O que esperar do agronegócio em 2018? Perspectivas e tendências do setor

Em 2018, o agronegócio poderá ser influenciado pela produção de soja para o biocombustível

Todo começo de ano chega trazendo expectativas para os mais diversos segmentos. Com o agronegócio, não é diferente: quais serão os fatores que devem afetar a vida dos produtores rurais em 2018? A agenda brasileira será ainda mais cheia em um ano que contará com eleições presidenciais, Copa do Mundo e o setor político ainda mais movimentado.

Com as tentativas de aprovação da Reforma da Previdência, o mercado rural deverá notar uma cautela ainda maior por parte dos investidores, principalmente com a renovação política e as surpresas que os candidatos poderão apresentar durante as eleições. No setor econômico, o crescimento do agronegócio tem movimentado o mercado e atraído investidores, com perspectivas positivas para 2018.

Assim como a brasileira, a economia mundial segue com boas expectativas. A troca de presidentes do Federal Reserve (FED), banco central americano, terá Jerome Powell em destaque no lugar de Janet Yellen, cujo mandato termina em fevereiro de 2018. A chegada de Powell promete beneficiar o agronegócio, já que ele é visto como um centrista que deverá manter os estímulos para agitar a economia dos Estados Unidos, com mais abertura à agenda de desregulação de Donald Trump.

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Soja, grãos e infraestrutura: perspectivas agro para 2018

As oscilações no valor total bruto das produções de grãos deverão se manter entre R$ 530 e 550 bilhões. Depois de uma recuperação em 8%, após uma queda de 25% em 2017, as cotações das commodities agrícolas deverão permanecer estáveis mesmo com a altas produções nos Estados Unidos. O Brasil e a Argentina devem seguir em alta em 2018.

Já a soja será afetada pela aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do aumento das misturas de biodiesel ao diesel de petróleo em 10%. A medida, que entrará em vigor a partir de março de 2018, traz a expectativa de um aumento de produção de biodiesel que irá saltar dos atuais 4,2 bilhões de litros para 5,3 bilhões. Por conta disso, a soja destinada para a produção de biocombustível deverá aumentar no Brasil.

Consequentemente, o esmagamento da soja também irá crescer. O aumento deverá contribuir para um balanço de oferta e demanda acelerada do grão, que será sentido nos preços da soja. Se o destino da soja segue previsto, o mesmo não pode ser dito da infraestrutura do agronegócio: em ano eleitoral, fica difícil saber o que irá se concretizar e o que não passará da promessa. A economia brasileira comandada por Henrique Meirelles afasta o investimento público e pode favorecer as atividades rentistas no lugar das produtivas.

As inovações tecnológicas para o mercado agrícola em 2018 deverão ajudar na redução das aplicações de agroquímicos, diminuindo a dependência de energia derivada de combustíveis fósseis. No cenário mundial, a utilização de resíduos orgânicos, ambientalmente adequados e de baixo custo deverão seguir em alta neste ano.

Outro ponto que merece a atenção redobrada dos produtores rurais em 2018 serão as condições climáticas, já que a incerteza com a formação ou não de mais um La Niña e seus possíveis efeitos deverá movimentar o mercado. Essa incerteza irá agitar o setor agrícola até a consolidação das primeiras safras do ano, e o mesmo deverá ocorrer com a Argentina.

Venda de máquinas agrícolas em 2018: expectativas altas

Após fechar 2017 com uma comercialização no mercado interno que atingiu 44,3 mil unidades, as vendas de máquinas agrícolas seguem com boas perspectivas no ano que acabou de começar. As exportações também fecharam 2017 em alta: foram US$ 3,017 bilhões, com um avanço de 69,7% em comparação com 2016.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias chegou a 54,9 mil unidades no ano passado, com um aumento de 1,8% ante o desempenho anterior. As exportações de máquinas agrícolas também cresceram, totalizando 14 mil unidades, com alta de 46,9%.

Só em dezembro, 1,3 mil máquinas foram exportadas, com uma expansão de 39,1% em relação ao mesmo mês do penúltimo ano. A expectativa para os próximos meses, de acordo com a Anfavea, é que o setor cresça 10% na produção de máquinas, com alta de 43,7% nas vendas internas e crescimento de 34,5% nas exportações. Vem coisa boa em 2018!

Soja é destaque na colheita do Tocantins

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O estado do Tocantins estima que sua produção total de grãos para a safra atual será de 3,8 milhões de toneladas, proporcionada pelas culturas de  arroz, milho e soja, sendo a soja o principal item  desse crescimento com montante estimado em 2,2 milhões de toneladas.

Grande tem sido o empenho dos organismos locais em promover o aumento e qualidade da produção de soja no Tocantins, seja pelo mapeamento dos vários tipos de solos, incentivos á  utilização  de tecnologias modernas e aproveitamento de áreas com pastagens degradas, que ultrapassam os 5 milhões de hectares.

Com técnicas simples e eficazes, o Estado busca melhorar cada vez mais sua produção, incentivando e oferecendo aos agricultores os meios necessários para tanto.

Por caracterizar-se por uma diversidade de solo em área relativamente pequena, a cultura de soja no Tocantins é uma das que mais utilizam sistemas de “agricultura de precisão”.

A implantação de meios de escoamento da produção agrícola do Tocantins tem chamado a atenção de empreendedores e novos produtores quanto ao aproveitamento e utilização de hidrovias e ferrovias sendo disponibilizadas na região.

 


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Aquicultura avança e promete lucros ao produtor

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Tal e qual a crescimento da agricultura e pecuária nacionais através da ampliação de áreas de produção, melhoramento genético de plantas e animais, e implantação de técnicas de manejo, se observa na aquicultura uma autêntica revolução em termos de produtividade, quantidade e qualidade de produtos obtidos.

De norte a sul, no mar, rios e lagos brasileiros percebe-se o crescimento da aquicultura, tanto pela necessidade de aumento na produção de peixes, quanto por ser a aquicultura uma alternativa a mais de renda.

A vastidão de nosso mar, a extensão de nossos rios e represas, bem como a construção de pequenos lagos e tanques na áreas rurais permitem que sejam criados e desenvolvidos os mais diversos tipos e espécies de peixes, moluscos e crustáceos.

A  extensão territorial do Brasil e diferenças climáticas de cada região, faz com que a aquicultura brasileira seja bem diversificada, de forma  a atender as características de cada espécie e as necessidades regionais das populações.

Na região norte o tambaqui e o pirarucu respondem pela maior parte da criação; no nordeste a tilápia e o camarão são o carro chefe da aquilicultura local. Já no sudeste, centro-oeste e sul o foco está na produção de trutas, moluscos bivalentes, surubim, pacu, pintado e carpas.


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Por que o gado Nelore é a raça mais difundida e lucrativa do Brasil

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As principais características que tornaram o gado nelore a raça mais difundida e lucrativa no Brasil de hoje são sua rusticidade e adaptabilidade na maioria das regiões brasileiras.

Desde sua chegada ao Brasil na segunda metade do século XIX, o gado nelore se espalhou por nosso território, sendo o principal agente pelo desbravamento e ampliação das fronteiras agrícolas e pecuárias, e do povoamento do centro-oeste e norte do país.

Sempre criado e desenvolvido no sistema intensivo de pastagens, o rebanho nelore vem se ampliando cada vez mais, dado que é menos suscetível a doenças,  principalmente aquelas promovidas pelos ecto-parasitas,

O aprimoramento e desenvolvimento de novas técnicas de reprodução, bem como o acelerado melhoramento genético da raça, em muito contribuíram para a elevação do tamanho do rebanho nelore, hoje estimado em mais de 80% do rebanho bovino total. O Brasil é hoje o principal produtor mundial desta raça.

O gado nelore é também, sem dúvida, o responsável pela colocação do Brasil como um dos principais exportadores de carne no ranking mundial.


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Vantagens na criação da galinha de angola

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Incluir a criação de galinha de angola em sua propriedade propicia vantagens, pois  é uma atividade prática, de fácil manejo e que pode agregar valores em sua atividade.

Rústicas e adaptáveis a todos ambientes e regiões, a galinha de angola apresenta também o aspecto de “ornamentação” nos locais onde são criadas.

Podem ser criadas em instalações fechadas, nada diferentes dos galinheiros habituais, com bebedouros, cochos para alimentação, poleiros e ninhos. Todavia, uma das características típicas da galinha de angola é ser conhecida como “andarilhas”.

Sob este aspecto, circulam o dia todo pela propriedade em busca de alimentos e água. Simultaneamente durante sua rotina de andarilha, se alimenta de gramíneas e insetos daninhos. Quando em pastagens com bovinos, a galinha de angola é um importante predador de parasitas externos dos animais, tais como carrapatos e sarnas.

A carne da galinha de angola é semelhante à da galinha caipira e do faisão, cujo hábito de consumo vem sendo cada vez mais difundido.

Os ovos de angola em nada diferem das qualidades nutricionais dos ovos de galinha.

Quanto à saúde das angolas, necessitam obrigatoriamente ser protegidas contra a Newcastle e Bouba Aviária.


 

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Vermifugação: saiba o porquê pode não estar funcionando

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A boa produtividade dos rebanhos bovinos de corte e de leite está diretamente ligada à saúde dos animais. A saúde plena dos animais depende, além da alimentação adequada, de cuidados especiais como vacinação (controle de doenças) e vermifugação (controle de parasitas).

Vermífugos para bovinos exige manejo correto na aplicação, cuidados com a dosagem, calendário específico, princípios ativos eficientes e equipamentos próprios.

Moxidectina, irvemectina, levamisol e albendazol estão entre os princípios ativos utilizados nos vermífugos da atualidade.

Hoje em dia é muito comum verificar que os parasitas apresentam resistência à eficiência de alguns vermífugos. Vários fatores influem na eficiência dos vermífugos. Dentre eles pode-se incluir a subdosagem do produto, intervalo correto entre aplicações, aplicações simultâneas com outras vacinas, equipamentos inadequados, etc.

Todo cuidado e zêlo devem ser tomados quanto à aplicação de vermífugos. Embora os custos dos vermífugos representem menos de 1% na produção dos bovinos, sua ausência ou uso inadequado pode representar até 20% de perda na sua produtividade.


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Gado de leite: nutrição balanceada aumenta a produtividade

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Formas de aumentar a produtividade e melhorar a qualidade do leite são algumas dúvidas do produtor, e uma das respostas está na alimentação do seu rebanho de gado de leite.

O gado leiteiro exige atenção especial quanto a alimentação, diferentemente do gado de corte, pois que dela dependem a qualidade e produtividade de leite.

Por representar grande parte dos custos na produção de leite, a alimentação do gado leiteiro deve ser cuidadosamente planejada, independentemente seja o gado manejado em regime confinado ou apasto.

Balanceamento de rações ou manejo de pastagens executados técnica e eficientemente, baixam custos, agregam valor ao leite e melhoram a competitividade do produtor.


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Saiba como cultivar café e entre para o agronegócio

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Introduzido no Brasil nos primórdios do Século XVIII, o café é a cultura perene mais desenvolvida da agricultura brasileira, sendo por vários anos nosso mais importante produto de exportação, e que fez do Brasil seu maior produtor mundial.

Nestes 3 séculos de cultivo de café, muita evolução houve quanto ao plantio, cultivo, manejo e modalidades de comercialização, sempre indo ao encontro do aumento de produtividade por área plantada, racionalização da mão de obra, redução de custos e expressividade de ganhos.

Seja qual for a dimensão da área disponível para cultivo de café, a necessidade de aprimoramento e conhecimento técnico são imprescindíveis para a atividade. Fatores como região, topografia, qualidade de solo, média de temperaturas e pluviosidade, são de extrema importância na produção de café, que deve cada vez menos depender de mão de obra braçal.

Variedades de sementes e mudas, técnicas modernas de manejo, constantes inovações tecnológicas em equipamentos e conhecimento de mercado ainda mantém o Brasil como maior produtor mundial de café.

 


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Os 3 passos para o cultivo de orgânicos

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Saudável e sustentável, a cultura de alimentos orgânicos ganha cada vez mais preferência e espaço no mercado consumidor e consequentemente cresce sua produção nas áreas rurais.

Com crescimento anual  em torno de 30%, essa atividade tem se mostrado uma alternativa prática e mais rentável para pequenos e médios produtores.

Para a produção e comercialização de “alimentos orgânicos”, sejam eles de origem vegetal ou animal, o produtor deve atender  normas específicas para este fim, dentre as quais enumeramos alguns requisitos básicos:

– Não utilização de produtos químicos , principalmente os sintéticos, na adubação de plantas, controle de pragas e alimentação de animais. Tudo deve ser feito à base de produtos orgânicos,  tais como farelos de grãos e vegetais. Especificamente quanto a adubos, utilizar uma mistura fermentada de farelos de grãos e terra, denominada “bokashi”.

– Uso responsável dos recursos naturais: controle racional do uso do solo com boas práticas de rotação de culturas, manutenção das fontes de água com preservação e manutenção de leitos e nascentes, e a reutilização de palhas, estercos e outros resíduos formam o conjunto que mantem naturalmente as condições da produção de produtos orgânicos.

– Obtenção da certificação de “produtos orgânicos” se faz necessária para a livre comercialização destes produtos. Esta certificação é obtida por auditoria realizada e acompanhada pela Coordenação de Agroecologia da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, do Ministério da Agricultura.


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A importância da roçadeira na manutenção do pastagem

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A saúde do gado, seja o de corte quanto o leiteiro, é um fator de grande relevância para o produtor rural.
Para atingir esse objetivo é necessário cuidar das pastagens das quais esse gado se alimenta.

Plantas indesejadas (ou daninhas), além de competir por nutrientes do solo, podem intoxicar os animais e levá-los a óbito, afetando a sua produção.

Queimadas e pesticidas são maneira de evitar o desenvolvimento dessa plantas, mas essas práticas são agressões ao solo, o que não é viável.

Uma maneira segura de controlar as daninhas é através da poda e o melhor equipamento para essa tarefa é a roçadeira.

A roçadeira é um equipamento agrícola simples e de fácil manuseio, porém é preciso escolher o modelo que se adéqua melhor à sua necessidade.

Existem modelos de roçadeiras a bateria, elétricas e a combustão – essa é mais indicada para trabalhos nos setores da agropecuária no Brasil e no manejo sustentável.

A roçadeira a combustão utiliza gasolina e é indicada na realização de atividades em ambientes externos e de extensão considerável, já que possui maior potência se comparada às outras.


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