contínuo e dinâmico, procura estabelecer vínculos de parceria com grandes empresas e projetos.

Um desses casos promissores é a recente parceria com a Fazenda Floresta RBB, da médica veterinária e administradora Dra. Roberta Bertin Barros, de Lins, SP.

A equipe do MF Rural participou de um Dia de Campo na linda propriedade da Fazenda Floresta e fizemos entrevista com a Dra. Roberta.

Sempre muito simpática respondeu nossas perguntas:

 

MF Rural – Como começou tua carreira na agropecuária?

Dra. Roberta – Me formei em medicina veterinária  em 1995 e  Administração de Empresas em 2003.

O laboratório de FIV (fertilização in vitro) foi  montado em 1998.

Na época trabalhávamos  na seleção de Nelore PO, todos registrados na ABCZ , sendo a reprodução toda  feita através do método FIV.

Em  2009, juntamente  com o Nelore, fomos adquirindo animais da raça  GIR leiteiro dos mais renomados plantéis do Brasil .

Em 2010 começamos a produzir as  primeiras  ½ sangue Girolando para comercialização.

No ano de 2012 finalizamos o trabalho com Nelore PO e focamos na genética e produção de leite.

 

Entrevista realizada no dia 04 de julho de 2018, durante Dia de Campo.

 

MF Rural – E como está a Fazenda Floresta hoje?

Dra. Roberta – Nossa produção atual é de 10 mil litros ao dia, com 370 vacas em lactação. Temos um lote de 150 Gir PO, doadoras de embrião para a evolução do plantel.

Hoje a propriedade possui 2 ordenhas com  capacidade para 600 vacas em lactação.

Também mantemos 2 pivôs de 18 hectares cada. Um biodigestor com capacidade de 770 mil litros para reaproveitamento do biofertilizante.

 

Bezerra criada pela Fazenda Floresta RBB. Foto: Marcelo Franco

 

MF Rural – Vocês possuem laboratório próprio de Fiv, não é?

Dra. Roberta – Sim. Todos os nossos animais são desenvolvidos em nosso laboratório, chamado Reproll:  com isso, em todos os animais são feitos DNA, todos são registrados e  possuem lactações oficiais em suas respectivas associações de raça.

O Reproll desenvolve serviços a terceiros também, de diferentes raças.

Nosso índice gira em torno de 60 a 65% de prenhez em novilhas receptoras e, para as vacas em lactação, temos índice em torno 45 a 50%.

O melhoramento genético é feito através rigorosas avaliações e seleção das doadoras acasaladas com os melhores touros mundiais HPB.

Comercializamos animais de todas as idades e também programas de embriões.

 

Entrada do Laboratório Reproll. Foto: Marcelo Franco

 

MF Rural – E o sistema de pivôs da Fazenda, que hoje se tornou referência no Brasil, como funciona?

Dra. Roberta – Com os pivôs e nossa região de clima tropical, sempre conseguimos fazer uma adubação de precisão e – consequentemente, alta produção de forragem por hectare de altíssima qualidade – chegando a 23% de PB (proteína bruta) a baixo custo. A lotação de verão é de 15 a 16 UA/ha e inverno 8 UA/ha, tendo a possibilidade de se fazer a sobre semeadura de aveia e azevém no tifton 85.

Com o apoio do pivô instalamos uma linha independente para refrescamento das vacas para os horários mais quentes do dia. Sempre pensando no melhor conforto e bem estar dos animais.

Participamos de um curso com o nome de Cow Signals, onde fomos avaliados em bem estar animal durante o período de lactação.

Tiramos 88 pontos, que é o maior pontuação entre as 25 propriedades avaliadas em todo o Brasil.

Tivemos o melhor desempenho pois, neste sistema o animal fica em seu próprio habitat natural (pasto).

Nós brincamos aqui que nosso pasto é nossa horta. Estamos cuidando da nossa horta.

Os animais também recebem resfriamento com ventiladores e aspersores na sala de espera.

 

MF Rural – Fale um pouco da qualidade do leite produzido aqui.

Dra. Roberta – Hoje buscamos exportar leite do Brasil. Chega de importar.

A ½ sangue produz um leite de altíssima qualidade.

A qualidade do nosso leite tem os seguintes índices: gordura 4,06, proteína 3,68, lactose 4,65, CCS 287, CBT 13.

 

MF Rural – Como anda a relação da Fazenda e do Laboratório com outros países da América Latina?

Dra. Roberta – Estamos licenciando nosso laboratório para exportação de embriões. Já temos uma demanda grande para outros países.

Também estamos em processo de aprovação do SIF (Serviço de Inspeção Federal), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Em breve poderemos ampliar nossa participação no mercado, mostrando a genética brasileira, o melhoramento que foi feito no sistema de produção leite nos trópicos, a pasto. O Girolando é um gado resistente, que consegue converter bem o capim, com alta produção. Isso praticamente mudou a história da genética em relação a espécie.

Esses resultados conseguimos através do melhoramento genético e correta seleção dos animais.

Países como Colômbia, Guatemala, Panamá, Paraguai, Bolívia, México e África do Sul estão entre os que se interessam pelo nosso trabalho.

 

Equipes MF Rural e Fazenda Floresta RBB, durante Dia de Campo. Foto: Marcelo Franco

 

MF Rural – E a parceria com o MF Rural, tem sido produtiva e rentável?

Dra. Roberta – Nós estamos gostando muito. É uma parceria que veio para ficar. O modo de divulgação do sistema é praticamente todo feito pela internet e é muito eficiente. Isso independente de onde o produtor estiver  acessando o site, em todas as plataformas disponíveis. O nível de transparência do pessoal que cuida de todo o processo é o melhor que já tivemos. O MF Rural está de parabéns!

Agronegócio no Centro-Oeste: conheça sua importância e os principais produtos

A região Centro-Oeste tem se consolidado como a líder em agronegócio no Brasil. Produção de grãos e criação de gado bovino impulsionam rendimentos.

Formada pelos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, a região Centro-Oeste era relativamente esquecida até meados de 1950. A inauguração de Brasília foi o fator que alavancou o desenvolvimento da região.

Ainda assim, ela até hoje é uma das regiões menos populosas do Brasil, com apenas 8,7 habitantes por quilômetro quadrado, sendo que 88% deles vivem em cidades. Apesar disto, tem se mostrado extremamente dinâmica economicamente. Em 2015, ano extremamente conturbado para o país, o PIB da região aumentou 1,33%, de acordo com o Banco Central. Foi o maior crescimento entre todas as regiões do Brasil.

O agronegócio é o motor que impulsiona esta taxa impressionante. Ano após ano, o Centro-Oeste tem se consolidado como o celeiro do Brasil, abastecendo tanto o mercado doméstico quanto o internacional.

crescimento economico do agronegocio

Importância econômica do agronegócio no Centro-Oeste do Brasil

O agronegócio é o setor mais importante da agricultura do Centro-Oeste brasileiro. O cenário do estado do Mato Grosso – o que mais cresce na região e em todo o território nacional – é um excelente exemplo de sua consolidação.

O Mapa da Recuperação Econômica, divulgado pelo Banco Santander, projetou um crescimento de 5,1% no PIB do estado. Ainda de acordo com a instituição, este aumento deve ser alavancado pela supersafra de grãos, viabilizada pelo clima ideal para estas culturas.

A agropecuária, por sua vez, é apontada como um bom termômetro da atividade econômica: ela movimenta a indústria e o setor de serviços. Quando seus resultados são bons, os demais setores também sentem a bonança.

O sucesso deste segmento na região se deve a uma série de fatores: grande quantidade de terras despovoadas, muitos recursos hídricos e um verão bastante chuvoso. Os resultados da indústria são tão impressionantes que as fazendas no Centro Oeste têm se valorizado ao acelerado ritmo de 16% ao ano.

Quais são os principais produtos do agronegócio no Centro-Oeste?

Quando se pensa na região Centro-Oeste, muitas pessoas fazem uma associação imediata com a produção de soja. E não é sem motivo: a região é a maior produtora nacional, e compete inclusive em mercados tradicionais e internacionais – em períodos de mal clima nos Estados Unidos, a zona brasileira chegou a desbancar a produção americana.

Mas este não é o único produto que é marca registrada da região e gera grande quantidade de riqueza para ela: o milho e o gado de corte também são importantes.

Produção de soja

A cultura da soja foi introduzida no Centro-Oeste em 1980, por imigrantes do Sul do Brasil. Ela se adaptou facilmente e, hoje, é o principal produto local.

Mesmo com o fim da alta das commodities, a soja segue em ascensão: a safra 2016/2017 cresceu 19,4% frente à anterior. A área plantada foi de 33,91 milhões de hectares, um aumento de 2% em comparação com a safra anterior.

Apesar do dólar em queda, a previsão é que as exportações do insumo cresçam 2,95% na safra 2017/2018. Isto deve se traduzir em um aumento que deve beirar os US$ 24 bilhões frente à safra anterior.

Produção de milho

O milho é o outro grão responsável por impulsionar o crescimento econômico do Centro-Oeste. Além disso, é uma cultura com espaço de sobra para crescer, o que deve atrair mais produtores.

O motivo por trás disso são os investimentos crescentes no etanol de milho. Recursos nacionais e estrangeiros têm sido depositados no projeto, que deve aumentar a capacidade produtiva nacional do combustível em mais de 1 bilhão de litros. Em 2018, seis usinas devem ser aumentadas ou construídas na região, o que deve colaborar com o escoamento da produção.

agronegocio - criaçao de gado no centro oeste

Criação de gado bovino de corte

Os três estados do Centro-Oeste são os líderes nacionais no abate de gado bovino, representando mais de um terço da produção nacional, de acordo com o IBGE.

Além das grandes áreas de terra livres, a soja e o milho produzidos na região significam alimentos de qualidade a um custo mais baixo para os animais, melhorando a qualidade da carne e animando fazendeiros a investir na pecuária. Isto, junto com a engenharia genética e o melhor controle dos custos, deve aquecer ainda mais o setor.

O principal destino da produção é o consumo humano. A carne é vendida a indústrias no Brasil e no exterior, onde é processada, embalada e encaminhada aos comerciantes varejistas, de onde vão para as mesas de milhões de famílias.

Crescimento da economia passa pelo Agronegócio Brasileiro

Para se transformar na principal atividade econômica da região Centro-Oeste, foi preciso implementar uma série de mudanças não apenas nos processos de produção mas na cultura empreendedora local. Essa mudança elevou a região à uma participação significativa no cenário nacional quanto à produção agropecuária, com elevação dos índices de produtividade. Atitudes como aumento dos investimentos em tecnologia, especialmente nas propriedades de produção tradicional, aplicação de recursos na compra de maquinários e insumos agrícolas, e, principalmente com a utilização de mão-de-obra especializada são os principais pilares desse crescimento. Dessa forma, o processo de modernização maciça do campo levou ao desenvolvimento do agronegócio e da economia da região.

Assim como no centro oeste brasileiro, o país como um todo deve se voltar para o agronegócio como uma importante alavanca para melhorar a produção industrial, fortalecer a balança econômica e ser um agente definidor da retomada do crescimento.

Agronegócio no Brasil: região sul se consolida como zona estratégica

O agronegócio no Brasil tem se desenvolvido cada vez mais. Na região Sul os destaques são a pecuária e a tecnologia para aumento da produtividade.

Ultrapassando desafios e superando expectativas, o agronegócio no Brasil têm se tornado cada vez mais desenvolvido. Apesar da instabilidade na economia, nosso país é considerado uma potência mundial.

A diversidade de paisagens e climas é um dos fatores que favorece o segmento e as particularidades de cada região permitem que o Brasil produza vários tipos de culturas.

Região Sul

No caso da região sul, o clima ameno e as chuvas bem distribuídas ao longo do ano favorecem uma série de cultivos. Apesar de ser a menor região do país em área, ela é de suma importância para o agronegócio no Brasil.

Neste post, você confere qual é o cenário atual da agropecuária no sul do Brasil, incluindo a riqueza produzida, os principais produtos e tendências. Veja:

Qual é o peso da região sul no agronegócio do Brasil?

O sul do Brasil tem uma das economias mais dinâmicas do país. Na agropecuária, não é diferente: dois de seus estados estão entre os 5 principais exportadores desse segmento a nível nacional: Rio Grande do Sul e Paraná ocupam a terceira e quarta posições, respectivamente.

Os gaúchos estão entre os mais competitivos: só o estado do Rio Grande do Sul acumula mais de 10% das exportações do agronegócio brasileiro.

Qual é a importância do agronegócio para a economia do sul?

O agronegócio ocupa um lugar importante na economia sulista. Em 2013, as exportações da agropecuária local representaram mais de metade de suas exportações totais.

A importância desse segmento é particularmente expressiva no Paraná. Neste estado, a agricultura e a pecuária representaram 65% das exportações do estado, gerando uma renda que superou os US$ 11 bilhões.

No caso do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a importância das exportações do agronegócio é um pouco menor, mas nem por isso deixa de ser significativa. O agronegócio representou 46,76 e 50,93% de suas pautas exportadoras, gerando uma renda de US$ 11,6 bilhões e US$ 4,4 bilhões, respectivamente.

Principais culturas do sul do Brasil

O clima, a cultura e as características gerais do sul do Brasil faz com que haja duas culturas especialmente importantes para o agronegócio da região: a soja e o tabaco. Além disso, a pecuária também tem um papel importante na economia e cultura locais.

Rio Grande do Sul é líder no plantio de fumo

O Brasil produz mais de 10% das folhas de tabaco do mundo. De acordo com a Associação de Fumicultores do Brasil (Afubra), 98% dessa produção vem do sul do país. Sua cadeia produtiva envolve cerca de 615 mil pessoas e gera uma receita bruta anual que gira em torno dos R$ 5 bilhões.

É inegável que o Rio Grande do Sul é estado que se destaca na cultura do fumo: dos 20 maiores produtores, 12 são desse estado. Apesar de a cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul ser conhecida como a capital nacional do fumo, na safra 2014/2015 a campeã de produção foi a também gaúcha Venâncio Aires, que colheu mais de 20 mil toneladas de tabaco.

produçao soja no rs e parana

Produção de soja no Rio Grande do Sul e Paraná

Líder em produção nacional, o Mato Grosso é o estado da soja por excelência. Entretanto, logo depois dele estão Rio Grande do Sul, com uma produção que beira as 19 milhões de toneladas, e o Paraná, cuja produção supera um pouco essa cifra.

Os números apontam que o sul é a segunda região que mais produz soja no país, com um rendimento que beirou as 80 milhões de toneladas na última safra. Perde apenas para o Centro-Oeste.

Pecuária gaúcha lidera exportações

A cultura do churrasco gaúcho é uma das primeiras coisas que vêm à mente das pessoas quando elas pensam no sul. De fato, o Ministério da Agricultura e Pecuária afirma que esta última representa 65% das exportações desse estado.

Entretanto, a pecuária é de suma importância para a região como um todo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que há uma tendência de deslocamento dessa indústria, do Sudeste e do Centro-Oeste, em direção ao Sul. Ou seja: ao que tudo indica, essa indústria deve crescer – principalmente o gado leiteiro, que atualmente não é tão forte na região.

Principais tendências do agronegócio no sul do Brasil

Os principais avanços tecnológicos observados no agronegócio sulista são relativos à pecuária: os produtores da região têm investido em técnicas para o aumento de produtividade, como o aprimoramento genético, o uso de rações específicas para o ganho de peso além do tradicional farelo de soja, a ordenha mecânica, etc.

A efetividade dessas estratégias, junto com o crescimento projetado pelo IBGE, faz com que essas tecnologias tendam a se expandir.

Além disso, com os consumidores cada vez mais conscientes e exigentes, abre-se o espaço para a soja orgânica. Pouco a pouco, são desenvolvidas novas tecnologias que prometem melhorar a sua produtividade. É outra tendência para ficar de olho!

Projeções mostram o árduo caminho para a recuperação da pecuária de corte

 

 

O Brasil possui o maior rebanho de gado bovino do mundo, com 214 milhões de cabeças. Somos também o maior exportador de carne bovina. Porém, apenas 20% da produção é encaminhado ao exterior. O restante é consumido pelo mercado interno. Levando em conta as análises de especialistas tanto as exportações quanto o consumo interno tendem a crescer nos próximos dois anos.

OTIMISMO

A ABIEC, associação que representa as empresas exportadoras de carne,  prevê este ano uma exportação de carne bovina em torno de 1,76 milhões de toneladas, 20% a mais que no ano passado, o que pode representar um recorde histórico. Até então o maior volume exportado foi em 2007, quando foram embarcadas 1,62 milhão de toneladas.

Uma das explicações para tal projeção é a demanda que virá da Ásia, especialmente da China e Japão. O real desvalorizado torna o nosso produto mais acessível.

Um novo mercado a ser explorado é o norte-americano e mexicano. Há expectativa de que o mercado de carne in natura dos Estados Unidos seja definitivamente aberto. O México por sua vez, pode reduzir os impostos para o a carne brasileira.

MERCADO INTERNO

É fato que a carne bovina vem registrando queda no consumo interno. Mas o motivo é o preço elevado. Carne de frango e suína são mais baratas do que carne vermelha, que é logo substituída em tempos de crise e desemprego. No entanto o mercado dá sinais de reação e caso ocorra a retomada da atividade econômica, haverá mais vagas de emprego e gente com maior poder de compra.

O ano de 2016 fechou com uma inflação em torno de 7%. Prognósticos macros econômicos começam a convergir para inflação em 6% para 2017 e 5,4% em 2018. Se as estimativas de crescimento do PIB e inflação para os próximos anos estiverem corretas, o salário mínimo em 2018 pode chegar a R$ 1.002,70 e, em 2019, R$ 1.067,40.

PÉS NO CHÃO

Segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) o agronegócio deve ter crescimento de 2% em 2017. Pela projeção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), no entanto, o segmento de carnes terá um ano difícil. Em 2016, custos altos da alimentação, inflação generalizada e arroba do boi estabilizada, trouxeram o desânimo ao mercado. Para 2017, uma coisa parece certa: a oferta de animais deverá ser maior, diferentemente de 2016, caracterizado pela baixa disponibilidade de bois para abate e carne sobrando.

Dispondo mais de gado, os frigoríficos procurarão conter o preço da arroba. A esperança é de um aumento no consumo interno, que caiu em 2016. Um refresco virá com a possível baixa no preço da comida para o gado, principalmente do milho, com as boas safras brasileira e dos EUA.

Analistas aconselham o produtor a gerir bem os custos de produção dando foco também no incremento da produtividade. O preço da arroba não deverá superar os R$ 150, cotação que praticamente pautou os anos de 2015 e 2016.

Ou seja, o momento é de fazer as contas na ponta do lápis e observar as perspectivas para 2017 com cautela.

Pensando em investir na pecuária de corte? Veja mais sobre as raças abaixo e adquira seus animais no site MF Rural acessando https://www.mfrural.com.br

RAÇAS

Escolher as melhores raças de gado de corte e bons exemplares para formar o seu rebanho é essencial para aumentar a produtividade e os lucros do seu negócio.

GUZERÁ

Destaque em produtividade e qualidade da carne. Nos últimos anos, a guzerá foi a raça que mais cresceu em número de associados da ABCZ e foi o animal que mais evoluiu, principalmente na comercialização de touros a campo.

HEREFORD E BRAFORD

São referência em qualidade da carne e ganho de peso. O Braford veio pra possibilitar a melhor adaptação da espécie Hereford (que apresenta alto nível de produtividade) no clima tropical brasileiro. A precocidade do acabamento de carcaça e qualidade da carne é o carro chefe da raça.

SENEPOL

Adaptação, rusticidade e monta natural são destaques da raça. Tem alta capacidade de adaptação, rusticidade, docilidade na hora de manejar, alta libido (o que favorece a monta natural) e uma carne de alta qualidade.

BRAHMAN

Um dos principais pontos é a sua aptidão para o cruzamento industrial. Além de touro possuir uma grande capacidade de cobertura a campo. Quando cruzado com a vaca nelore, gera um desempenho muito interessante.

SIMENTAL

Alta produtividade, adaptação e qualidade de carne são atrativos da raça, que está no Brasil há mais de 110 anos. Estudos aprofundados foram feitos para melhoria do gado e da produtividade dessa raça, e os resultados têm dado muito certo para os produtores desse boi rústico.

LIMOUSIN

Precocidade de terminação e velocidade no ganho de peso são diferenciais da raça francesa, que chegou ao país há 165 anos. O primeiro boi da raça no país teria vindo direto da França, como um presente de Dom Pedro para um amigo.

BLONEL

Com peso acima da média, bezzeros da raça Blonel são destaque em qualidade de carne. Com berço na exigente tradição gourmet francesa, a raça sintética foi desenvolvida no município de Pedreira, no interior paulista, há exatos 22 anos.

ANGUS

O crescimento da raça angus vem sendo vertiginoso no Brasil. Em 2014, a raça bateu recorde na venda sêmen, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). Os Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, na região Centro-Oeste, são os maiores produtores de meio sangue do país.

BONSMARA

É destaque em qualidade de carne e se firma no mercado gourmet. No final de todo o trabalho árduo do criador, o que realmente importa é entregar uma carne de qualidade. Pensando nisso, muitos açougues premium em todo o Brasil se preocupam em comprar carne da raça Bonsmara.

NELORE

Nelore, a raça mãe do Brasil, é a alavanca comercial da pecuária nacional. A chegada do nelore no Brasil iniciou no século 19, quando há registro de boiadas vindas da Índia. Hoje, não dá para imaginar o Brasil Central sem esse animal.

CHAROLÊS E CANCHIM

Raças Charolês e Canchim são destaque na produção de carne no país.

DEVON

Rusticidade, docilidade, precocidade sexual e de acabamento de carcaça, fertilidade e grande capacidade de converter um pasto “pobre” em um produto diferenciado e lucrativo são algumas das qualidades da raça Devon.

SINDI

Adaptabilidade e alta conversão alimentar da raça Sindi, além da docilidade e adaptação às adversidades do clima e do terreno atraem casda vez mais pecuaristas.

CARACU

Raça Caracu alcança resultados positivos há mais de 400 anos no Brasil. Cruzado com taurinos ou zebuínos, o gado apresenta precocidade sexual e de acabamento, alta conversão alimentar e produz carne de alta qualidade. E graças a essas características, essa linhagem centenária continua sendo amplamente criada nos quatro cantos do país.

SANTA GERTRUDIS

Produção de carne de alta qualidade destaca bovinos da raça Santa Gertrudis. Além de se destacar pelas características de rusticidade, precocidade sexual e de acabamento, crescimento e habilidade maternal. Atualmente, mais de 50 países possuem a raça. África do Sul e Austrália são seus maiores produtores.

Mais informações sobre gado de corte em https://www.mfrural.com.br/produtos.aspx?categoria2=218&nmoca=animais-bovinos-de-corte