Agronegócio no Brasil: região sul se consolida como zona estratégica

O agronegócio no Brasil tem se desenvolvido cada vez mais. Na região Sul os destaques são a pecuária e a tecnologia para aumento da produtividade.

Ultrapassando desafios e superando expectativas, o agronegócio no Brasil têm se tornado cada vez mais desenvolvido. Apesar da instabilidade na economia, nosso país é considerado uma potência mundial.

A diversidade de paisagens e climas é um dos fatores que favorece o segmento e as particularidades de cada região permitem que o Brasil produza vários tipos de culturas.

Região Sul

No caso da região sul, o clima ameno e as chuvas bem distribuídas ao longo do ano favorecem uma série de cultivos. Apesar de ser a menor região do país em área, ela é de suma importância para o agronegócio no Brasil.

Neste post, você confere qual é o cenário atual da agropecuária no sul do Brasil, incluindo a riqueza produzida, os principais produtos e tendências. Veja:

Qual é o peso da região sul no agronegócio do Brasil?

O sul do Brasil tem uma das economias mais dinâmicas do país. Na agropecuária, não é diferente: dois de seus estados estão entre os 5 principais exportadores desse segmento a nível nacional: Rio Grande do Sul e Paraná ocupam a terceira e quarta posições, respectivamente.

Os gaúchos estão entre os mais competitivos: só o estado do Rio Grande do Sul acumula mais de 10% das exportações do agronegócio brasileiro.

Qual é a importância do agronegócio para a economia do sul?

O agronegócio ocupa um lugar importante na economia sulista. Em 2013, as exportações da agropecuária local representaram mais de metade de suas exportações totais.

A importância desse segmento é particularmente expressiva no Paraná. Neste estado, a agricultura e a pecuária representaram 65% das exportações do estado, gerando uma renda que superou os US$ 11 bilhões.

No caso do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a importância das exportações do agronegócio é um pouco menor, mas nem por isso deixa de ser significativa. O agronegócio representou 46,76 e 50,93% de suas pautas exportadoras, gerando uma renda de US$ 11,6 bilhões e US$ 4,4 bilhões, respectivamente.

Principais culturas do sul do Brasil

O clima, a cultura e as características gerais do sul do Brasil faz com que haja duas culturas especialmente importantes para o agronegócio da região: a soja e o tabaco. Além disso, a pecuária também tem um papel importante na economia e cultura locais.

Rio Grande do Sul é líder no plantio de fumo

O Brasil produz mais de 10% das folhas de tabaco do mundo. De acordo com a Associação de Fumicultores do Brasil (Afubra), 98% dessa produção vem do sul do país. Sua cadeia produtiva envolve cerca de 615 mil pessoas e gera uma receita bruta anual que gira em torno dos R$ 5 bilhões.

É inegável que o Rio Grande do Sul é estado que se destaca na cultura do fumo: dos 20 maiores produtores, 12 são desse estado. Apesar de a cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul ser conhecida como a capital nacional do fumo, na safra 2014/2015 a campeã de produção foi a também gaúcha Venâncio Aires, que colheu mais de 20 mil toneladas de tabaco.

produçao soja no rs e parana

Produção de soja no Rio Grande do Sul e Paraná

Líder em produção nacional, o Mato Grosso é o estado da soja por excelência. Entretanto, logo depois dele estão Rio Grande do Sul, com uma produção que beira as 19 milhões de toneladas, e o Paraná, cuja produção supera um pouco essa cifra.

Os números apontam que o sul é a segunda região que mais produz soja no país, com um rendimento que beirou as 80 milhões de toneladas na última safra. Perde apenas para o Centro-Oeste.

Pecuária gaúcha lidera exportações

A cultura do churrasco gaúcho é uma das primeiras coisas que vêm à mente das pessoas quando elas pensam no sul. De fato, o Ministério da Agricultura e Pecuária afirma que esta última representa 65% das exportações desse estado.

Entretanto, a pecuária é de suma importância para a região como um todo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que há uma tendência de deslocamento dessa indústria, do Sudeste e do Centro-Oeste, em direção ao Sul. Ou seja: ao que tudo indica, essa indústria deve crescer – principalmente o gado leiteiro, que atualmente não é tão forte na região.

Principais tendências do agronegócio no sul do Brasil

Os principais avanços tecnológicos observados no agronegócio sulista são relativos à pecuária: os produtores da região têm investido em técnicas para o aumento de produtividade, como o aprimoramento genético, o uso de rações específicas para o ganho de peso além do tradicional farelo de soja, a ordenha mecânica, etc.

A efetividade dessas estratégias, junto com o crescimento projetado pelo IBGE, faz com que essas tecnologias tendam a se expandir.

Além disso, com os consumidores cada vez mais conscientes e exigentes, abre-se o espaço para a soja orgânica. Pouco a pouco, são desenvolvidas novas tecnologias que prometem melhorar a sua produtividade. É outra tendência para ficar de olho!

Terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo, Brasil segue como o maior vendedor de soja em 2018

País segue na frente do Canadá e está atrás apenas dos EUA e da União Europeia na venda de produtos agrícolas

Na última década, o Brasil ultrapassou a Austrália e a China na exportação de produtos agrícolas do mundo. Atrás apenas de potências como Estados Unidos e União Europeia, o país segue como o terceiro maior exportador agrícola e, em 2018, deverá ser o principal comerciante mundial de soja. Em 2016, o Brasil abriu mercado em 17 países a mais de 22 produtos agrícolas, com acordos comerciais firmados com os Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e Vietnã.

Com negociações comerciais feitas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o destaque foi a conclusão de acordos para a exportação de carne bovina in natura para os EUA, carne bovina termicamente processada para o Japão e carne de aves e suína para o Vietnã. O comércio dos 22 produtos com os 17 países representou US$ 8,3 bilhões anuais e o Brasil se habilitou a disputar uma fatia do montante com os acordos.

Todas as negociações fazem parte dos esforços do Mapa para elevar a participação do País no comércio agrícola mundial de 6,9% para 10% em cinco anos, em um mercado que representa US$ 1,08 trilhão anualmente. Segundo o balanço do último ano, em 2016 as exportações agrícolas brasileiras somaram US$ 66,7 bilhões – 71,9% são correspondentes às exportações dos produtos de complexos como soja, carnes e sucroalcooleiro.

venda de produtos agrícolas

Principais produtos agrícolas do Brasil

Entre os principais produtos agropecuários do Brasil, destaque para a cana de açúcar, a laranja e o café, dos quais somos os maiores produtores mundiais; para o fumo, a carne bovina e a soja (nos encontramos na segunda posição internacional) e o milho, produto que coloca o Brasil como o terceiro em volume de produção anual.

O avanço da agricultura brasileira nos últimos anos provém de uma série de fatores, como recursos naturais abundantes, como solo, luz e água, diversidade de produtos e câmbio relativamente favorável, além do crescimento da demanda proveniente de países asiáticos e aumento da produtividade das lavouras. Essas vantagens competitivas alavancaram o Brasil à terceira posição como maior exportador do mundo, mesmo durante a crise, onde o País manteve sua liderança mundial na venda de açúcar, café e suco de laranja.

Principal produto da agricultura brasileira, a soja responde por mais de 9% de toda a balança comercial do País ocupa a maior parte das terras agricultáveis. O mercado estrangeiro recebe o montante mais considerável da nossa produção, o que rendeu a previsão do Brasil na posição de maior exportador de soja do mundo em 2018.

Por ocorrer no período de entressafra nos países do norte, a produção de soja no Brasil sai na frente no mercado mundial, onde a exportação acontece em volumes maiores para a alimentação dos rebanhos. Com a mecanização do campo e da expansão da fronteira agrícola, a produção de soja no País ganhou força em um processo marcado pelo avanço dos produtos sulistas diretamente para a região central brasileira.

Consequentemente, os líderes no ranking nacional de produtividade de soja são os estados da região Centro-Oeste, com o Mato Grosso destacado, bem como o Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Tocantins.

Carne bovina à brasileira: nossa produção agrícola no setor

Com mais de 200 milhões de cabeças de gado, ficando atrás apenas dos EUA, o Brasil possui o segundo maior rebanho bovino do mundo e é o país que mais exporta esse tipo de carne. Segundo o Ministério da Agricultura, apenas 16% da carne bovina brasileira segue para o mercado externo, já que a lucratividade do mercado interno nacional é alta.

exoprtação de gado

Até 2019, a previsão é que as exportações de carne brasileira responderão por 60% do comércio mundial do produto. Além da carne, o País também possui uma produtividade alta de leite voltada ao mercado interno. Com a ocupação de grandes áreas, a pecuária no Brasil segue extensiva por conta da disponibilidade de terras e das estratégias latifundiárias para a produtividade de suas propriedades. Entretanto, o País também vem aumentando sua atuação no setor da pecuária intensiva, diretamente ligadas a agroindústrias de leite e de corte.

Com um desenvolvimento do setor agrícola muito superior aos demais da economia do Brasil, o superávit do agronegócio brasileiro foi de quase US$ 900 bilhões entre 2000 e 2016, contrastando com déficits na grande parte dos outros setores. Tudo indica que, enquanto em outros segmentos o País ainda segue engatinhando, no mercado agrícola o desenvolvimento segue a todo vapor. Com máquinas agrícolas potentes e poderosas, que aumentam a produtividade nos campos do Brasil, o setor agrícola com maior rendimento operacional e conforto aos operadores, pronto para

Dicas no plantio de feijão

feijao2_G

Grande parte da produção de feijão no Brasil vem da agricultura familiar. Esse tipo de produção representa cerca de 60% de toda produção nacional. Daí o porquê desse setor não ser muito especializado.

Grandes produtores optam por produzir a leguminosa como uma aposta de curto prazo em meio a suas outras atividades.

O feijão comum é cultivado para obtenção de suas sementes que serão destinadas ao consumo. Hoje, há um grande número de variedades cultivadas; que variam em cores, formas e tamanhos. A seguir, você acompanha algumas dicas cruciais para uma plantação de feijão eficaz, que trará ótimos resultados.

Clima: a temperatura deve variar entre 15ºC e 30ºC durante todo o ciclo de cultivo da planta. O ideal é entre 18ºC e 25ºC. O feijão não suporta geadas e baixas temperaturas.
Luminosidade: necessita de alta luminosidade (luz solar direta, por exemplo). Em regiões com maior intensidade de radiação solar, a plantação de feijão pode ficar parcialmente sombreada por plantas mais altas cultivadas na mesma área, como o milho.
Solo: este precisa estar bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica, com pH entre 5,5 e 6,5. A irrigação precisa ser feita de forma a manter o solo sempre úmido, mas sem deixá-lo encharcado.
Plantio: as sementes deverão ser colocadas no local definitivo, a uma profundidade de 3 cm a 7 cm (3 ou 4 se o solo for pesado ou a uma profundidade maior se o solo for leve).

O espaçamento pode variar de acordo com a variedade a ser cultivada e com as condições desse cultivo. O espaçamento padrão é de 40 a 60 cm entre as linhas e 7 a 10 cm entre as plantas. No primeiro mês de cultivo, é essencial que plantas invasoras sejam retiradas, pois essas podem estar concorrendo por recursos e nutrientes.
Colheita: é geralmente feita de 80 a 100 dias após a germinação. As vagens secas podem ser colhidas manualmente em plantações pequenas. Em plantações maiores, a colheita é feita quando cerca de 90% das vagens estão secas, cortando ou arrancando as plantas, manualmente ou com o uso de máquinas colheitadeiras.


Veja aqui alguns produtos mencionados acima: feijãosementescolheitadeiras.

Anuncie no MF Rural e tenha seu produto visualizado por todo o Brasil: clique AQUI para fazer o cadastro. Para comprar, clique AQUI para visualizar os classificados do dia, ou use a barra de busca no cabeçalho para encontrar o produto desejado.

Mercado de Eucalipto em alta – Blog MF Rural

eucalipto

Em Espirito Santo, a árvore é fonte de renda garantida para o agricultor. O estado apresenta cerca de 250 mil hectares de florestas de eucalipto. A madeira produzida é usada por fábricas de celulose.

Para a produção de 2,3 milhões de toneladas de celulose por ano, três fábricas devoram 8 milhões de metros cúbicos de madeira e 90% do que é produzido vai para exportação.

A produtividade é um dos fatores que mais chamam atenção no Brasil. O mercado cresce 5,8% ao ano, o que equivale a 500 mil toneladas de celulose. O crescimento anual em área plantada de eucalipto é de aproximadamente 50 mil hectares por ano.

Florestas próprias das industrias produzem 70% da matéria-prima necessária e a colheita é feita em árvores de seis a sete anos de idade.

Veja aqui alguns produtos mencionados acima: eucalipto, celulose, madeira.

Anuncie no MF Rural e tenha seu produto visualizado por todo o Brasil: clique AQUI para fazer o cadastro. Para comprar, clique AQUI para visualizar os classificados do dia, ou use a barra de busca no cabeçalho para encontrar o produto desejado.