Mandioca brava e de mesa: entenda suas diferenças

Mandioca brava e de mesa: entenda suas diferenças

 

O Brasil é um país que contém muita variedade de alimentos, como a mandioca. Há, por exemplo, a mandioca brava e a de mesa. Esses dois tipos são bastante parecidos e não podem ser diferenciados a olho nu, precisando de uma análise laboratorial. Entenda suas diferenças neste artigo!

 

 

Mandioca de mesa

 

A mandioca de mesa também é conhecida como aipim, macaxeira e mandioca mansa, e o nome usado vai depender da região brasileira na qual o alimento se encontra.

 

Uma curiosidade da mandioca na região do Nordeste brasileiro é que eles comumente usam os nomes “aipim” e “macaxeira” como sinônimo de mandioca de mesa, mas, quando alguém fala apenas “mandioca”, eles podem pensar que se trata de uma mandioca brava.

 

Já na região Sul do país não é tão utilizado os termos “aipim” e “macaxeira”, nem mesmo costuma chamar a mandioca de mesa por esse nome. Lá, simplesmente é dito “mandioca”, e todo mundo entende.

 

 

Mandioca brava

 

A mandioca brava, por outro lado, é sempre conhecida dessa forma, e o nome não foi dado ao acaso. Acontece que esse tipo de mandioca é tóxico e pode causar sérios problemas na vida de um indivíduo.

 

Ainda assim, pode ser consumido depois de determinados procedimentos.

 

 

Quais as diferenças entre elas?

 

Existem diferenças entre esses dois tipos de mandioca, mas é impossível detectá-las ao olhar, tocar ou mesmo provar os dois alimentos. A chave para identificar qual é o determinado tipo de mandioca é a análise laboratorial.

 

Afinal, é através dos testes de laboratório que se pode avaliar o teor do ácido cianídrico presente na mandioca. Ambos os tipos têm esse ácido; a diferença é que a mandioca brava tem uma concentração muito maior, tanto que chega a ser extremamente tóxica a humanos e animais.

 

Não tente procurar por particularidades nos tipos de mandioca, pois você não encontrará. Tanto a mandioca de mesa quanto a mandioca brava podem apresentar pele branca ou rosada, caule verde ou rosado ou alguma característica semelhante nas raízes.

 

Mandioca em caixa recém colhida na roça
As características da mandioca brava e de mesa são semelhantes e não é possível avaliar diferenças a olho nú

 

 

A mandioca brava pode ser consumida

 

Uma dúvida interessante é se a mandioca brava, por ser tóxica, pode ser consumida. A resposta é sim, mas também é carregada de condições. A mandioca brava tem que passar por técnicas de detoxificação, como, por exemplo, a secagem.

 

A secagem, junto a outros procedimentos, garante que o alimento possa ser consumido. Geralmente, a mandioca brava é a mesma que mais tarde se torna o polvilho, a farinha e a fécula, não sendo, portanto, aquela que encontramos nas feiras. Por esta característica ela também é conhecida como mandioca de indústria.

 

A mandioca brava pode ser utilizada também na alimentação do gado depois de triturada e exposta ao sol por pelo menos 24 horas. Já a mandioca mansa ou de mesa pode ser dada in-natura sem problema nenhum.

 

 

Quais os consumos da mandioca de mesa?

 

A mandioca de mesa, por outro lado, é aquela que comumente encontramos inteiras ou em pedaços e que são usadas para comer cozidas, fritas ou em caldo. Além disso, ela pode ajudar a compor receitas, como biscoitos, bolos, purês e pudins.

 

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