Sônia Bonato, pecuarista e gestora, nos conta a sua trajetória como Agromulher

Por Gabriella Bertoni

 

Nome:  R- Sônia Aparecida da Silva Bonato

Idade: R-  61

Profissão: R- Agropecuarista

 

 

Como você entrou no agronegócio?

R- Nasci e criei em fazenda, e nunca me desliguei, e me casei com produtor rural. Temos uma filha Cassiana, 27 anos, mora em outra cidade. Moramos em nossa propriedade, entrei no agronegócio procurando conhecimentos para melhorar a propriedade e gerar lucros. Fiz vários cursos, participei de muuuiitas palestras. Quando era criança lembro do meu pai todos mantimentos para consumo, (e ainda meu pai vendia a sobra) eram produzidos na fazenda, me lembro principalmente do gergelin, que hoje é raro, minha mãe fazia óleo para consumo…imagina hoje como seria?

 

Hoje em dia, ocupa qual cargo?

R- Administradora e gestora da fazenda de nossa propriedade.

 

Como é seu dia a dia trabalhando no campo?

R- Moramos em nossa propriedade Fazenda Palmeiras então…meu dia começa as cinco hs da manhã…após o café, faço almoço, e vou caminhar na fazenda as vezes meu marido Nilton está mais folgado e vai comigo, levo minha máquina fotográfica e meu celular, pois temos orgulho do nosso trabalho, registro tudo mesmo.

Voltando em casa, falo com minha filha e vamos aos papéis, bancos, eu que faço custeio agrícola e financiamento de investimentos, cotação de insumos, datas de vacinas,ITR, IR…etc,  contas, livro caixa e uma lida nos projetos, fazemos projetos anuais, e vamos lendo para ver se tem que alterar pra mais ou para menos, dependendo da situação do momento. Sempre ajudo, com outros a fazeres que fazem parte do trabalho com máquinas, levar óleo diesel, mecânico, comprar peças, etc. Participo da vida social do município, como ações beneficentes e uns passeios para cuidar da vida pessoal.

Sentiu alguma dificuldade por ser mulher?

R- Nenhuma, não ligo para opiniões de pessoas que não querem acrescentar, mas te diminuir, quando preciso de opinião e ajuda, procuro um profissional da área, agrônomo, médico, bispo, advogado, técnicas em vários setores, se formaram para tornar nossas vidas mais tranquilas.

 

O que você fez/faz toda vez que sofria/sofre algum tipo de preconceito por ser mulher?

R- Nada, respondo com competência.

 

Quais melhorias você trouxe para seu negócio desde que assumiu seu cargo?

R- Muitas. Máquinas adequadas para nosso trabalho, conforto e melhor alimentação para nossos animais, fazenda bem cuidada (cercas, nascentes, e visual do local), maiores lucros e com isso vida pessoal confortável e com mais férias.

 

Quais conselhos você dá para as mulheres que desejam encarar esse desafio, mas sofrem com preconceito e outras dificuldades?

R- INFORMAÇÃO É ESSENCIAL, TRÊS Fs: FÉ NA VIDA- FOCO NO OBJETIVO E FORÇA NOS BONS PENSAMENTOS. PLANEJAMENTO E PROJETOS É OBRIGATÓRIO,

UM PROJETO PESSOAL, E DAR PRIORIDADE, POIS SE SUA VIDA PESSOAL VAI BEM A CHANCE DA PROFISSIONAL SER ÓTIMA É MAIOR.

 

Mais algo a acrescentar?

Busquem conhecimentos, participem de tudo que é de seu interesse, palestras, leiam tudo que for de boa fonte, procure sempre um profissional de sua área para buscar orientação, e CUIDEM DA VIDA PESSOAL…TUDO VAI BEM QUANDO VOCÊ ESTÁ BEM!!!!

 

 

Texto: Gabriella Bertoni

Apuração: Ana Paula de Araujo

Confira a matéria original no link: https://financasfemininas.com.br/uma-a-cada-tres-propriedades-rurais-e-gerida-por-mulheres/

 

AgroMulher

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