Crescimento do agronegócio brasileiro movimenta a economia e atrai empreendedores

Agronegócio vence a crise e triunfa no Brasil, empurrando o PIB para cima. Exigências de transparência, produtos mais saudáveis e novas soluções criam nichos de mercado.

O Brasil é um país continental: sua vasta disponibilidade de terras, luz do sol, água e terras férteis são riquezas inegáveis. Portanto, não é só por isso que o país tem uma indústria agropecuária tão bem desenvolvida.

Trata-se de um setor que desafia a crise. Mesmo com o cenário econômico conturbado, a renda gerada pelo agronegócio cresceu 6,3% entre janeiro e agosto de 2017. O setor já representa 23% do Produto Interno Bruto (PIB) e 48% das exportações do país.

Isso acontece devido à visão empreendedora de quem trabalha na área e, claro, pela grande aceitação dos produtos brasileiros nos mercados internacional e doméstico.

crescimento do agronegocio

Quais são os principais produtos do agronegócio brasileiro?

Por mais que as características da natureza brasileira permitam a produção de uma ampla gama de produtos, os produtores rurais do país são especialistas em alguns deles: apenas 15 itens são responsáveis por 40% das exportações do setor. Isso na verdade reflete um problema do país que é não diversificar as culturas, alto que precisa ser corrigido e que pode fazer o Agronegócio crescer mais ainda.

O carro-chefe é, indiscutivelmente, a soja em grãos. Em julho do ano passado, o insumo acumulava mais de US$ 2,43 bilhões em exportações, mesmo com a crise. Entretanto, há outros produtos que também geram uma quantidade importante de riqueza para o mercado nacional, como:

  • Açúcar em bruto: US$ 863 milhões
  • Fumo em folhas: US$ 162 milhões
  • Etanol: US$ 105 milhões

E a tendência é que os produtos brasileiros se fortaleçam cada vez mais. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE) a agropecuária do Brasil cresceu mais de 15% no segundo trimestre de 2017, quando comparada ao mesmo período do ano passado.

A título de comparação: o crescimento da indústria, outro setor importante, foi de apenas 0,8% ao longo de todo o primeiro semestre de 2017, o que representa o melhor resultado em quatro anos.

Qual é a importância do agronegócio na economia brasileira?

É indiscutível que o Brasil vive um cenário econômico delicado no momento. Apesar dos tímidos sinais de melhora, a população ainda tem receio na hora de abrir a carteira, justamente devido à instabilidade.

Para quem pretende empreender no agronegócio, a boa notícia é que o setor se mantém aquecido, mesmo com todas as dificuldades. Este ano, as exportações brasileiras do setor cresceram 6,8%, chegando ao patamar de US$ 56,4 bilhões.

Isso faz do Brasil o quarto maior agroexportador do mundo. Os resultados são tão bons que economistas apontam o agronegócio como o eixo que sustenta a leve alta no PIB experimentada pelo Brasil ao longo de 2017.

Vale ressaltar que isso foi possível mesmo com as grandes perdas de grãos na safra 2016/2017, devido a variações climáticas. Ou seja: ainda há muito potencial para melhorar.

O que se pode esperar do futuro do agronegócio brasileiro?

O futuro do agronegócio brasileiro é tão – se não mais – promissor quanto o presente. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) o Brasil é um dos países nos quais a produtividade no campo mais sobe em todo o mundo.

Além disso, as mudanças no comportamento do público abrem novos nichos de mercado. Como as pessoas se preocupam cada vez mais com a origem daquilo que põem à mesa, os produtores que investem em sustentabilidade e transparência tendem a sair à frente da competição.

Outra tendência que começa a conquistar o mercado brasileiro são os orgânicos: apenas 1% da população deixa de consumi-los por falta de interesse. Os maiores empecilhos são os preços elevados (62%), a falta de pontos de venda nas proximidades (32%) e a pouca informação (11%). Mesmo assim, 11% da população já os consome semanalmente.

Quero investir no agronegócio. Quais são as áreas mais promissoras?

Por mais que a agricultura sustentável, orgânica e transparente esteja em alta, essa não é a única oportunidade que o agronegócio apresenta. Na realidade, nem só de produtos agrícolas ele vive: a demanda por produtos e serviços que lhe sirvam de suporte também é alta. Confira os principais:

  • Software e máquinas agrícolas: apesar de o agronegócio estar em um bom momento, sempre há uma busca por mais produtividade. Deste modo, boas soluções de automação (máquinas e software) têm tudo para fazer sucesso dentro do setor.
  • Defensivos verdes: o aquecimento do mercado de orgânicos demanda outras soluções para o controle de pragas que não sejam os agrotóxicos. É aí que entram defensivos naturais, que combatem pragas tão eficazmente quanto só que com menos danos à saúde.
  • Treinamento de mão de obra: a falta de mão de obra qualificada é um dos principais empecilhos ao crescimento do agronegócio brasileiro. Deste modo, empresas que se dediquem a sua qualificação têm seu espaço.
  • Importação e exportação: não basta produzir, é preciso fazer a mercadoria circular. Portanto, empresas que ajudam na importação e exportação de insumos tendem a se sair bem, principalmente em um momento de mercado aquecido.

Agronegócio no Brasil: região sul se consolida como zona estratégica

O agronegócio no Brasil tem se desenvolvido cada vez mais. Na região Sul os destaques são a pecuária e a tecnologia para aumento da produtividade.

Ultrapassando desafios e superando expectativas, o agronegócio no Brasil têm se tornado cada vez mais desenvolvido. Apesar da instabilidade na economia, nosso país é considerado uma potência mundial.

A diversidade de paisagens e climas é um dos fatores que favorece o segmento e as particularidades de cada região permitem que o Brasil produza vários tipos de culturas.

Região Sul

No caso da região sul, o clima ameno e as chuvas bem distribuídas ao longo do ano favorecem uma série de cultivos. Apesar de ser a menor região do país em área, ela é de suma importância para o agronegócio no Brasil.

Neste post, você confere qual é o cenário atual da agropecuária no sul do Brasil, incluindo a riqueza produzida, os principais produtos e tendências. Veja:

Qual é o peso da região sul no agronegócio do Brasil?

O sul do Brasil tem uma das economias mais dinâmicas do país. Na agropecuária, não é diferente: dois de seus estados estão entre os 5 principais exportadores desse segmento a nível nacional: Rio Grande do Sul e Paraná ocupam a terceira e quarta posições, respectivamente.

Os gaúchos estão entre os mais competitivos: só o estado do Rio Grande do Sul acumula mais de 10% das exportações do agronegócio brasileiro.

Qual é a importância do agronegócio para a economia do sul?

O agronegócio ocupa um lugar importante na economia sulista. Em 2013, as exportações da agropecuária local representaram mais de metade de suas exportações totais.

A importância desse segmento é particularmente expressiva no Paraná. Neste estado, a agricultura e a pecuária representaram 65% das exportações do estado, gerando uma renda que superou os US$ 11 bilhões.

No caso do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a importância das exportações do agronegócio é um pouco menor, mas nem por isso deixa de ser significativa. O agronegócio representou 46,76 e 50,93% de suas pautas exportadoras, gerando uma renda de US$ 11,6 bilhões e US$ 4,4 bilhões, respectivamente.

Principais culturas do sul do Brasil

O clima, a cultura e as características gerais do sul do Brasil faz com que haja duas culturas especialmente importantes para o agronegócio da região: a soja e o tabaco. Além disso, a pecuária também tem um papel importante na economia e cultura locais.

Rio Grande do Sul é líder no plantio de fumo

O Brasil produz mais de 10% das folhas de tabaco do mundo. De acordo com a Associação de Fumicultores do Brasil (Afubra), 98% dessa produção vem do sul do país. Sua cadeia produtiva envolve cerca de 615 mil pessoas e gera uma receita bruta anual que gira em torno dos R$ 5 bilhões.

É inegável que o Rio Grande do Sul é estado que se destaca na cultura do fumo: dos 20 maiores produtores, 12 são desse estado. Apesar de a cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul ser conhecida como a capital nacional do fumo, na safra 2014/2015 a campeã de produção foi a também gaúcha Venâncio Aires, que colheu mais de 20 mil toneladas de tabaco.

produçao soja no rs e parana

Produção de soja no Rio Grande do Sul e Paraná

Líder em produção nacional, o Mato Grosso é o estado da soja por excelência. Entretanto, logo depois dele estão Rio Grande do Sul, com uma produção que beira as 19 milhões de toneladas, e o Paraná, cuja produção supera um pouco essa cifra.

Os números apontam que o sul é a segunda região que mais produz soja no país, com um rendimento que beirou as 80 milhões de toneladas na última safra. Perde apenas para o Centro-Oeste.

Pecuária gaúcha lidera exportações

A cultura do churrasco gaúcho é uma das primeiras coisas que vêm à mente das pessoas quando elas pensam no sul. De fato, o Ministério da Agricultura e Pecuária afirma que esta última representa 65% das exportações desse estado.

Entretanto, a pecuária é de suma importância para a região como um todo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que há uma tendência de deslocamento dessa indústria, do Sudeste e do Centro-Oeste, em direção ao Sul. Ou seja: ao que tudo indica, essa indústria deve crescer – principalmente o gado leiteiro, que atualmente não é tão forte na região.

Principais tendências do agronegócio no sul do Brasil

Os principais avanços tecnológicos observados no agronegócio sulista são relativos à pecuária: os produtores da região têm investido em técnicas para o aumento de produtividade, como o aprimoramento genético, o uso de rações específicas para o ganho de peso além do tradicional farelo de soja, a ordenha mecânica, etc.

A efetividade dessas estratégias, junto com o crescimento projetado pelo IBGE, faz com que essas tecnologias tendam a se expandir.

Além disso, com os consumidores cada vez mais conscientes e exigentes, abre-se o espaço para a soja orgânica. Pouco a pouco, são desenvolvidas novas tecnologias que prometem melhorar a sua produtividade. É outra tendência para ficar de olho!

Criação e confinamento de gado de corte no Brasil continua atrativo

Os sinais de recuperação da economia afetaram positivamente também o mercado de criação de gado.

Depois de um ano de dificuldades, o cenário do setor de criação e confinamento de gado experimentou um cenário mais atrativo em 2017, impulsionado pelas quedas do preço do milho e dos animais de reposição. O resultado foi o crescimento do número de animais terminados no cocho em todo o Brasil.

Com a melhoria do cenário, a demanda interna de carne bovina também foi retomada, aumentando as oportunidades de negócios do setor. Segundo especialistas, a temporada atual de leilões de gado tem movimentado os campos gaúchos com boas perspectivas de retomada dos preços, com dezenas de feiras e exposições de gado pelo País.

Economistas da Federação da Agricultura do Estado (Farsul) apontam que o momento é bom para os negócios de longo e médio prazo no País, já que uma pequena redução no número de gado de corte a venda ajudou a elevar a cotação que havia sido marcada pela queda do primeiro semestre. Após a crise deflagrada pela operação Carne Fraca, JBS e um mercado interno mais lento, a recuperação da economia e a retomada do ritmo de negócios internacionais ofereceram um cenário mais positivo no segundo semestre.

Carne de gado a venda: boas perspectivas no mercado brasileiro

Com o maior rebanho de gado bovino do mundo, com 214 milhões de cabeças, o Brasil também é o maior exportador de carne bovina. Desse montante, apenas 20% é encaminhado ao exterior; 80% da produção é consumida pelo mercado interno. Para 2017, estava prevista uma exportação de 20% a mais do que no ano passado, com cerca de 1,76 milhões de toneladas. Meses após a Operação Carne Fraca, o mercado recuperou o fôlego previsto: produtores comemoraram o aumento de 20% de compra de gado de corte, como maminha e picanha em Uruguaiana, fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

Outra boa notícia para o mercado de confinamento e venda de gado de corte é a reabertura do mercado de carne das Filipinas ao Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país reiniciou a importação de carnes bovina, suína e de frango brasileiras em novembro, registrada através de um memorando que afirma que o sistema brasileiro atende às normas filipinas de saúde animal e segurança alimentar. A retomada ocorre após uma breve suspensão, ocorrida em setembro, e reacende as perspectivas positivas sobre os embarques de suínos e aves em 2018 ao governo filipino.

sal mineral gado

Investindo na criação de gado de corte com suplementação de pastagens

De olho nas boas perspectivas do mercado de venda de gado de corte, os produtores podem investir ainda mais no negócio para obter uma lucratividade ainda mais alta em 2018. Um dos facilitadores nesse sentido é utilizar suplementações para gado de corte em pastagem, técnica que recupera o equilíbrio de minerais essenciais para a composição da carne em pastagens carentes de fósforo, que dependem de características como a fertilidade, a acidez do solo, a adubação e a época do ano.

Afinal, cerca de 95% do rebanho nacional está em condição de pastagem, porém, nem sempre o capim oferece tudo o que o animal precisa, por mais alta que seja a sua qualidade. Nesses casos, a suplementação mineral e a estratégica, que envolve proteínas, ajudam na rentabilidade dos pecuaristas em uma das atividades nutricionais mais importantes, que é o fornecimento de minerais para bovinos. A prática pode ser realizada com:

  • Sal mineral com ureia, alternativa de suplementação de baixo investimento durante os períodos de seca, que beneficia os períodos de estiagem; Porém, não é recomendado para animais magros ou em jejum, e sua utilização inadequada pode causar intoxicação;
  • Sal mineral proteico energético, que ajuda nas exigências minerais e oferece fontes de proteína e energia para que os bovinos de corte tenham o melhor desempenho nas pastagens (é composto por ureia, minerais e fontes de proteína verdadeira com outras fontes de energia, como milho, raspa de mandioca e sorgo);
  • Sal mineral proteinado: é enriquecido com fontes de proteína verdadeiras, como farelo de soja e ureia, e tem custo maior que o sal com ureia, porém, ele é fornecido em quantidades maiores, o que o torna mais vantajoso economicamente.

É importante levar em conta que o desempenho do gado de corte também depende de outros fatores, como quantidade e qualidade da forragem, energia, minerais e taxas de proteína.

Ou seja, o momento e o cenário são positivos para um crescimento mais robusto dos negócios de criação de gado de corte, mas, como todo empreendimento, exige empenho e dedicação dos produtores.

Produção de algodão 2017/2018 poderá ser maior

Volta da normalidade climática, depois de alguns anos de seca em estados de produção expressiva, como a Bahia, explicam crescimento do plantio e produção de algodão no país

A safra do algodão 2017/2018 demonstra boas perspectivas. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a área plantada pode crescer em torno de 17% neste próximo ciclo, enquanto a produção pode ser de 1,8 milhão de toneladas, ante 1,6 milhão que o país espera alcançar na colheita em curso.

Embora otimistas, tanto acerca da safra em curso quanto da próxima, qualquer previsão de aumento dos produtores só se sustenta em um contexto de preços favoráveis. Hoje, o algodão que está sendo colhido é vendido, em média, a US$0,725 por libra-peso. Os contratos para 2017/2018 têm valor semelhante. Os custos de produção de algodão são muito altos. Por isso, se o preço não for remunerador, os produtores optam por migrar para soja e milho, culturas de menor custo por hectare e boa liquidez.

O aumento na área plantada de algodão, previsto para a próxima safra, é resultado, principalmente, da volta à normalidade climática, depois de alguns anos de seca em Estados de produção expressiva, como a Bahia.

produçao de algodao no brasil

Preços do algodão

Com a alta dos preços internacionais e as oscilações na taxa de câmbio, agentes se voltaram para as negociações de contratos para exportação, principalmente envolvendo o produto da safra 2017/18. O número de negócios captados pelo Cepea, no entanto, ainda tem sido baixo. No mercado brasileiro, apenas alguns lotes foram comercializados para entrega neste final de 2017 e ao longo de 2018. Já para entregas rápidas, boa parte dos vendedores segue retraída, mantendo baixa a liquidez. Algumas indústrias estão ativas no mercado, mas ofertando preços inferiores aos pedidos por cotonicultores e tradings. A disparidade de preços entre os agentes e a diferença de qualidade num mesmo lote de pluma limitaram os fechamentos. Assim, de 31 de outubro a 7 de novembro, o Indicador do algodão Cepea/Esalq, com pagamento em 8 dias, subiu apenas 0,27%.

Exportação do algodão

As exportações de algodão do Brasil na safra 2017/18 deverão crescer 24% ante a temporada passada, segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). A alta ocorre em meio a um cenário de maior demanda global e melhora na qualidade do produto ofertado pelo Brasil. O principal mercado é externo com grande parte do algodão brasileiro sendo exportada para Indonésia, Coreia do Sul, Malásia e China.

Os principais estados brasileiros produtores de algodão na atualidade são Mato Grosso do Sul, Bahia, Paraná, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Piauí.

A melhor explicação para o aumento na área de plantação do algodão no país, segundo o USDA, é a expectativa por melhores preços e da decisão de produtores de destinar áreas originalmente usadas para milho da segunda safra para a produção de algodão, devido aos melhores retornos.

Venda de algodão no mercado interno

As vendas de algodão no mercado interno estão mais atrativas que as exportações. É o que afirmam os
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) a venda de algodão no mercado interno está mais atrativa que a exportação. De acordo com o Cepea, isso vem ocorrendo mesmo com a alta dos preços internacionais e a redução dos estoques em nível global. Por essa razão, o mercado interno passou a atrair mais a atenção dos vendedores de algodão em detrimento de novos contratos de exportação de curto prazo.

Custos de produção de algodão no Brasil

A análise dos custos de produção do algodão indica que agrotóxicos e fertilizantes compõem juntos a maior parte dos custos operacionais(58%). Outros componentes importantes dos custos de produção são máquinas, beneficiamento, utilização de sementes e depreciação, decorrentes do uso intensivo de tecnologia aplicada na produção e de investimentos na melhoria da produtividade e qualidade do algodão.

Foi a partir do ano-safra 2015/16 que os resultados de rentabilidade para o produtor começaram a melhorarcom margens bruta e líquida positivas para o custeio.

 

Tecnologia de Agricultura de Precisão ao alcance do empresário do campo

Modernos equipamentos de tecnologia na agricultura de precisão podem determinar o que será lucro ou prejuízo  e despertam fascínio no agronegócio

A agricultura é, de fato, um negócio de riscos. Porém, nas últimas décadas, a atividade tem ganhado cada vez mais artifícios para minimizar e até anular possíveis prejuízos. Com o avanço de novas tecnologias de informática, de sistemas de posicionamento global (GPS), entre tantas outras, foi possível detectar e registrar divergências dentro de um mesmo espaço produtivo. Isto ocorreu nos anos 1990, quando pesquisadores dos Estados Unidos e da Europa denominaram o trabalho de “variabilidade espacial”.

Depois disso, sugiram diversas inovações tecnológicas, que se tornaram comerciais e cada vez mais acessíveis ao agricultor. Hoje, os modernos equipamentos eletrônicos disponíveis no mercado exercem fascínio aos olhos do homem do campo, até porque podem determinar o que será lucro ou prejuízo.

tecnologia agricultura de precisao

Agricultura de Precisão

O conceito da Agricultura de Precisão (AP) veio recheado de possibilidades que não condizem com a realidade, pois muitos ainda acreditam que, para ter acesso a ela, é necessário adquirir máquinas e equipamentos caros e sofisticados. Com o passar do tempo, especialistas do setor vêm provando que isto não é verdade.

Tecnologia de variabilidade espacial

As inovações trazidas pela Agricultura de Precisão auxiliam, e muito, o produtor e o técnico rural, mas, para adotá-la, é fundamental, antes de qualquer outra coisa, constatar a variabilidade espacial da terra. Avaliar o prejuízo do produtor, ao tratar a área de maneira uniforme, é o primeiro passo para estimar o valor que ele poderá investir em equipamentos para obter o retorno econômico desejado.

Para tanto, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem trabalhado com o conceito de que a Agricultura de Precisão é uma ferramenta gerencial, ou seja, auxilia na coleta de informações e interpretação dos resultados com foco na tomada de decisão sobre o manejo das culturas. Esta forma de gerenciar a lavoura leva em consideração a variabilidade espacial, com o objetivo de aumentar os lucros do agricultor e, ao mesmo tempo, reduzir os efeitos do manejo em campo, que possam prejudicar o meio ambiente.

A variabilidade espacial pode acontecer devido a vários fatores, como manchas de solo, áreas com diferentes disponibilidades de água ou nutrientes, camadas compactadas, reboleiras de plantas daninhas ou pragas, e ainda a baixa qualidade das operações agrícolas. Isso tudo reflete na produção e o mapa de produtividade serve para registrar tais variações. É por meio dos mapas que o produtor rural pode estudar e planejar a estratégia de investimento para cada região da sua propriedade, uma das principais ferramentas da agricultura de precisão.

Outro instrumento poderoso, que pode fornecer mais informações ao produtor, são os mapas de características do relevo e do solo, apontando a textura, teor de nutrientes e matéria orgânica, pH da terra.

O sensoriamento remoto também é importante na tecnologia da agricultura de precisão. É o caso do Crop Circle, que permite visualizar a cor da planta, possibilitando saber se está ou não estressada. A partir destas leituras, são elaborados mapas para identificar áreas com estresse, com deficiências nutricionais e incidências de danos de pragas e doenças, em diversos estágios vegetativos das culturas.

As ferramentas de direcionamento podem ser usadas em todas as operações, como preparo de solo, plantio e colheita, auxiliando na redução da compactação da terra, o que favorece uma perfeita sobreposição das passadas (feitas principalmente por máquinas). Assim, otimiza-se o aproveitamento da área e dos insumos. Esses mapas também servirão de registro das atividades, ano após ano, o que possibilitará ao produtor maior entendimento das potencialidades e limitações de sua lavoura. Os dados colhidos também podem servir para a rastreabilidade do seu produto.

Avanço da agricultura de precisão também traz dificuldades

Os avanços da agricultura de precisão são claros, mas poderiam ser mais amplos se a utilização da tecnologia de informação (TI), por parte dos agricultores brasileiros, não fosse ainda tão modesta. Hoje em dia, existem propriedades rurais com dificuldades em adotar quaisquer tipos de controles de informações por causa dos custos e receitas.

De modo geral, os grandes empreendimentos agropecuários, especialmente os produtores de grãos e de cana-de-açúcar, saíram na frente. Mas o trabalho realizado pela Embrapa tem mostrado que a Agricultura de Precisão é viável e possível de ser utilizada também em pequenas propriedades rurais.

Mesmo assim, é importante lembrar que, para utilizá-la, não basta comprar máquinas e equipamentos informatizados, até porque os investimentos devem ser realizados conforme a expectativa do retorno econômico. Ou seja, se não houver variabilidade suficiente no campo, não é necessário investir em máquinas para aplicação de insumos a taxas variadas.

Dependendo da propriedade, como no caso da fruticultura e horticultura, uma simples prancheta pode ser a ferramenta mais adequada para iniciar a organização de dados e registrar as informações no campo, desenhando mapas orientados por meio de linhas e plantas.

Técnicas da Agricultura de Precisão

Entre as tecnologias de agricultura de precisão mais usadas hoje, no Brasil e no mundo, estão os monitores de colheita de grãos, que geram mapas de produtividade e oferecem ferramentas de direcionamento (barras de luz e piloto automático) e a aplicação de insumos a taxas variadas (variable rate technology) por meio da semeadora/adubadora e adubadora/calcareadeira. Todas as ferramentas citadas são úteis para detectar, medir e controlar a variabilidade espacial.

Nos dias atuais, a tecnologia de mapeamento da produtividade está muito difundida para as culturas de grãos, em especial as de milho e soja. Isto porque as colhedoras já vêm equipadas com monitores de colheita, que possibilitam produzir seus mapas.

Com a adoção da agricultura de precisão, o produtor rural brasileiro vai reforçar o potencial produtivo brasileiro e continuar colaborando para que o País se fortaleça como uma das lideranças mundiais, especialmente no que diz respeito à segurança alimentar.

Terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo, Brasil segue como o maior vendedor de soja em 2018

País segue na frente do Canadá e está atrás apenas dos EUA e da União Europeia na venda de produtos agrícolas

Na última década, o Brasil ultrapassou a Austrália e a China na exportação de produtos agrícolas do mundo. Atrás apenas de potências como Estados Unidos e União Europeia, o país segue como o terceiro maior exportador agrícola e, em 2018, deverá ser o principal comerciante mundial de soja. Em 2016, o Brasil abriu mercado em 17 países a mais de 22 produtos agrícolas, com acordos comerciais firmados com os Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão e Vietnã.

Com negociações comerciais feitas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o destaque foi a conclusão de acordos para a exportação de carne bovina in natura para os EUA, carne bovina termicamente processada para o Japão e carne de aves e suína para o Vietnã. O comércio dos 22 produtos com os 17 países representou US$ 8,3 bilhões anuais e o Brasil se habilitou a disputar uma fatia do montante com os acordos.

Todas as negociações fazem parte dos esforços do Mapa para elevar a participação do País no comércio agrícola mundial de 6,9% para 10% em cinco anos, em um mercado que representa US$ 1,08 trilhão anualmente. Segundo o balanço do último ano, em 2016 as exportações agrícolas brasileiras somaram US$ 66,7 bilhões – 71,9% são correspondentes às exportações dos produtos de complexos como soja, carnes e sucroalcooleiro.

venda de produtos agrícolas

Principais produtos agrícolas do Brasil

Entre os principais produtos agropecuários do Brasil, destaque para a cana de açúcar, a laranja e o café, dos quais somos os maiores produtores mundiais; para o fumo, a carne bovina e a soja (nos encontramos na segunda posição internacional) e o milho, produto que coloca o Brasil como o terceiro em volume de produção anual.

O avanço da agricultura brasileira nos últimos anos provém de uma série de fatores, como recursos naturais abundantes, como solo, luz e água, diversidade de produtos e câmbio relativamente favorável, além do crescimento da demanda proveniente de países asiáticos e aumento da produtividade das lavouras. Essas vantagens competitivas alavancaram o Brasil à terceira posição como maior exportador do mundo, mesmo durante a crise, onde o País manteve sua liderança mundial na venda de açúcar, café e suco de laranja.

Principal produto da agricultura brasileira, a soja responde por mais de 9% de toda a balança comercial do País ocupa a maior parte das terras agricultáveis. O mercado estrangeiro recebe o montante mais considerável da nossa produção, o que rendeu a previsão do Brasil na posição de maior exportador de soja do mundo em 2018.

Por ocorrer no período de entressafra nos países do norte, a produção de soja no Brasil sai na frente no mercado mundial, onde a exportação acontece em volumes maiores para a alimentação dos rebanhos. Com a mecanização do campo e da expansão da fronteira agrícola, a produção de soja no País ganhou força em um processo marcado pelo avanço dos produtos sulistas diretamente para a região central brasileira.

Consequentemente, os líderes no ranking nacional de produtividade de soja são os estados da região Centro-Oeste, com o Mato Grosso destacado, bem como o Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Tocantins.

Carne bovina à brasileira: nossa produção agrícola no setor

Com mais de 200 milhões de cabeças de gado, ficando atrás apenas dos EUA, o Brasil possui o segundo maior rebanho bovino do mundo e é o país que mais exporta esse tipo de carne. Segundo o Ministério da Agricultura, apenas 16% da carne bovina brasileira segue para o mercado externo, já que a lucratividade do mercado interno nacional é alta.

exoprtação de gado

Até 2019, a previsão é que as exportações de carne brasileira responderão por 60% do comércio mundial do produto. Além da carne, o País também possui uma produtividade alta de leite voltada ao mercado interno. Com a ocupação de grandes áreas, a pecuária no Brasil segue extensiva por conta da disponibilidade de terras e das estratégias latifundiárias para a produtividade de suas propriedades. Entretanto, o País também vem aumentando sua atuação no setor da pecuária intensiva, diretamente ligadas a agroindústrias de leite e de corte.

Com um desenvolvimento do setor agrícola muito superior aos demais da economia do Brasil, o superávit do agronegócio brasileiro foi de quase US$ 900 bilhões entre 2000 e 2016, contrastando com déficits na grande parte dos outros setores. Tudo indica que, enquanto em outros segmentos o País ainda segue engatinhando, no mercado agrícola o desenvolvimento segue a todo vapor. Com máquinas agrícolas potentes e poderosas, que aumentam a produtividade nos campos do Brasil, o setor agrícola com maior rendimento operacional e conforto aos operadores, pronto para

Projeções mostram o árduo caminho para a recuperação da pecuária de corte

 

 

O Brasil possui o maior rebanho de gado bovino do mundo, com 214 milhões de cabeças. Somos também o maior exportador de carne bovina. Porém, apenas 20% da produção é encaminhado ao exterior. O restante é consumido pelo mercado interno. Levando em conta as análises de especialistas tanto as exportações quanto o consumo interno tendem a crescer nos próximos dois anos.

OTIMISMO

A ABIEC, associação que representa as empresas exportadoras de carne,  prevê este ano uma exportação de carne bovina em torno de 1,76 milhões de toneladas, 20% a mais que no ano passado, o que pode representar um recorde histórico. Até então o maior volume exportado foi em 2007, quando foram embarcadas 1,62 milhão de toneladas.

Uma das explicações para tal projeção é a demanda que virá da Ásia, especialmente da China e Japão. O real desvalorizado torna o nosso produto mais acessível.

Um novo mercado a ser explorado é o norte-americano e mexicano. Há expectativa de que o mercado de carne in natura dos Estados Unidos seja definitivamente aberto. O México por sua vez, pode reduzir os impostos para o a carne brasileira.

MERCADO INTERNO

É fato que a carne bovina vem registrando queda no consumo interno. Mas o motivo é o preço elevado. Carne de frango e suína são mais baratas do que carne vermelha, que é logo substituída em tempos de crise e desemprego. No entanto o mercado dá sinais de reação e caso ocorra a retomada da atividade econômica, haverá mais vagas de emprego e gente com maior poder de compra.

O ano de 2016 fechou com uma inflação em torno de 7%. Prognósticos macros econômicos começam a convergir para inflação em 6% para 2017 e 5,4% em 2018. Se as estimativas de crescimento do PIB e inflação para os próximos anos estiverem corretas, o salário mínimo em 2018 pode chegar a R$ 1.002,70 e, em 2019, R$ 1.067,40.

PÉS NO CHÃO

Segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) o agronegócio deve ter crescimento de 2% em 2017. Pela projeção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), no entanto, o segmento de carnes terá um ano difícil. Em 2016, custos altos da alimentação, inflação generalizada e arroba do boi estabilizada, trouxeram o desânimo ao mercado. Para 2017, uma coisa parece certa: a oferta de animais deverá ser maior, diferentemente de 2016, caracterizado pela baixa disponibilidade de bois para abate e carne sobrando.

Dispondo mais de gado, os frigoríficos procurarão conter o preço da arroba. A esperança é de um aumento no consumo interno, que caiu em 2016. Um refresco virá com a possível baixa no preço da comida para o gado, principalmente do milho, com as boas safras brasileira e dos EUA.

Analistas aconselham o produtor a gerir bem os custos de produção dando foco também no incremento da produtividade. O preço da arroba não deverá superar os R$ 150, cotação que praticamente pautou os anos de 2015 e 2016.

Ou seja, o momento é de fazer as contas na ponta do lápis e observar as perspectivas para 2017 com cautela.

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RAÇAS

Escolher as melhores raças de gado de corte e bons exemplares para formar o seu rebanho é essencial para aumentar a produtividade e os lucros do seu negócio.

GUZERÁ

Destaque em produtividade e qualidade da carne. Nos últimos anos, a guzerá foi a raça que mais cresceu em número de associados da ABCZ e foi o animal que mais evoluiu, principalmente na comercialização de touros a campo.

HEREFORD E BRAFORD

São referência em qualidade da carne e ganho de peso. O Braford veio pra possibilitar a melhor adaptação da espécie Hereford (que apresenta alto nível de produtividade) no clima tropical brasileiro. A precocidade do acabamento de carcaça e qualidade da carne é o carro chefe da raça.

SENEPOL

Adaptação, rusticidade e monta natural são destaques da raça. Tem alta capacidade de adaptação, rusticidade, docilidade na hora de manejar, alta libido (o que favorece a monta natural) e uma carne de alta qualidade.

BRAHMAN

Um dos principais pontos é a sua aptidão para o cruzamento industrial. Além de touro possuir uma grande capacidade de cobertura a campo. Quando cruzado com a vaca nelore, gera um desempenho muito interessante.

SIMENTAL

Alta produtividade, adaptação e qualidade de carne são atrativos da raça, que está no Brasil há mais de 110 anos. Estudos aprofundados foram feitos para melhoria do gado e da produtividade dessa raça, e os resultados têm dado muito certo para os produtores desse boi rústico.

LIMOUSIN

Precocidade de terminação e velocidade no ganho de peso são diferenciais da raça francesa, que chegou ao país há 165 anos. O primeiro boi da raça no país teria vindo direto da França, como um presente de Dom Pedro para um amigo.

BLONEL

Com peso acima da média, bezzeros da raça Blonel são destaque em qualidade de carne. Com berço na exigente tradição gourmet francesa, a raça sintética foi desenvolvida no município de Pedreira, no interior paulista, há exatos 22 anos.

ANGUS

O crescimento da raça angus vem sendo vertiginoso no Brasil. Em 2014, a raça bateu recorde na venda sêmen, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). Os Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, na região Centro-Oeste, são os maiores produtores de meio sangue do país.

BONSMARA

É destaque em qualidade de carne e se firma no mercado gourmet. No final de todo o trabalho árduo do criador, o que realmente importa é entregar uma carne de qualidade. Pensando nisso, muitos açougues premium em todo o Brasil se preocupam em comprar carne da raça Bonsmara.

NELORE

Nelore, a raça mãe do Brasil, é a alavanca comercial da pecuária nacional. A chegada do nelore no Brasil iniciou no século 19, quando há registro de boiadas vindas da Índia. Hoje, não dá para imaginar o Brasil Central sem esse animal.

CHAROLÊS E CANCHIM

Raças Charolês e Canchim são destaque na produção de carne no país.

DEVON

Rusticidade, docilidade, precocidade sexual e de acabamento de carcaça, fertilidade e grande capacidade de converter um pasto “pobre” em um produto diferenciado e lucrativo são algumas das qualidades da raça Devon.

SINDI

Adaptabilidade e alta conversão alimentar da raça Sindi, além da docilidade e adaptação às adversidades do clima e do terreno atraem casda vez mais pecuaristas.

CARACU

Raça Caracu alcança resultados positivos há mais de 400 anos no Brasil. Cruzado com taurinos ou zebuínos, o gado apresenta precocidade sexual e de acabamento, alta conversão alimentar e produz carne de alta qualidade. E graças a essas características, essa linhagem centenária continua sendo amplamente criada nos quatro cantos do país.

SANTA GERTRUDIS

Produção de carne de alta qualidade destaca bovinos da raça Santa Gertrudis. Além de se destacar pelas características de rusticidade, precocidade sexual e de acabamento, crescimento e habilidade maternal. Atualmente, mais de 50 países possuem a raça. África do Sul e Austrália são seus maiores produtores.

Mais informações sobre gado de corte em http://www.mfrural.com.br/produtos.aspx?categoria2=218&nmoca=animais-bovinos-de-corte

Motivado pela melhora da economia, índice de confiança do agro bate recorde

O Índice de Confiança do Agronegócio (ICAgro) do 3º trimestre deste ano bateu recorde ao alcançar 106,3 pontos, 4,2 pontos a mais em relação ao trimestre anterior. É a maior pontuação desde 2013, quando o índice foi divulgado pela primeira vez. O estudo desenvolvido pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e pela OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) confirma o otimismo do setor, motivado principalmente pela melhora da economia brasileira.

Os produtores e as empresas que compõem o agronegócio mantiveram-se na faixa de pontuação acima de 100 pontos, considerada otimista de acordo com a metodologia do estudo.

De todos os setores avaliados para a composição do IC AGRO, a pecuária é a que se mantém mais próxima da neutralidade. O indicador fechou em 100,7 pontos, apenas 0,9 ponto a mais do que no 2º trimestre do ano. Ainda assim, este é o melhor resultado desde o 3º trimestre de 2014. Uma das razões para a relativa estabilidade na variação do índice é a queda nos preços da carne e do leite nos últimos meses.

ANTES E DEPOIS DA PORTEIRA

O Índice de Confiança das Indústrias ligadas às atividades agropecuárias aumentou 3,8 pontos em relação ao 2º trimestre de 2016, chegando a 104,9 pontos. O indicador subiu 29 pontos desde o primeiro trimestre, quando chegou ao nível mais baixo já registrado.

O aumento na confiança foi maior entre os fornecedores de insumos (antes da porteira) do que entre as empresas de alimentos, situadas na parte final da cadeia (depois da porteira).

INSUMOS

Os ânimos mantiveram-se em alta para os fornecedores de insumos agropecuários. O Índice de Confiança dessas empresas fechou o 3º trimestre de 2016 em 108,4 pontos, 6,4 pontos acima do trimestre anterior. O principal impulso para o crescimento também veio da melhora na percepção sobre as condições da economia. Isso compensou uma piora na avaliação sobre as condições específicas do negócio, que pode ser explicada pela queda nos preços dos principais produtos agrícolas desde o pico observado no 2º trimestre do ano, prejudicando um pouco a relação de troca do produtor com os insumos. O desempenho dos setores de fertilizantes e defensivos agrícolas contribuíram para a melhora neste elo.

ALIMENTOS

O Índice de Confiança da Indústria Depois da Porteira fechou o 3º trimestre em 103,4 pontos, 2,8 pontos acima do trimestre anterior. O otimismo recai basicamente sobre as expectativas de que o mercado dê sinais mais claros de melhora no nível de emprego e de renda.

PRODUTOR AGROPECUÁRIO

Pela segunda vez desde que o Índice de Confiança do Agronegócio começou a ser medido, há três anos, o nível de confiança dos produtores agropecuários fechou acima de 100 pontos. O indicador fechou o 3º trimestre em 108,2 pontos, 4,7 pontos acima do trimestre anterior. Os produtores agrícolas ainda são os mais confiantes, muito embora os pecuaristas tenham superado a faixa dos 100 pontos, algo que não acontecia há dois anos.

PRODUTOR AGRÍCOLA

O Índice de Confiança do Produtor Agrícola cresceu pelo quinto trimestre consecutivo, chegando a 110,7 pontos. O crescimento é de 6 pontos em relação ao trimestre anterior e de 24 pontos em relação ao mesmo período de 2015. De maneira geral, o nível de confiança em aspectos como as condições da economia e a expectativa de produtividade, suplantou a perda de entusiasmo com os preços – as cotações dos principais produtos agrícolas, como soja e milho, vêm caindo desde que atingiram o pico deste ano, no 2º trimestre.

 

 

ENTENDA A METODOLOGIA

 

O Índice de Confiança do Agronegócio é resultado dos levantamentos sobre a expectativa nos três elos da cadeia: antes, dentro e depois da porteira da fazenda.

 

Painel A        

Insumos (fertilizantes, sementes e defensivos)

Indústria de Máquinas e Implementos

Fabricantes de Silos

Cooperativas

Revendas

Bancos

Índice de Confiança da Indústria

(ANTES da porteira)  Índice de Confiança do Produtor

 

Painel B

Produtores Agrícolas (culturas de soja, milho, trigo, arroz, cana, café, citrus, algodão)

Produtores Pecuários (corte e leite)

Índice de Confiança da Indústria

(DENTRO da porteira) Índice de Confiança da Indústria

 

Painel C

Indústria Processadora

Cooperativas

Trading

Índice de Confiança da Indústria

(DEPOIS da porteira)

 

ENTREVISTAS

Dentro da porteira da fazenda, foram realizadas 1500 entrevistas para a formação de um painel com 645 produtores agropecuários de diversas culturas, localizados em 16 estados brasileiros. Foi considerado na pesquisa o porte, a cultura e a região dos produtores.

 

Produtor Agrícola

 

UF                                          Pequeno          Médio                         Grande

 

PR, SC, RS, SP,

MG, ES, PE, AL                               < 100               101 a 500                    > 500

 

GO, MS                                             < 500              501 a 3.000     > 3.000

 

PA, MT, MA, PI,

TO, Oeste BA                                                < 1.000           1.001 a 5.000  >5.000

 

*Área em hectare

 

 

Pecuarista     

 

Produção                                            Pequeno          Médio                         Grande

 

Gado de Corte                                               < 500              500 a 3.500                 > 3.500

Gado de Leite                                                < 50                51 a 200                      > 200

 

*Número de cabeças

 

Com 95% de confiança, a amostra representa os produtores que respondem pela formação do Valor Bruto da Produção agropecuária brasileira (VBP). São consumidores de tecnologia e de serviços das indústrias, cooperativas e representam o dinamismo do setor.

 

Para calcular o resultado do elo Dentro da Porteira, o levantamento considerou um conjunto de variáveis, agrupadas da seguinte forma:

 

Condições do Negócio, com peso de 30% na composição do índice

Condições Gerais, com peso de 70%.

 

No caso do índice do produtor agropecuário, a composição da amostra por cultura é proporcional à sua participação na formação do Valor Bruto da Produção. Dessa forma, em ordem decrescente da quantidade de produtores entrevistados estão: soja, cana-de-açúcar, milho, café, algodão, arroz, laranja, trigo. Somam-se aos produtores agrícolas, os pecuaristas de corte e leite.

 

Porte

Grande 23.3 %

Médio 40.9 %

Pequeno 35.8 %

 

Qual a principal cultura?

Soja 28,1

Cana 19,1

Milho 14,6

Café 9,3

Algodão 5,9

 

Para o cálculo do resultado final do Índice, são atribuídos pesos distintos aos três elos pesquisados, de acordo com a participação de cada segmento na formação do PIB do agronegócio, seguindo a metodologia utilizada pelo CEPEA/USP

 

 

DETALHES DO ESTUDO

 

O Índice de Confiança do Agronegócio, o IC Agro, avalia a percepção das indústrias de insumos e transformação ligadas ao Agro, além das cooperativas e produtores, em relação à uma série de indicadores econômicos e de competitividade do setor.

 

Apurado trimestralmente pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mede, por meio de um conjunto de variáveis, a expectativa dos agentes do setor em relação ao seu negócio e ao ambiente econômico de forma geral. A pesquisa é feita com os três elos que compõem o segmento:

Antes da porteira da fazenda: indústria de fertilizantes, máquinas e implementos, sementes e defensivos, nutrição e saúde animal, cooperativas, revendas, bancos, entre outros.

Dentro da porteira: produtores agropecuários.

Depois da porteira da fazenda: indústria de alimentos, de energia, tradings, cooperativas, armazenadores e operadores logísticos.

 

PERFIL

Para dar robustez aos resultados, outros levantamentos são realizados em paralelo: o Perfil do Produtor Agropecuário, o Painel de Investimentos e a Sondagem de Mercado. Embora eles não entrem na composição do Índice de Confiança, essas sondagens ajudam a explicar o seu resultado. A partir da mesma amostra que compõe o Índice de Confiança, o Perfil do Produtor Agropecuário apresenta informações sobre sua escolaridade, sucessão, processo de tomada de decisão de compra, gestão do negócio, interação com a indústria e cooperativas, visão sobre o Governo, problemas enfrentados, entre outras informações.

 

INVESTIMENTOS

O Painel de Investimentos, medido anualmente, mostra a intenção de investimentos do produtor agropecuário brasileiro em Custeio, Máquinas e Implementos Agrícolas, Infraestrutura e Gestão de Pessoas e ajudam a entender o comportamento dos mercados de insumos.

 

NEGÓCIOS

A Sondagem de Mercado, com uma periodicidade trimestral, aborda os resultados de temas relevantes para o agronegócio brasileiro, como: período de aquisição de insumos, mix de financiamento, adoção de tecnologias, veículos de comercialização, entre outros.

Região de Marília está no TOP 5 da pecuária paulista

 

Região de Marília está no TOP 5 da pecuária paulista

Marília figura entre os principais municípios no ranking da pecuária paulista. Além de ser a terceira cidade com o maior rebanho entre 606 das 645 cidades analisadas no Estado, ocupa o quarto lugar entre as 15 regiões administrativas de São Paulo.

10% DO ESTADO

Ao todo, os 51 municípios agregados na região administrativa de Marília, detém 1.054.776 cabeças de gado, o que representa 10% do montante dos 10 milhões de bovinos paulistas. Os dados são referentes ao ano de 2015 e foram extraídos do relatório desenvolvido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados).

SÓ MARÍLIA

Com 112,4 mil cabeças de gado, Marília é a terceira cidade com o maior rebanho bovino dentro do Estado de São Paulo. Dados mostram queda de 21,25% em relação a 2014, quando a cidade ocupava a primeira colocação com 135,5 mil cabeças. Em primeiro lugar no ranking, aparece o município de Rancharia (SP), com 135 mil cabeças de gado. Mirante do Paranapanema vem em segundo lugar, com 129,6 mil bovinos.

2.650 PECUARISTAS

Na região de governo de Marília – área dentro da região administrativa com menor número de cidades – composta por 14 municípios (Álvaro de Carvalho, Alvinlândia, Echaporã, Fernão, Gália, Garça, Júlio Mesquita, Lupércio, Marília, Ocauçu, Oriente, Oscar Bressane, Pompéia e Vera Cruz) são aproximadamente 410 mil cabeças de gado divididas entre 2.650 pecuaristas, sendo 730 só de Marília. A região agrega quase 5% do rebanho paulista.

DISTRITOS

Já, apenas o rebanho mariliense representa mais de 1% do estadual e 0,05% do nacional estimado em 209 milhões de cabeças. A maioria do rebanho de Marília está concentrada nos distritos. A maior propriedade está localizada no distrito de Rosália. As propriedades com o maior número de rebanho, na regional, possuem em média 1.500 cabeças.

PIB

O valor gerado pela atividade na região de Marília representa 8% do total de R$ 1,5 bilhão do PIB paulista. Um dos principais setores do agronegócio é responsável pela movimentação de R$ 120 milhões por ano, segundo dados do Escritório de Defesa Agropecuária de Marília.

ENGORDA E ABATE

A maioria do rebanho se constitui do gado de corte, mas Marília também produz leite que representa 5%.  A maior parte da produção de gado na região não se caracteriza pela engorda e abate, mas pela criação e venda de bovinos, especialmente bezerros. Os animais são vendidos principalmente para as cidades de São José do Rio Preto, Araçatuba e Presidente Prudente. Já o principal destino do boi gordo são frigoríficos de Lupércio, Lençóis Paulista, Bauru, Lins e Araçatuba.

APTIDÃO

Marília está à frente de regiões economicamente importantes no Estado, como Campinas, Sorocaba, Bauru, São José dos Campos, Ribeirão Preto, entre outras. São Paulo é organizado em 15 regiões administrativas, divididas pelo Governo do Estado, baseadas nas cidades com melhores índices sócio-econômicos. Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília, Campinas, Sorocaba, Bauru, São José dos Campos, Itapeva, Franca, Ribeirão Preto, Barretos, Registro, Santos, além da região Central, englobam dezenas de cidades em suas áreas de abrangência.

Quantidade estimada do rebanho dentro do Estado de São Paulo

Região Administrativa                       Cabeças de gado                    Total de Municípios

PRUDENTE                                      1.960.306                               53

RIO PRETO                                      1.552.331                               96

ARAÇATUBA                                 1.142.203                               43

MARILIA                                         1.054.776                               51

CAMPINAS                                      1.008.791                               90

SOROCABA                                     782.585                                  47

BAURU                                            782.460                                  39

S.J.CAMPOS                                     653.949                                  39

ITAPEVA                                          616.714                                  32

FRANCA                                          250.434                                  23

CENTRAL                                        211.844                                  26

RIBEIRÃO                                       166.673                                  25

BARRETOS                                      147.732                                  19

REGISTRO                                       95.989                                    14

SANTOS                                           1.293                                      09

TOTAL                                              10.428.053                             606

 

CONSUMO

Levando em conta que o brasileiro come uma média de 40 quilos de carne por ano, em Marília são consumidos 8,8 milhões de quilos em 12 meses.

SÃO PAULO

Em nível nacional, São Paulo também se destaca na pecuária. É o 9º Estado com o maior rebanho do Brasil, atrás somente de renomados criatórios, entre eles o Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul. Apesar disso, o Estado ocupa a segunda colocação em capacidade de abate. Dados do Perfil da Pecuária Brasileira 2016 elaborado pela Abeic (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) revelam que frigoríficos são capazes de abater 24.308 cabeças de gado por dia. Mato Grosso lidera o quesito com 35.466 abates/dia.

Quantidade estimada do rebanho por Estado

Estado                        Milhões de Cabeças

MT                              28,4

MG                             23,5

GO                             21,6

MS                              20,9

PA                              18,6

RS                              13,8

RO                              12,7

BA                              10,2

SP                               10

PR                              9,1

TO                              8,1

MA                             7,5

SC                              4,4

AC                              2,7

CE                              2,5

OUTROS                   14,3

BRASIL                     209,1

VEJA MAIS CURIOSIDADES:

Brasileiro come 40 Kg de carne por ano;

país tem um boi por habitante

Cada brasileiro consumiu 39,2 kg de carne bovina em 2015. No consumo per capta, o Brasil perde para a Argentina, onde cada habitante consome em média 62,7 kg da carne anualmente, e para o Uruguai, com índice de 54,6 kg/hab/ano.

O Brasil possui uma população de 200 milhões de habitantes e um rebanho bovino de 209,1 milhões de cabeças – o maior do mundo –  o que equivale 14% do rebanho mundial, segundo os dados apresentados pela pesquisa da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne). O País ultrapassou a Índia, que até 2014 liderava as estatísticas. A vice-líder conta com 187,3 milhões de cabeças bovinas.

País lidera exportações

O Brasil exportou 1.882 mil toneladas em 2015, o que representa 19,68% do total da produção do ano, que foi de 9.561,1 mil toneladas. A cada ano, a pecuária brasileira ganha mais espaço e força tanto no mercado nacional como no exterior, segundo números do Relatório Anual 2016 sobre o Perfil da Pecuária no Brasil, divulgado pela Abiec.

Pecuária: 30% do PIB do Agronegócio

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil chegou a R$ 5,9 trilhões em 2015, registrando queda de 3,85% sobre o resultado anterior. O PIB do agronegócio alcançou R$ 1,26 trilhão, representando 21% do PIB total brasileiro. Já o PIB da pecuária chegou a R$ 400,7 bilhões, 30% do agronegócio brasileiro.

Agro faz saldo da balança positivo

Em 2015, o saldo da balança comercial brasileira foi de US$19,69 bilhões. As exportações do agronegócio, que atingiram US$ 88,22 bilhões, contribuíram para o saldo positivo do setor, que por sua vez foi fundamental para o saldo positivo da balança comercial brasileira.

Carne é 3% de toda exportação de 2015

Já as exportações de carne bovina geraram receita de US$ 5,9 bilhões em 2015, representando recuo de 17% frente ao ano anterior, em função de problemas de ordem conjuntural em alguns dos principais mercados compradores da carne brasileira. Mesmo assim, as exportações de carne bovina representaram, em receita, 3% de tudo o que o Brasil exportou em 2015.

Maior importador está na Ásia

Hong Kong importou 347,7 mil toneladas da proteína verde e amarela. O número representa 41% do total dos embarques da carne brasileira para o exterior. De acordo com o levantamento, 1.882 mil toneladas de carne bovina brasileira foram importadas no ano em questão. O Brasil representou 17,3% da importação mundial do ano.

Fontes: IBGE, ABIEC, SEADE

Mercado de vendas de tratores e máquinas na Internet está aquecido.

Em momentos de crise, negócios esfriam, investimentos diminuem, a cautela em negociar aumenta, mas, em contrapartida, novos negócios surgem, empresas se fortalecem e alguns segmentos de mercado acabam crescendo além do esperado. É o caso do mercado de vendas de tratores e máquinas usadas na Internet que aumentou muito nos últimos meses.


Sócios-proprietários do MF Rural – Da esq. para dir. Rafael Lucas, Rogério Lucas e Renato Lucas.

É o que garante os donos do site MF Rural (www.mfrural.com.br), maior site do Brasil em classificados de tratores, máquinas e implementos rurais como também, fazendas, gado, alimentos, grãos, fertilizantes, mudas, sementes e outros. O site atua em todos os ramos do Agronegócio e tem observado um grande aumento no número de tratores e máquinas vendidas pelo site.

“Observamos um aumento de pelo menos 35% nas vendas de tratores e máquinas usadas.”

“Temos um sistema automático que pergunta ao anunciante se o produto excluído foi ou não vendido pelo site, e recentemente o número de declarações positivas para tratores e máquinas usadas aumentou em pelo menos 35%” afirma Rafael Lucas, sócio-proprietário do site MF Rural.

“O valor para anunciar um trator é de apenas R$ 150,00 e a máquina fica anunciada até vender.”

Sobre os efeitos da Crise no setor agropecuário, Rafael afirma que muitos clientes sentiram sim, mas que houve também uma grande movimentação das pessoas a fim de anunciarem produtos e destacar no site pra que vendessem mais rápido, o que acabou fazendo com que a procura pelo nosso negócio fosse grande.

Aos interessados em anunciar tratores e máquinas no site, Rafael assegura que não há cobrança de comissão de venda, “O valor para anunciar um trator é de apenas R$ 150,00 e a máquina fica anunciada até vender.. Esse custo é bem baixo se comparado à comissão de 5% geralmente cobrada no mercado”. Rafael ainda lembra que muitas revendas e concessionárias anunciam todo seu estoque no site e neste caso é negociado um valor mensal para que estejam sempre retirando e colocando novas máquinas e tratores.

Para quem precisa comprar tratores agrícolas e máquinas usadas, vale a pena dar uma conferida no site MF Rural. O site possui hoje mais de 11 mil produtos deste ramo anunciados, sendo 1.500 tratores agrícolas, 1.400 máquinas pesadas, 3.400 implementos e mais de 5 mil máquinas e equipamentos diversos. Veja a relação nos links abaixo:

Tratores Agrícolas
Máquinas Pesadas
Implementos
Máquinas e Equipamentos

Tratores Usados
Sessão de Tratores Agrícolas no site MF Rural.