O mercado de leilões de animais mudou. Se antes a realização de um evento estava diretamente ligada ao deslocamento do gado, montagem de estrutura física e presença de compradores no recinto, hoje a tecnologia permite negociar animais sem que eles precisem sair da propriedade.
Essa transformação vai além da transmissão de um leilão pela internet. Ferramentas de pré-lance, análise de compradores, sistemas de pagamento e soluções logísticas passaram a fazer parte de uma operação cada vez mais integrada.
No novo episódio do MF Rural Talk, Roberto Lucas conta como essa evolução aconteceu dentro da MF Leilões e explica como a empresa passou dos primeiros leilões online para a construção de um ecossistema voltado às diferentes etapas da negociação de animais.
Quanto custa realizar um leilão?
Um dos primeiros pontos levantados durante a conversa são os custos envolvidos na realização de um leilão presencial.

Além da estrutura do evento, existem despesas que podem passar despercebidas. No caso do gado de corte, por exemplo, o transporte dos animais até o recinto representa apenas uma parte da conta.
Os animais passam pelo deslocamento, permanecem fora da propriedade e podem sofrer estresse e perda de peso. Existe ainda o risco de o lote não ser vendido.
Nesse cenário, o produtor pode ter que arcar novamente com o frete para levar os animais de volta à fazenda. E, diante dos custos já acumulados, pode surgir uma pressão maior para fechar o negócio mesmo abaixo do valor inicialmente esperado.
O modelo virtual apresenta uma alternativa a esse processo. Os animais podem ser filmados e apresentados aos potenciais compradores enquanto permanecem na propriedade até a conclusão da negociação.
Dos primeiros leilões online ao pré-lance
Durante o episódio, Roberto também relembra o início da atuação da empresa nesse mercado.
A experiência começou quando o MF Rural já utilizava a internet para conectar compradores e vendedores do agronegócio. A possibilidade de levar essa audiência também para os leilões abriu caminho para as primeiras experiências com transmissões e vendas online.
O processo evoluiu até chegar ao sistema de pré-lance, que permite que os compradores demonstrem interesse pelos lotes antes do momento final do leilão.
Além de ampliar o período disponível para negociação, o recurso também permite que a equipe tenha mais tempo para entrar em contato com potenciais compradores e realizar as análises necessárias antes da liberação do cadastro.
Segurança também faz parte da venda
Vender um animal é apenas uma parte da negociação. Para o produtor, receber pelo negócio realizado é igualmente importante.
Por isso, a análise dos compradores ocupa uma parte relevante da conversa.
Roberto explica que a MF Leilões utilizava diferentes fontes de consulta para avaliar os cadastros, mas buscava ampliar a quantidade de informações disponíveis antes de liberar determinadas negociações.
Essa necessidade levou à utilização do MF CHECK, ferramenta que, segundo ele, passou por um período de testes dentro da própria operação antes de ser adotada pela equipe.

A proposta é oferecer mais informações para auxiliar a tomada de decisão antes da aprovação de um comprador e reduzir riscos durante as negociações.
O trabalho continua depois que o leilão termina
Outro ponto destacado no episódio é o pós-venda.
Depois que os lotes são negociados, ainda é preciso gerar boletos, acompanhar pagamentos, realizar cobranças, organizar documentos e garantir que os animais cheguem aos novos proprietários.
São tarefas que podem exigir uma estrutura administrativa considerável dentro da própria fazenda.
Dentro do ecossistema apresentado por Roberto, o acompanhamento financeiro é realizado com apoio do MF Prime, incluindo emissão de boletos, controle dos pagamentos e cobrança.

A ideia é reduzir a quantidade de processos administrativos que ficam diretamente sob responsabilidade do produtor.
Logística compartilhada pode reduzir o custo do transporte
E depois da venda, como organizar a retirada dos animais?
Quando um leilão possui vários compradores, o vendedor pode acabar tendo que coordenar diferentes contatos, documentos, motoristas e horários de carregamento.
Para organizar essa etapa, Roberto apresenta no episódio o trabalho da MF MOV.

A operação concentra as informações dos compradores e organiza a logística após a liberação dos animais. A partir dos dados disponíveis, também é possível identificar cargas e rotas que podem ser compartilhadas.
Um comprador localizado a centenas de quilômetros da propriedade, por exemplo, pode ter adquirido apenas um ou dois animais. Contratar um transporte exclusivo para essa quantidade pode tornar o frete caro.
Se outros animais tiverem destinos compatíveis, é possível planejar o uso do mesmo caminhão e dividir parte dos custos.
Segundo Roberto, essa inteligência pode envolver inclusive animais adquiridos em leilões diferentes, desde que seja possível montar uma rota adequada para o transporte.
Um ecossistema ao redor do leilão
Ao longo do episódio, fica claro que a proposta apresentada pela MF Leilões é ampliar sua atuação para além da transmissão e realização do evento.
Divulgação, produção de imagens e catálogos, pré-lance, análise de compradores, pagamentos, cobrança e logística aparecem como partes de um mesmo processo.
Para o produtor interessado em realizar um leilão, o trabalho começa antes mesmo da definição do evento.
A equipe analisa os animais, o perfil da propriedade e a viabilidade da venda. Dependendo da quantidade e das características do lote, outras alternativas dentro do próprio MF Rural podem ser mais adequadas.
Quando o leilão é considerado viável, começam etapas como produção das imagens, organização dos lotes, divulgação, abertura do pré-lance e preparação para a transmissão.
MF Leilões inicia nova fase com franquias
O episódio também apresenta uma nova etapa da empresa: a expansão por meio de franquias.
O modelo é direcionado a profissionais que já possuem relacionamento com produtores e compradores e conhecem a dinâmica dos leilões, mas não necessariamente possuem toda a estrutura necessária para montar uma leiloeira.
Nesse formato, a estrutura operacional da MF Leilões é utilizada pelo franqueado para desenvolver negócios e relacionamentos dentro do mercado.
Roberto explica ainda que o modelo não foi pensado apenas com uma divisão geográfica. A lógica também considera a carteira de relacionamentos construída pelo franqueado.
Um comprador cadastrado por um profissional pode participar posteriormente de outros leilões realizados dentro da rede, criando novas possibilidades de negócio.
Tecnologia para simplificar a operação
Da preparação dos animais ao recebimento e à entrega, o avanço dos leilões virtuais mostra como diferentes tecnologias podem ser utilizadas para simplificar processos que antes dependiam de várias estruturas separadas.
Para quem vende, isso pode significar menos tarefas administrativas e logísticas. Para quem compra, novas ferramentas podem facilitar a participação em negócios realizados a quilômetros de distância.
E para o mercado de leilões, a tendência é que transmissão, dados, análise, pagamentos e logística estejam cada vez mais conectados.
No episódio completo do MF Rural Talk, Roberto Lucas detalha essa trajetória, conta como surgiram os primeiros leilões online da empresa e apresenta os próximos passos da MF Leilões.
Assista ao episódio completo e entenda como a tecnologia está mudando a forma de comprar, vender e transportar animais no Brasil.