A HISTÓRIA DO PORTAL AGROMULHER PELA ENGENHEIRA AGRÔNOMA VANESSA SABIONI

Olá! Sou Engenheira Agrônoma e venho hoje relatar uma parte da minha vida que representa minhas passagens pelo universo agro e como cheguei até aqui como fundadora do Portal AgroMulher.

Não é fácil escrever sobre mim mesma e sobre as situações ruins pelas quais eu passei. Acredito que isso acontece para muitas pessoas. A falta de autoconhecimento nos deixa ansiosos e com baixa autoestima, e pensando em reverter esta situação decidi criar um “espaço” onde pudesse ser eu mesma, onde pudesse pensar e sentir, conviver com pessoas com mesmo propósito que o meu: transformar a vida das pessoas.

Eu? Ansiosa, impulsiva, brava, séria, crítica, orgulhosa, sistemática, impaciente, mas também extrovertida, inteligente, feliz, criativa, sensível, amorosa, carinhosa e com uma enorme vontade de aprender, crescer e ajudar as pessoas. Ajudar no sentido de apoiar, fortalecer, unir e sentir a real necessidade das pessoas, com seus anseios pessoais e profissionais.

Em minhas experiências no mercado do agronegócio meus pontos fracos prevaleciam, mesmo já tendo feito dois anos de análise. Hoje percebo que isso acontecia porque eu me conhecia muito pouco e, quando a gente não sabe quem é, como vamos nos aceitar? Conhecer e aceitar os nossos pontos fracos nos ajuda a lidar com eles e a comparar situações que nos fizeram expor tais pontos. Isso nos ajuda a dar a melhor direção para as próximas ações.

Na minha primeira oportunidade no agronegócio, no ano de 2016, iniciei como assistente técnica numa empresa de agroquímicos, atuando na relação de venda com clientes, venda e marketing de produtos, e campos demonstrativos. Também tive contato com o preconceito, o assédio e a competição. Foi uma das fases mais difíceis da minha vida, mas passar por ela me fez uma pessoa mais consciente dos meus próprios limites e potencial, e ainda pude fazer muitas amizades, adquirindo conhecimentos técnicos e visão mais abrange sobre os mercados do agro.

Na segunda oportunidade em 2017, atuei no marketing para o desenvolvimento de mercado de adubos especiais, atendendo cooperativas de café. Nesta oportunidade me vi perdida. Tudo que havia aprendido lá atrás tinha virado poeira e a minha vida estava péssima. Tinha um gestor insensível, negativamente competitivo e que fazia microgerenciamento comigo. Ele não percebeu o excelente trabalho que eu fazia, conquistando a amizade dos gerentes das cooperativas e das pessoas que trabalhavam nelas. Ele fazia várias visitas técnicas nas fazendas nas quais eu vendia, montava campos demonstrativos e os clientes falavam muito bem de mim, dos produtos e dos resultados efetivos.

Meu chão se abriu. Quem sou? Onde estou? Para que eu sirvo? Por que eu estou aqui? O que eu faço agora? Como as outras mulheres que passam por isso lidam com essa situação? Eu realmente não sabia. Minha certeza era a vontade de ajudar as mulheres que estavam neste segmento. Mas como?

Sempre gostei de estar na mídia e nas redes sociais. Sempre gostei de mostrar a minha carinha. Aliei esta vontade ao amor pelo networking no agronegócio. Meu dia a dia sempre foi conversar com profissionais do agro: gerentes, diretores, lideres… Sempre achei que eles eram os caras mais “tops”.  E são, pode ter certeza. Queria ter contato com os produtores e saber o que pensavam. Logo, idealizei uma marca, o AGROMULHER. Um amigo me indicou uma plataforma para eu desenvolver o site e eu expliquei para ele que eu queria um em que eu pudesse divulgar informações sobre mulheres do agro, carreira, gestão e universo agro, como um blog.

Em fevereiro de 2017, desempregada, sem dinheiro, sem saber o que fazer, reiniciei o projeto com o Portal AgroMulher. Voltei a fazer edições no site e o coloquei no ar, porém não divulguei na mídia. Ao mesmo tempo fazia entrevistas de emprego, fazendo um intenso networking pelo Facebook e Linkedin, fazendo o meu melhor marketing pessoal, preocupando-me principalmente com a forma de compartilhar conteúdo, com a forma de abordar os executivos do agro. Buscava maneiras de como eu poderia postar fotos minhas sem que gerassem comentários maldosos, sempre opinando com muita segurança no que dizia.

Em maio de 2017, coloquei o Portal Agromulher no ar. Contava com três colunistas para a produção de conteúdo e o artigo de estreia foi uma publicação minha com um vídeo e entrevista com a pecuarista e gestora Teresa Vendramini, a primeira mulher a assumir uma posição administrativa na Sociedade Rural Brasileira, em 90 anos. Conheci a Teresa no Facebook através das postagens que faziam sobre ela. Um grande exemplo de liderança feminina no agro.

Olhando para o passado e observando como estou hoje, consigo ver-me mais forte, mais resiliente e muito mais focada. Os obstáculos e desafios que enfrentei e ainda enfrento, me fazem ser uma mulher mais FORTE, mais DETERMINADA e mais CONSCIENTE, porque eu escolhi me levantar das quedas e fazer destas os meus degraus para o meu sucesso pessoal e profissional.

Hoje o Portal AgroMulher faz parte da estruturação da Rede Digital AgroMulher, que possui mais de 10 mil seguidores no Instagram, mais de 7 mil curtidas na página do Facebook, grupos de Whatsapp nacional e regionais, além de diversos líderes ou embaixadores que se assumem como representantes dos valores e princípios do AgroMulher.

A Rede Digital AgroMulher promove todas as mulheres do agro e os grupos formados por elas, e apoia o empoderamento feminino no sentido de fortalecimento e união. Compartilha conteúdos sobre agromulheres de todo o Brasil, além de publicações relacionadas a carreira, gestão, universo agro e notícias. Fazemos eventos digitais com o objetivo de promover o desenvolvimento pessoal e profissional de jovens, estudantes, profissionais, gestores, empreendedores e jornalistas do agro.

Eu, como Diretora Executiva, atuo liderando o Portal, as redes sociais, grupos de WhatsApp, Congresso AgroDigital, fortalecendo relacionamentos e parcerias com as empresas e pessoas do agro, focada no networking, na gestão de pessoas e processos, e assessorando a áreas jurídicas e burocráticas, além de coordenar estratégias de marketing e os eventos.

Daniela César Comunicóloga habilitada em Publicidade e Propaganda (PUC-MG), especialista em Processos Criativos em Palavra e Imagem (IEC PUC-MG) com atualização em Marketing (FGV), e proprietária da Invicta Propaganda. Daniela atua como Coordenadora de Comunicação, responsável por novos projetos do portal AgroMulher e na criação de conceito e valor de marca através de design, conteúdo e marketing digital. Daniela tem um carisma contagiante pela sua comunicação clara, com muita simpatia, disciplina, comprometimento e experiência de mais de 20 anos de mercado.

Deborah Thâmmis é Engenheira Agrônoma e atua como Assessora de Comunicação desempenhado um trabalho de relacionamento e comunicação muito ativo, intenso e com extrema educação e clareza. Deborah também tem experiência na produção de conteúdo e administração de portais e redes sociais.

Larissa Marques é Desenvolvedora Web e atua como Consultora de TI, executando e liderando processos de Front-end/back-end (por trás das telas do computador). Larissa atua em empresa no  segmento de bioenergia e também como desenvolvedora na empresa Caneca, estúdio de soluções web. Possui um perfil de liderança e empatia muito desenvolvidos e é muito colaborativa.

Na equipe também há mais de 10 colunistas para a produção de conteúdo para o Portal AgroMulher, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e profissional do nosso país. No site www.agromulher.com.br vocês poderão conhecer mais sobre cada um deles.

Temos também muitas AgroMulheres que nos representam nas mídias e nos eventos, como a pecuarista e gestora Sônia Bonato, a gerente de publicidade Cida Muniz, a Lydia Costa, que é fundadora do Canal Cooperativo, a jornalista Lilian Munhoz, a advogada e gestora Andréa Oliveira, a estudante de agronegócio Tatiane Zeferino, que já atua profissionalmente, além de muitas outras queridas. MUITO OBRIGADA AGROMULHERES!

A REDE DIGITAL AGROMULHER TEM UMA LÍDER QUE REPRESENTA O NOME DA CORPORAÇÃO, MAS ATRÁS DE UM GRANDE LÍDER SEMPRE EXISTE UMA GRANDE EQUIPE. AGRADEÇO A TODA EQUIPE AGROMULHER! SEM VOCÊS NÃO ESTARÍAMOS ONDE ESTAMOS, CRESCENDO, CONTRIBUINDO E TRANSFORMANDO A VIDA DAS PESSOAS.

VAMOS JUNTOS CONSTRUIR UM AMBIENTE EM QUE PODEMOS SER, SENTIR E CRESCER MUITO, COM MATURIDADE, EQUILÍBIO E SEMPRE ABERTAS A ORIENTAÇÕES.

Um grande beijo no coração de cada uma de vocês, AGROMULHERES, minhas grandes inspiradoras!

 

AgroMulher

De salto alto, de botas e enfim descalça

Uma dentre tantas lições valiosas que venho aprendendo com a terra, talvez essa seja a que norteia hoje minhas ações como pessoa e como profissional do agronegócio: autenticidade.

A vida feminina é marcada por uma longa história de repressão, de preconceito e de valores baseados em uma sociedade que até pouco tempo atrás era predominantemente machista. Todo esse conteúdo ainda pesa nos inconscientes, influencia de maneira sutil a formação e liberdade de expressão do feminino. Mesmo hoje, quando a mulher conquista seu espaço e dá voz aos seus potenciais, o que foi vivido e principalmente deixado de viver por tantas mulheres, se expressa como amarras prendendo alguns pontos da sua vida. Em muitos casos impedindo o pleno desenvolvimento do ser maravilhoso chamado mulher.

Na minha trajetória, tanto no agronegócio quanto na formação do meu eu feminino, essas sutis marcas históricas também se fizeram presentes. E elas só não foram determinantes porque percebi a grandiosidade da feminilidade a tempo de prezar por ela.

E a minha história de amor com o agro e com o meu feminino se inicia com um momento de grande caos e sofrimento em minha vida. Foi em um período onde a minha feminilidade, minha personalidade, meus potenciais e minha vida profissional e pessoal eram expressos por um lindo salto alto. Lá estava eu, caminhando pelo mundo e construindo a vida literalmente sobre um símbolo do poder feminino. O salto alto era meu porto seguro, meu ponto de apoio e a forma de pisar sobre as marcas históricas para conseguir meu espaço. Foi então que a vida me derrubou lá de cima, meu salto quebrou e me vi parada sem saber como prosseguir. O caos veio quando meu pai adoeceu, e de alguém protetor tornou-se alguém que precisava ser protegido. Um produtor rural que manteve as duas filhas afastadas do agronegócio, muito por proteção, e um pouco por influência de todo esse histórico machista, existente em especial nesse setor. Vendo a fragilidade de quem eu amava, e também da terra onde tenho minhas raízes, decidi jogar fora aquele sapato de salto alto quebrado e colocar uma bota.

Agora de botas, entrei para o agronegócio sem conhecimento, sem base alguma mas com a vontade de recuperar meu pai e a terra. Esse amor me moveu e fez ir em busca de possibilidades, me deu garra para enfrentar as dificuldades e força para trabalhar incansavelmente.

No início tentei me moldar ao “modo masculino” de trabalhar. Exigia de mim mesma postura profissional, forma de agir e pensar o trabalho como os homens a minha volta faziam. Achava que somente assim seria eficiente e eficaz em tudo que fizesse.  Mas percebi que além de não estar dando certo, eu estava impondo a mim mesma algo que não era meu e me causava sofrimento. Aos poucos fui dando espaço e liberdade de expressão ao meu feminino. Fui dessa forma me desenvolvendo como profissional e mulher. Percebi que o resultado do meu trabalho se tornava cada vez mais positivo a medida que eu me tornava mais feminina. Meus potenciais e meu trabalho hoje são expressos com meu jeito mulher de ser. Minha eficiência provém de uma maneira muito feminina de ser profissional nesse setor que hoje é uma das razões da minha vida, o agronegócio.

Agradeço à terra por me ensinar que agora posso andar descalça, sendo eu mesma. Que posso fazer, plantar, criar, trabalhar, colher e viver respeitando a minha própria história, os meus valores e sendo autenticamente feminina.

 

Luisa Comin é agropecuarista, coach e terapeuta.

O movimento agtech tem espaço para o talento feminino

Por Flávia Romanelli

O agronegócio vem passando nos últimos anos por uma revolução tecnológica. As ideias e soluções inovadoras e disruptivas já fazem parte da rotina dos empreendedores, na maioria jovens, das startups do agro, as agtechs. Desde 2016, Piracicaba, no interior de São Paulo, tem sido sede desse movimento chamado de Vale do Piracicaba ou AgTech Valley.

O ecossistema, que tem como espinha dorsal a Esalq (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”), da USP (Universidade de São Paulo), contava com 38% das startups voltadas ao desenvolvimento do agronegócio no Estado de São Paulo e 18,6% do país, de acordo com o 1º Censo AgtTech Startup do Brasil, realizado em 2016. De lá para cá, o movimento só cresceu. A Raízen, gigante sucroenergética brasileira, criou o Pulse Hub de Inovação, que incuba e acelera dezenas de agtechs, e muitas startups de outras regiões vieram para cidade, assim com os fundos de investimento e as grandes empresas interessadas no assunto.

Apesar de algumas mulheres inspiradoras e talentosas fazerem parte desse ecossistema como a Adriana Lucia, da Agtech Garage, a Mariana Bonora, da BartDigital, a Mariana Vasconcelos, da Agrosmart e a Adriele Giareta Biase, da @Tech, a presença feminina ainda é pequena nas startups do agro.

De acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira de Startups, 4 em cada dez startups no Brasil não têm sequer mulheres na equipe.  Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo que reúne as nações mais industrializadas do mundo, revela que o acesso ao financiamento é um dos principais desafios que as mulheres enfrentam quando tentam criar um negócio. Segundo o relatório, nos EUA, os investidores são 60% mais propensos a dar dinheiro a homens empreendedores do que a mulheres – mesmo quando o conteúdo das apresentações seja exatamente o mesmo.

As mulheres já vêm conquistando espaço em vários setores do agronegócio como nas propriedades rurais, nas universidades, centros de pesquisa e agroindústrias. Além disso, vários levantamentos mostram que empresas geridas por mulheres são mais rentáveis e eficientes e a maioria delas um forte perfil empreendedor. O potencial e a capacidade as agromulheres já têm, apesar das dificuldades, agora é a hora de agarrar mais essa oportunidade que o agronegócio apresenta! Fique de olho, há vários programas de capacitação, mentoria, incubação e aceleração para agtechs procurando seu talento!

 

Saiba mais:

www.pulsehub.com.br

www.valedopiracicaba.org

www.usinadeinovacao.com

www.spventures.com.br

www.agtechgarage.com

www.esalqtec.com.br

 

Sônia Bonato, pecuarista e gestora, nos conta a sua trajetória como Agromulher

Por Gabriella Bertoni

 

Nome:  R- Sônia Aparecida da Silva Bonato

Idade: R-  61

Profissão: R- Agropecuarista

 

 

Como você entrou no agronegócio?

R- Nasci e criei em fazenda, e nunca me desliguei, e me casei com produtor rural. Temos uma filha Cassiana, 27 anos, mora em outra cidade. Moramos em nossa propriedade, entrei no agronegócio procurando conhecimentos para melhorar a propriedade e gerar lucros. Fiz vários cursos, participei de muuuiitas palestras. Quando era criança lembro do meu pai todos mantimentos para consumo, (e ainda meu pai vendia a sobra) eram produzidos na fazenda, me lembro principalmente do gergelin, que hoje é raro, minha mãe fazia óleo para consumo…imagina hoje como seria?

 

Hoje em dia, ocupa qual cargo?

R- Administradora e gestora da fazenda de nossa propriedade.

 

Como é seu dia a dia trabalhando no campo?

R- Moramos em nossa propriedade Fazenda Palmeiras então…meu dia começa as cinco hs da manhã…após o café, faço almoço, e vou caminhar na fazenda as vezes meu marido Nilton está mais folgado e vai comigo, levo minha máquina fotográfica e meu celular, pois temos orgulho do nosso trabalho, registro tudo mesmo.

Voltando em casa, falo com minha filha e vamos aos papéis, bancos, eu que faço custeio agrícola e financiamento de investimentos, cotação de insumos, datas de vacinas,ITR, IR…etc,  contas, livro caixa e uma lida nos projetos, fazemos projetos anuais, e vamos lendo para ver se tem que alterar pra mais ou para menos, dependendo da situação do momento. Sempre ajudo, com outros a fazeres que fazem parte do trabalho com máquinas, levar óleo diesel, mecânico, comprar peças, etc. Participo da vida social do município, como ações beneficentes e uns passeios para cuidar da vida pessoal.

Sentiu alguma dificuldade por ser mulher?

R- Nenhuma, não ligo para opiniões de pessoas que não querem acrescentar, mas te diminuir, quando preciso de opinião e ajuda, procuro um profissional da área, agrônomo, médico, bispo, advogado, técnicas em vários setores, se formaram para tornar nossas vidas mais tranquilas.

 

O que você fez/faz toda vez que sofria/sofre algum tipo de preconceito por ser mulher?

R- Nada, respondo com competência.

 

Quais melhorias você trouxe para seu negócio desde que assumiu seu cargo?

R- Muitas. Máquinas adequadas para nosso trabalho, conforto e melhor alimentação para nossos animais, fazenda bem cuidada (cercas, nascentes, e visual do local), maiores lucros e com isso vida pessoal confortável e com mais férias.

 

Quais conselhos você dá para as mulheres que desejam encarar esse desafio, mas sofrem com preconceito e outras dificuldades?

R- INFORMAÇÃO É ESSENCIAL, TRÊS Fs: FÉ NA VIDA- FOCO NO OBJETIVO E FORÇA NOS BONS PENSAMENTOS. PLANEJAMENTO E PROJETOS É OBRIGATÓRIO,

UM PROJETO PESSOAL, E DAR PRIORIDADE, POIS SE SUA VIDA PESSOAL VAI BEM A CHANCE DA PROFISSIONAL SER ÓTIMA É MAIOR.

 

Mais algo a acrescentar?

Busquem conhecimentos, participem de tudo que é de seu interesse, palestras, leiam tudo que for de boa fonte, procure sempre um profissional de sua área para buscar orientação, e CUIDEM DA VIDA PESSOAL…TUDO VAI BEM QUANDO VOCÊ ESTÁ BEM!!!!

 

 

Texto: Gabriella Bertoni

Apuração: Ana Paula de Araujo

Confira a matéria original no link: https://financasfemininas.com.br/uma-a-cada-tres-propriedades-rurais-e-gerida-por-mulheres/

 

AgroMulher

Agronegócio no Centro-Oeste: conheça sua importância e os principais produtos

A região Centro-Oeste tem se consolidado como a líder em agronegócio no Brasil. Produção de grãos e criação de gado bovino impulsionam rendimentos.

Formada pelos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, a região Centro-Oeste era relativamente esquecida até meados de 1950. A inauguração de Brasília foi o fator que alavancou o desenvolvimento da região.

Ainda assim, ela até hoje é uma das regiões menos populosas do Brasil, com apenas 8,7 habitantes por quilômetro quadrado, sendo que 88% deles vivem em cidades. Apesar disto, tem se mostrado extremamente dinâmica economicamente. Em 2015, ano extremamente conturbado para o país, o PIB da região aumentou 1,33%, de acordo com o Banco Central. Foi o maior crescimento entre todas as regiões do Brasil.

O agronegócio é o motor que impulsiona esta taxa impressionante. Ano após ano, o Centro-Oeste tem se consolidado como o celeiro do Brasil, abastecendo tanto o mercado doméstico quanto o internacional.

crescimento economico do agronegocio

Importância econômica do agronegócio no Centro-Oeste do Brasil

O agronegócio é o setor mais importante da agricultura do Centro-Oeste brasileiro. O cenário do estado do Mato Grosso – o que mais cresce na região e em todo o território nacional – é um excelente exemplo de sua consolidação.

O Mapa da Recuperação Econômica, divulgado pelo Banco Santander, projetou um crescimento de 5,1% no PIB do estado. Ainda de acordo com a instituição, este aumento deve ser alavancado pela supersafra de grãos, viabilizada pelo clima ideal para estas culturas.

A agropecuária, por sua vez, é apontada como um bom termômetro da atividade econômica: ela movimenta a indústria e o setor de serviços. Quando seus resultados são bons, os demais setores também sentem a bonança.

O sucesso deste segmento na região se deve a uma série de fatores: grande quantidade de terras despovoadas, muitos recursos hídricos e um verão bastante chuvoso. Os resultados da indústria são tão impressionantes que as fazendas no Centro Oeste têm se valorizado ao acelerado ritmo de 16% ao ano.

Quais são os principais produtos do agronegócio no Centro-Oeste?

Quando se pensa na região Centro-Oeste, muitas pessoas fazem uma associação imediata com a produção de soja. E não é sem motivo: a região é a maior produtora nacional, e compete inclusive em mercados tradicionais e internacionais – em períodos de mal clima nos Estados Unidos, a zona brasileira chegou a desbancar a produção americana.

Mas este não é o único produto que é marca registrada da região e gera grande quantidade de riqueza para ela: o milho e o gado de corte também são importantes.

Produção de soja

A cultura da soja foi introduzida no Centro-Oeste em 1980, por imigrantes do Sul do Brasil. Ela se adaptou facilmente e, hoje, é o principal produto local.

Mesmo com o fim da alta das commodities, a soja segue em ascensão: a safra 2016/2017 cresceu 19,4% frente à anterior. A área plantada foi de 33,91 milhões de hectares, um aumento de 2% em comparação com a safra anterior.

Apesar do dólar em queda, a previsão é que as exportações do insumo cresçam 2,95% na safra 2017/2018. Isto deve se traduzir em um aumento que deve beirar os US$ 24 bilhões frente à safra anterior.

Produção de milho

O milho é o outro grão responsável por impulsionar o crescimento econômico do Centro-Oeste. Além disso, é uma cultura com espaço de sobra para crescer, o que deve atrair mais produtores.

O motivo por trás disso são os investimentos crescentes no etanol de milho. Recursos nacionais e estrangeiros têm sido depositados no projeto, que deve aumentar a capacidade produtiva nacional do combustível em mais de 1 bilhão de litros. Em 2018, seis usinas devem ser aumentadas ou construídas na região, o que deve colaborar com o escoamento da produção.

agronegocio - criaçao de gado no centro oeste

Criação de gado bovino de corte

Os três estados do Centro-Oeste são os líderes nacionais no abate de gado bovino, representando mais de um terço da produção nacional, de acordo com o IBGE.

Além das grandes áreas de terra livres, a soja e o milho produzidos na região significam alimentos de qualidade a um custo mais baixo para os animais, melhorando a qualidade da carne e animando fazendeiros a investir na pecuária. Isto, junto com a engenharia genética e o melhor controle dos custos, deve aquecer ainda mais o setor.

O principal destino da produção é o consumo humano. A carne é vendida a indústrias no Brasil e no exterior, onde é processada, embalada e encaminhada aos comerciantes varejistas, de onde vão para as mesas de milhões de famílias.

Crescimento da economia passa pelo Agronegócio Brasileiro

Para se transformar na principal atividade econômica da região Centro-Oeste, foi preciso implementar uma série de mudanças não apenas nos processos de produção mas na cultura empreendedora local. Essa mudança elevou a região à uma participação significativa no cenário nacional quanto à produção agropecuária, com elevação dos índices de produtividade. Atitudes como aumento dos investimentos em tecnologia, especialmente nas propriedades de produção tradicional, aplicação de recursos na compra de maquinários e insumos agrícolas, e, principalmente com a utilização de mão-de-obra especializada são os principais pilares desse crescimento. Dessa forma, o processo de modernização maciça do campo levou ao desenvolvimento do agronegócio e da economia da região.

Assim como no centro oeste brasileiro, o país como um todo deve se voltar para o agronegócio como uma importante alavanca para melhorar a produção industrial, fortalecer a balança econômica e ser um agente definidor da retomada do crescimento.

Mulheres no Agronegócio – Seus Hábitos pessoais podem afetar o sucesso de seu negócio

Saiba identificar o que desencadeia resultados negativos e como evitá-los

 

Nossos rituais definem o sucesso do nosso negócio.
Identificar os rituais que nos empoderam e os que nos enfraquecem é o dever de toda mulher empreendedora, pois são eles que vão nos direcionar para atingirmos o sucesso em nossa vida pessoal e profissional. Tony Robbins, escritor e palestrante motivacional americano, nos mostra, de forma simples, como utilizar nosso foco para ter sucesso. Com uma simples alteração podemos fazer e obter maravilhas.

Mas o que são rituais?

Rituais nada mais são do que sequências de hábitos que fazemos no “modo automático”, sem pensar muito sobre eles. Por exemplo, quando você acorda, deve ter um ritual que faz sem nem pensar. Tony Robbins diz que todos nós temos rituais incorporados quando estamos no ápice de nossas emoções. Por exemplo, antes de ficar triste, uma pessoa pode ter o ritual de focar em algo que não lhe agrada, fechar a cara, olhar para baixo, respirar superficialmente, entre outros.

Existe uma parte em nosso cérebro, chamada SAR (Sistema de Ativação Reticular), que nos faz perceber tudo que está relacionado com nossa visão da vida, buscando e separando informações que são relevantes para você. Então, se você pensar em coisas boas, elas tendem a acontecer, mas, se pensa negativamente, você tende a atrair coisas negativas. Portanto, eleve o seu padrão de pensamento. Elimine a palavra tentar e comece a agir em prol de seu objetivo.

Nosso comportamento e nossas atitudes são o resultado de tais rituais. Quanto mais você pensar em tristeza, mais deprimida você ficará. Nossos padrões de pensamento, literalmente, estruturam nossa vida e moldam nossa história na medida em que são os responsáveis, na maior parte do tempo, pelo que fazemos ou pensamos.

Inicie neste momento um minuto de reflexão e pense:

O que tenho que fazer?

Em que tenho que pensar para que possa me sentir bem?

Qual o meu ritual até chegar a cada um dos meus objetivos?

E quais os gatilhos ou âncoras que dão início a esses rituais?

Se desejo ter mais lucro em meu negócio, quais rituais tenho realizado diariamente?

Meus rituais são de uma pessoa que faz gestão, que administra a parte financeira, que poupa e investe?

Ou em seu ritual não tem nenhum controle sobre seu dinheiro?

Após pensar nessas respostas, você saberá se o seu ritual de vida atual está te levando ou não ao objetivo desejado.

A ideia de Tony Robbins é que tenhamos uma receita, passo a passo, por meio da qual acessamos as emoções positivas e negativas. Assim, quando percebemos que estamos entrando em uma emoção negativa saberemos identificar que estamos iniciando o ritual e poderemos interromper seu processo. Eu, por exemplo, todos os dias, assisto a um vídeo motivacional, pois isso eleva meu pensamento de forma exponencial, também faço uma oração o que me transmite paz e tranquilidade para enfrentar as variáveis do dia.

Os rituais são hábitos. Portanto, para quebrá-los precisamos ser consistentes. Devemos realizar nossas tarefas incorporando nossos novos hábitos de forma sistemática para obter um novo padrão comportamento que eleve os seus padrões e ajude a atingir uma alta performance.

É importante saber que um hábito só é quebrado quando deixamos de fazê-lo e o substituímos por outro de forma definitiva. E essa decisão depende apenas de você! Nossos rituais nos definem diariamente, por isso, pense em quais são suas decisões diárias, quais os resultados que você tem obtido até agora, e reflita se eles são correspondentes ao que você está buscando.

Neste exato momento como você se sente? Está satisfeita com suas realizações? Quer melhorar seus resultados? Mude seu ritual pessoal, mude seu foco e seja mais feliz!

Tathiane Silva é Embaixadora RME, Coach, Empreteca, Eneagramada, Escritora, Palestrante, Conselheira CMEE, Coordenadora MDBrasil, Fundadora da Empresa ADAPTH, Capacitada em Neurospicopedagogia e Granduanda em Gestão de Agronegócios.

 

 

AgroMulher

Da mãe empregada

Por Andréa Luzia de Faria Oliveira

De todos os contextos em que a mulher pode estar inserida, o mais representativo e que retrata melhor a sua essência é o de MÃE. Por mais moderna que ela seja, em sua maioria há o desejo latente de ser MÃE, nem que seja mãe de um bebê de 4 patas, mas o instinto maternal aflora em algum momento de sua vida.

De algumas décadas para cá, a mulher deixou de desempenhar apenas os papéis de mãe e dona de casa e passou a desenvolver o papel de profissional. Com isso, a mulher do século XXI desempenha muitos papéis, gerindo de forma impressionante as horas do seu dia para conseguir cumprir todas as tarefas, inclusive àquelas relacionadas à beleza e aos cuidados com a saúde e com seu companheiro(a).

Apesar do mercado profissional estar mais receptivo para as mulheres e de vermos exemplos de mulheres em cargos bastante representativos, nós mulheres ainda enfrentamos muitas barreiras e preconceitos para desenvolvermos nossas profissões.

A resistência não está só no contratante ou no superior hierárquico, mas também no colega de profissão ou naquele subordinado a você. E no meio rural, isso é gritante! Não era para menos, um ambiente que sempre foi conduzido por homens e que exige força física?! Mas esse tempo está ficando para trás. Sem contar os novos cargos que são necessários nas fazendas empresas, como por exemplo no setor de recursos humanos.

Pela FAO – Organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura, de 100 agricultores no Brasil, 13 são mulheres. A mulher agricultora, enfrenta todas as dificuldades citadas acima, além da resistência familiar quando se interessa pelo próprio negócio.

Dificuldades profissionais, dificuldades na criação dos filhos, no relacionamento amoroso, além de toda a dificuldade criada pelo ciclo hormonal (só quem é mulher sabe disso…rs), não nos deixa desanimar. Somos determinadas e insistentes, enquanto não alcançamos nossos objetivos não sossegamos. Essa é a natureza feminina!

Nesse contexto, a mãe empregada tem sua proteção na CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas, que vai dos artigos 391 a 400, cuja reforma trabalhista, Lei n. 13.509/2017, trouxe impactos significativos.

A lei começa dizendo que não é motivo para que seja rescindido o contrato de trabalho pelo fato da empregada ter engravidado, pelo contrário, a grávida tem estabilidade provisória mesmo se ficou grávida durante o aviso prévio. Tal garantia se estende no caso de adoção.

A mãe empregada tem direito à licença-maternidade de 120 dias, bem como se afastar do emprego, mediante atestado médico, que poderá ocorrer entre o 28º dia antes do parto e ocorrência deste.

Durante a gravidez, a empregada deve ser transferida de função, se a sua condição de saúde exigir.

Deve ser dispensada do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de no mínimo 6 consultas médicas e exames complementares.

A mãe empregada, mediante atestado médico, pode romper o compromisso resultante de qualquer contrato de trabalho se este for prejudicial à gestação.

A gestante será afastada de qualquer atividade insalubre, devendo exercer sua atividade em local salubre, enquanto durar a gestação. Se for em grau médio ou mínimo, somente será permitido seu trabalho, se ela apresentar atestado de saúde, que autorize sua permanência no exercício de suas atividades. Se lactante, será afastada em qualquer grau, quando apresentar atestado de saúde médico que recomende seu afastamento durante a lactação.

No caso de aborto não criminoso, a mãe empregada tem direito a repouso remunerado de 2 semanas.

E tem direito durante a jornada de trabalho, a 2 descansos de meia hora cada um para amamentar seu filho, até que este complete 6 meses de idade. Durante este período, os locais para a guarda dos filhos das empregadas, deverão possuir, no mínimo, um berçário, uma saleta de amamentação, uma cozinha dietética e uma instalação sanitária.

Se informação é poder, nada mais importante que empregadoras e empregadas conheçam seus direitos e obrigações!

Um grande abraço!

 

Andréa é advogada, inscrita na OAB/MG n. 81.473. Sócia do escritório Andréa Oliveira Sociedade Individual de Advocacia – especializada em Agronegócio. Fundadora do Blog Mas – Mulheres Agricultoras de Sucesso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AgroMulher

Bruna Brandini: A Aquaponia como alternativa sustentável.

Por Murilo Caldeira

A entrevistada de hoje, Bruna Brandini, é bacharel em Gestão Ambiental e
Engenharia Ambiental pela Universidade da Cidade de São Paulo (UNICID).
Mestranda em Cidades Inteligentes e Sustentáveis pela Universidade Nove de Julho
(UNINOVE) com linha de pesquisa na área de Construções Sustentáveis.
Engenheira Ambiental na empresa Pegada + Leve Processos, onde atua na
elaboração de projetos sustentáveis e é especialista em aquaponia e hidroponia.

Na foto acima, Bruna estava a realizar o curso de Introdução à Aquaponia, pela
ONG Reciclázaro (http://www.reciclazaro.org.br/).

Por que você decidiu trabalhar com gestão ambiental e, posteriormente,
engenharia ambiental? E como você acabou se interessando pela aquaponia?

Sempre tive uma conexão muito forte com o meio ambiente, acho que pelo incentivo
que sempre tive de meus pais em preservar as florestas e os recursos naturais, e
também sempre quis fazer algo de bom pelo mundo, pelas pessoas. Durante as
pesquisas sobre á área de meio ambiente, encontrei em ambas as profissões o
conceito “triple bottom line” e isso acabou me incentivando ainda mais a trabalhar na
área. Atualmente direciono meus trabalhos exclusivamente a estes três pilares: o
social, o ambiental e o econômico, por meio de projetos ligados principalmente ao                                                      direito à alimentação saudável e ao acesso ao tratamento de esgoto, que são
problemas atuais e que se não feito algo agora, tendem a piorar.
A aquaponia sugiu em minha vida em 2015, em uma conversa com um amigo
biólogo, Adriano Guedes. Ele já tinha um sistema de aquaponia residencial e assim
que conheci o processo já iniciei o meu próprio sistema, imaginando como uma
parte difícil da minha vida poderia ter sido diferente se eu tivesse um sistema
econômico que me fornecesse alimento mesmo que esporadicamente. Logo já iniciei
pesquisas para tentar ajudar as pessoas de baixa renda a terem acesso à alimento
de qualidade.

 

 

Produção do sistema residencial.

 

Tilápia do sistema de aquaponia.

 

Na graduação, lhe foram apresentados os temas com os quais você trabalha
atualmente, como a aquaponia e a hidroponia?

Na graduação obtive um panorama sobre assuntos ligados com o meio ambiente, já
que há uma infinidade de temas que podem ser discutidos e melhorados. No
entanto, como dito anteriormente, meu coração está ligado a problemas sociais,
portanto optei por direcionar minhas pesquisas ao tratamento de esgoto e
posteriormente conheci a aquaponia e a hidroponia, mas gostaria que estes temas
fossem abordados em salas de aula, pois por muitas vezes, como estudante, não
conseguimos enxergar de maneira prática o que estamos estudando e com esses
métodos e ferramentas é possível entender problemas relacionados à
sustentabilidade, química, geologia, entre outras áreas.

Primeiro sistema de aquaponia construído.

 

O que é a aquaponia? Qual a contribuição dela para com a sustentabilidade?
As pessoas e os produtores vêm aderindo a essa técnica?

A aquaponia é um método de cultivo que integra a Piscicultura e a Hidroponia. Neste
sistema os dejetos dos peixes são transformados por meio de processos biológicos,
em nutrientes para hortaliças e plantas, onde o processo de crescimento é mais
rápido e utiliza até 80% menos água se comparado com o cultivo tradicional (no
solo). Este método pode ser implantando em diversos espaços e até parcialmente
suspensos em paredes, a única perda de água que existe é por meio da
evaporação. Portanto, além da produção ser orgânica, ele economiza água, não
gera resíduo e devido a sua implantação ser possível em diversos espaços pode                                                              diminuir o espaço entre o consumidor e o alimento podendo ser considerado crucial
para o futuro da sustentabilidade em cidades inteligentes.
Atualmente o método é pouco utilizado, mas já houve um grande avanço nos últimos
anos devido principalmente ao fácil acesso a informação por meio da internet e de
redes de comunicação.

Você percebe a predominância de homens em algum setor com o qual você
trabalha ou já trabalhou?

Só não vi a predominância de homens realizando os serviços domésticos, nos
demais, eles ainda são maioria. Particularmente acho que nós, mulheres,
precisamos trabalhar o triplo que os homens para sermos reconhecidas da mesma
maneira ou receber a mesma remuneração, isso se referindo a ambos os gêneros
em um mesmo cargo.

O que lhe motiva a trabalhar nessa área?

Os projetos que realizo são responsáveis pelo meu sustento. Infelizmente, ainda não
tenho a capacidade de realizar serviços não remunerados, mas todos eles são
reconhecidos e muitas vezes multiplicados em vários lugares e isso faz com que
meu trabalho não seja realizado somente pela remuneração, mas também realizado
pelo mundo, pelo próximo, e não existe nada mais motivador que isso.

Projeto social que deverá ser implantado na zona leste de São Paulo, entre março e abril. Bruna ainda busca financiadores para o projeto.

 

O que você aconselharia às mulheres que estão ingressando nesse novo
mercado?

Devido o aumento na procura de projetos relacionados à sustentabilidade, houve um
crescimento no ramo de fazendas urbanas, e como a aquaponia é um sistema de
cultivo que pode ser considerado um dos mais sustentáveis entre os demais, o
interesse por ele vem aumentando gradativamente. Mas para quem pretende
ingressar nessa área é preciso ter muita paciência e se programar financeiramente,
pois o retorno financeiro é tardio, apesar de ser um trabalho muito prazeroso de
executar, além de possuir infinitas oportunidades de pesquisa.

Você tem algo que gostaria de acrescentar?

Gostaria de deixar um recado para as pessoas que se formaram recentemente como
engenheiros ambientais:
Infelizmente a nossa profissão não é tão valorizada como nos disseram ao
iniciarmos o curso de graduação. Como muitos devem ter escutado, essa seria a
“profissão do futuro”, mas todas as profissões tendem a sofrer alterações com o
decorrer do tempo. Um dia, espero que não muito tarde, este futuro chegará. Até lá,
reinvente-se, estude, pesquise e se prepare para ele. Indico também a pesquisa por
patentes, há muitas ideias boas esperando para serem utilizadas no meio ambiente
e no meio social.

 

As mulheres do Agronegócio e os desafios para se conquistar respeito e admiração no setor.

Mulheres do Agronegócio

Por Mariely Biff

Muito tem se falado sobre a crescente participação da mulher nos cargos de gestão das propriedades e empresas que atuam no agronegócio.

É fato que ao longo dos anos, as mulheres estão cada vez mais participativas, antenadas e dispostas a contribuir para funções que antes eram, na maioria, executadas pelos homens.

Gosto sempre de deixar bem claro que sou a favor do profissional que se dedica e que realmente se encontre na missão de colaborar com a empresa, com a propriedade e com a sociedade, independente de gênero. Existe lugar no mercado para profissionais que se destacam, homens ou mulheres, jovens ou mais experientes. Se o profissional é bom, o mercado irá absorvê-lo.

Mas também vale ressaltar que a mulher lutou arduamente para chegar até aqui. Talvez muitas que estão lendo este texto, se identifiquem em algum momento. Para demonstrar sua capacidade, a mulher estudou muito, leu muito, teve jornadas duplas entre a vida pessoal (família, filhos) e profissional, e aprendeu a se defender e a se posicionar em um mercado tão agressivo como o Agronegócio. Me refiro à agressividade, porque as coisas acontecem dentro dele de maneira muito rápida. Os negócios giram de maneira diferente e é preciso muita organização, conhecimento e compreensão do ambiente para estar concorrendo de igual para igual.

Sobre os desafios para conquistar o respeito e admiração no campo profissional, costumo dizer que nossos resultados são os melhores cartões de visitas que podemos apresentar. Mostre porque você está inserida neste mercado através da qualidade do seu trabalho, sempre mantendo o foco e produzindo – independente da área – com amor e dedicação. Não existem argumentos contra um trabalho bem feito!

E há sim um novo modelo de gestão: as mulheres têm sensibilidade, são humanas em suas decisões e por isso tem revolucionado as propriedades e empresas nas quais estão inseridas. Mas não podemos desmerecer tantos homens que lutam e contribuem para a expansão do conhecimento, são solidários, e conseguem enxergar que juntos, cada um respeitando seu espaço e suas particularidades, e trocando valiosas experiências, podemos crescer muito mais e construir negócios e empresas sólidas e mais humanas.

 

AgroMulher

 

MF Rural e AgroMulher realizam Semana Digital Mulheres do Agro 2018

Mulheres do Agronegócio

 

O Site MF Rural, em parceria com o Portal AgroMulher, realizará entre os dias 04 a 08 março a Semana Digital Mulheres do Agronegócio, com o objetivo de refletir e valorizar a presença da mulher em todos os âmbitos e segmentos da agricultura e pecuária nacional.

Hoje a participação das mulheres de maneira ativa nas diferentes ocupações da sociedade integra uma realidade cada vez mais crescente. No agronegócio não é diferente. Atuam na gestão de empreendimentos agropecuários, na produção de insumos e nas práticas de produção.

O evento digital trará entrevistas com mulheres engajadas no segmento, histórias inspiradoras e matérias exclusivas. Vale a pena conferir.

Veja mais informações no Blog MF Rural, acesse http://blog.mfrural.com.br/