Confira o clima ideal para produção de soja e aumente seus lucros

Confira o clima ideal para produção de soja e aumente seus lucros

 

Caso você seja produtor rural, já deve saber que a produção de soja deve crescer 8,7% em 2020, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), publicado em janeiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

A previsão de alta na safra, que corresponde a 123,3 milhões de toneladas, é influenciada por uma série de fatores: tanto pelas condições climáticas favoráveis, quanto pelo incremento no preço dessa commodity nos últimos meses de 2019, que torna o cultivo do grão extremamente atraente para os mercados interno e externo.

 

A soja é a principal cultura agrícola em extensão de área e volume de produção do Brasil. O país é o segundo maior produtor mundial do grão, atrás apenas dos Estados Unidos, e movimenta cerca de R$ 140 bilhões ao ano. Nos últimos anos, ganhou popularidade na China, a partir do embate da potência com os EUA.

 

Conforme dados publicados em janeiro, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, os embarques de soja ao exterior totalizaram 96,718 milhões de toneladas em 2019, com receita de US$ 34,78 bi.

 

Plantação de soja
O Brasil espera safra recorde esse ano e o clima deve ser um fator a cooperar

 

Além de ser uma das principais rendas do país, no âmbito do agronegócio, a produção de soja emprega o total de 1,4 milhão de pessoas.

 

Neste artigo, entenda como você pode aproveitar o bom momento para alavancar as suas vendas e aumentar os seus lucros.

 

Leia também: Compra e venda de grãos: entenda por que o mercado está favorável

 

 

Clima ideal para a produção de soja no Brasil

 

Parece simples, mas a garantia de uma boa produtividade e rentabilidade depende da combinação de diferentes procedimentos, principalmente do clima.

 

Hoje, não basta fazer um breve planejamento do plantio e esperar que os maquinários se encarreguem dos resultados da produção. É preciso, agora, planejar, revisar o plano logístico, preparar e adequar o solo, definir um sistema de rotação de culturas, combater pragas e realizar a colheita no momento certo.

 

Para isso, é fundamental acompanhar as previsões meteorológicas e fenologia da soja, já que as condições climáticas são insumos determinantes para o sucesso de atividades agrícolas.

 

Pensando nisso, selecionamos três fatores que você, produtor rural, deve observar para aumentar a sua lucratividade com a safra de soja: temperatura, chuvas e umidade do solo. Confira!

 

 

Temperatura

 

O grão é originário de clima temperado, no entanto, adapta-se muito bem a outros climas, como o tropical e o subtropical, majoritariamente presentes nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, e no Sul do território nacional, respectivamente.

 

Nas regiões mencionadas, o verão é quente e conta com chuvas bem distribuídas durante o ano. Já o inverno, é ameno e seco em localidades com clima tropical, e frio nas de clima subtropical, sendo ideais para a produção de soja.

 

Outra vantagem do plantio da commodity em determinadas regiões brasileiras é a temperatura. O ideal para o desenvolvimento da soja são as temperaturas médias entre 25 °C e 35 °C. Temperaturas superiores ou inferiores a essas podem provocar problemas fisiológicos, sobretudo no que diz respeito à floração e a ação dos nódulos nas raízes.

 

Ainda em relação à temperatura, especialistas recomendam que o plantio do grão não seja realizado quando o solo estiver abaixo dos 20 °C, de modo que a germinação e a emergência da soja não fiquem comprometidas.

 

 

Fator pluviométrico

 

Além da temperatura, os produtores rurais devem se atentar também à frequência de chuvas que influencia, positiva ou negativamente, o desempenho da lavoura.

 

Para alcançar bons resultados e lucratividade, é fundamental que os agricultores realizem o plantio e a colheita da soja em época ideal. Como o período correto para a semeadura varia de região para região, especialmente em decorrência do clima e da distribuição de chuvas, a orientação é que o planejamento do plantio comece na entressafra.

 

Nesse sentido, recomenda-se que, no cerrado brasileiro, a semeadura tenha início com as primeiras chuvas. Geralmente, em algumas localidades do Mato Grosso, isso ocorre na segunda quinzena do mês de setembro, após o fim do vazio sanitário. Enquanto no Sudoeste do Mato Grosso do Sul e de Goiás, nos primeiros quinze dias de outubro.

 

Se você produz o grão no sudeste de Goiás, no Distrito Federal ou em Minas Gerais, é recomendado dar início ao processo também em outubro, porém na segunda quinzena do mês. Já no oeste da Bahia, Piauí, Tocantins e Maranhão, em novembro.

 

Cabe lembrar que os agricultores só devem começar as suas atividades depois de a chuva alcançar cerca de 80 a 100 mm, para que o solo adquira um volume considerável de água para permitir a germinação de sementes. Assim, é possível reduzir os riscos de perda de plantio, se as chuvas não estabilizarem.

 

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Rodrigo Arroyo Garcia, explica que não só o volume de chuvas impacta o desenvolvimento da soja, mas também a distribuição delas durante todo o processo: “Menores quantidades de chuva, porém, bem distribuídas, são mais importantes do que grandes volumes em fases de desenvolvimento das plantas menos exigentes”.

 

 

Umidade do solo

 

Por fim, temos a umidade do solo que, de acordo com engenheiros agrônomos e outros especialistas, é também um fator imprescindível para o sucesso da produção de soja.

 

Soja jovem plantada em solo úmido
A umidade é um fator climático de grande importância para obter sucesso na produção de soja

 

Recomenda-se dar início ao plantio somente se as condições de umidade do solo estiverem adequadas, ou seja, se a sua temperatura estiver entre 20 °C e 30 °C, ideal para reter água e nutrientes o suficiente para receber as sementes.

 

Não é indicado realizar a semeadura em solo seco e compactado. Isso porque, com a escassez de água, a germinação da soja fica extremamente prejudicada, podendo perder até 50% de sua produtividade e gerar a necessidade do replantio.

 

 

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