O movimento agtech tem espaço para o talento feminino

Por Flávia Romanelli

O agronegócio vem passando nos últimos anos por uma revolução tecnológica. As ideias e soluções inovadoras e disruptivas já fazem parte da rotina dos empreendedores, na maioria jovens, das startups do agro, as agtechs. Desde 2016, Piracicaba, no interior de São Paulo, tem sido sede desse movimento chamado de Vale do Piracicaba ou AgTech Valley.

O ecossistema, que tem como espinha dorsal a Esalq (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”), da USP (Universidade de São Paulo), contava com 38% das startups voltadas ao desenvolvimento do agronegócio no Estado de São Paulo e 18,6% do país, de acordo com o 1º Censo AgtTech Startup do Brasil, realizado em 2016. De lá para cá, o movimento só cresceu. A Raízen, gigante sucroenergética brasileira, criou o Pulse Hub de Inovação, que incuba e acelera dezenas de agtechs, e muitas startups de outras regiões vieram para cidade, assim com os fundos de investimento e as grandes empresas interessadas no assunto.

Apesar de algumas mulheres inspiradoras e talentosas fazerem parte desse ecossistema como a Adriana Lucia, da Agtech Garage, a Mariana Bonora, da BartDigital, a Mariana Vasconcelos, da Agrosmart e a Adriele Giareta Biase, da @Tech, a presença feminina ainda é pequena nas startups do agro.

De acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira de Startups, 4 em cada dez startups no Brasil não têm sequer mulheres na equipe.  Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo que reúne as nações mais industrializadas do mundo, revela que o acesso ao financiamento é um dos principais desafios que as mulheres enfrentam quando tentam criar um negócio. Segundo o relatório, nos EUA, os investidores são 60% mais propensos a dar dinheiro a homens empreendedores do que a mulheres – mesmo quando o conteúdo das apresentações seja exatamente o mesmo.

As mulheres já vêm conquistando espaço em vários setores do agronegócio como nas propriedades rurais, nas universidades, centros de pesquisa e agroindústrias. Além disso, vários levantamentos mostram que empresas geridas por mulheres são mais rentáveis e eficientes e a maioria delas um forte perfil empreendedor. O potencial e a capacidade as agromulheres já têm, apesar das dificuldades, agora é a hora de agarrar mais essa oportunidade que o agronegócio apresenta! Fique de olho, há vários programas de capacitação, mentoria, incubação e aceleração para agtechs procurando seu talento!

 

Saiba mais:

www.pulsehub.com.br

www.valedopiracicaba.org

www.usinadeinovacao.com

www.spventures.com.br

www.agtechgarage.com

www.esalqtec.com.br

 

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