Conheça os principais tipos de solo para plantio

Conheça os principais tipos de solo para plantio

No Brasil existem diferentes tipos de solo. Isso se deve à influência de formações muito antigas e que eram diferentes.

A formação tem a ver com a decomposição de rochas durante milhares de anos, transformando-se em fragmentos muito pequenos até compor o solo que conhecemos hoje.

Essas formações deram origem a quatro tipos de solo: terra roxa, aluviais, salmourão e massapé. Entretanto, não são todos indicados para plantios, principalmente devido a quantidade de nutrientes que cada um tem.

Por isso, é tão importante saber os tipos de solo para plantio agrícola. Ficou interessado e quer entender mais sobre o assunto? Então continue a leitura deste post!

Quais os cuidados para preparar o solo para o plantio?

Como dissemos mais acima, existem alguns tipos de solo. É possível iniciar grandes plantios, mas, para isso, é necessário tomar alguns cuidados. Sempre tenha em mente que cada solo precisa de uma atenção diferente, até porque uns têm menos nutrientes, outros são mais úmidos, etc.

Enfim, você deve saber o tipo de solo que tem para a agricultura e adaptá-lo. Pensando nisso, veja abaixo alguns cuidados necessários para preparar a área de plantio!

Corrija de acordo com os tipos de solo

Cada solo tem níveis biológicos, químicos e físicos diferentes para plantio, por isso, o primeiro passo é corrigi-los. A correção é feita para reduzir a acidez e as bases saturadas, que estão diretamente ligadas à fertilidade do solo.

Homem realizando o trabalho de calagem e gessagem do solo.
Através da análise de solo será possível realizar as correções necessárias para um bom plantio.

Para isso, é necessário tirar algumas amostras do solo e enviá-las para análise, a fim de identificar os tipos de correções necessárias, a calagem ou a gessagem.

A calagem e a gessagem consistem na aplicação de substâncias necessárias para aumentar o nível de cálcio e enxofre, com a finalidade de ter um solo com maior absorção de nutrientes, antes de efetuar o plantio.

Nesse caso, procure um especialista, pois somente ele será capaz de prescrever o mais indicado para os tipos de solo. Se for preciso utilizar as duas correções, não se preocupe, elas podem ser aplicadas de forma conjunta.

Corrija a topografia

Outro ponto importante e que tem a ver com o preparo da área de plantio é a correção da declividade dos tipos de solo.

Em áreas com altos níveis de declive costuma haver erosões e enxurradas, o que pode ocasionar sérios danos à agricultura. Além disso, existe o risco de ocorrer a poluição de rios e solos com os resíduos de agrotóxicos utilizados na lavoura.

No vídeo abaixo, confira como a técnica de semeadura em contorno pode reduzir em 50% perdas de água e solo por erosão:

Fonte: Embrapa.

Corrigir a topografia é tão importante porque ter um terreno apto para o plantio das lavouras precisa ser a base para a produção agrícola.

Para isso, existe uma técnica que é muito utilizada, conhecida como mulching vertical. Ela consiste em fazer sulcos de aproximadamente 40 centímetros de profundidade e colocar palha nesses furos, que reduzem o impacto dos declives do terreno.

Essa técnica nivela o solo para receber o plantio. Caso queira, existem outras formas de fazer isso: utilizando tratores com lâminas ou até mesmo fazendo o nivelamento com enxadas e rastelos.

Dê atenção ao revolvimento nos tipos de solo

Essa é uma das técnicas utilizadas para o preparo do solo, que consiste na inversão das camadas com a ajuda de um arado.

É uma ótima opção, desde que não seja usado o plantio direto, pois, como consequência, pode gerar aumento da acidez e compactação do solo, o que resulta em grandes problemas na safra.

Se realmente houver necessidade de fazer o revolvimento, utilize o arado e faça com cuidado, para que você consiga manter a qualidade e os nutrientes existentes na área.

Arado realizando o revolvimento de tipos de solo
O revolvimento do solo deve ser feito com muito cuidado, dependendo dos tipos, para não comprometer os nutrientes, como é o caso do carbono previamente protegido ao ataque da biomassa microbiana.

Quais são as boas práticas de adubagem nos tipos de solo?

O clima em nosso país influencia nos tipos de solos, ou seja, climas tropicais e subtropicais interferem na quantidade de nutrientes. Dessa forma, é necessário aplicar boas práticas de adubagem para repor e melhorar o crescimento da lavoura.

Podemos dividi-las em adubação mineral, utilizada para repor nitrogênio, potássio, fósforo (NPK) e sulfato de amônio; e adubação orgânica, principalmente esterco, adubo verde, restos de alimentos e tudo que se decompõe.

Uma das melhores práticas para os tipos de solo é a adubação verde. Além de ser de baixo custo, esse tipo de fertilização do solo é utilizado para melhorar os pontos anteriores que falamos.

Dessa maneira, consegue suprir tudo que o solo precisa, inclusive repor o NPK. Essa técnica consiste na utilização de plantas, como leguminosas, para suprir esses nutrientes.

Aplicação de adubo mineral
A utilização do adubo mineral no solo garante uma reposição mais rápida dos nutrientes.

Algumas espécies de plantas se unem com bactérias fixadoras de nitrogênio que estão no ar. Dessa forma, transferem o nitrogênio para a vegetação, principalmente para as raízes.

Além de repor esse componente químico de forma orgânica, há a estimulação de fungos micorrízicos, que têm um papel muito importante na adubação: aumentam a absorção de nutrientes e de água pelas raízes.

Lembre-se de que, independentemente dos tipos de adubação, é importante colher amostras do solo e identificar o que ele precisa, para evitar colocar nutrientes e adubo a mais do que o necessário. Isso pode comprometer toda a sua lavoura.

O que é e qual a importância do período de descanso do solo?

Esse período consiste em deixar descansando algumas partes da área de plantio para que ele consiga se recuperar e receber a próxima safra agrícola. Isso é importante, pois o solo consegue se reestabelecer e manter a sua qualidade.

Existem duas técnicas que são focadas nesses períodos de descanso: pousio e rotação de culturas. Veja abaixo mais detalhadamente cada uma delas!

Pousio

A técnica do pousio consiste em não utilizar máquinas agrícolas nem inseticidas ou fertilizantes para a recuperação do solo. É uma técnica que prioriza as condições naturais, incluindo o local de plantio.

Dessa forma, o foco é evitar o desgaste do solo após o plantio de culturas por meio do descanso do espaço utilizado, para que ele se recupere.

Esse descanso não quer dizer que a área ficará totalmente sem um plantio. É muito comum os agricultores plantarem outras variedades agrícolas para melhorar a recuperação da área. Dessa forma, é possível aumentar os números de nutrientes e diminuir as doenças.

Rotação de culturas nos tipos de solo

A rotação de culturas tem por objetivo o descanso do solo. É uma técnica bem antiga e que caiu em desuso com a Revolução Industrial e a modernização do campo.

Área agrícola com tipos diferentes de lavouras no solo
Com a rotação de culturas, o agricultor estará permitindo que o solo de recupere, devolvendo os nutrientes ao solo.

Entretanto, vendo os benefícios da rotação, ela voltou a ser utilizada. O método de rotação de culturas permite que o solo se recupere também, mas de outra forma. A diferença entre ele e o pousio é que sempre haverá plantio de alguma cultura no lugar.

Entretanto, deve ser uma variedade agrícola muito diferente da que foi cultivada anteriormente, pois, dessa forma, a própria natureza devolve os nutrientes retirados pela cultura anterior.

Quais são os principais tipos de solo?

Como já foi dito, existem quatro tipos de solo. Neste tópico, vamos apresentar mais detalhadamente quais são os principais para o plantio.

Aluviais

Os aluviais são formados por sedimentos que são carregados pelas águas e pelo vento. Geralmente, têm origem em vales localizados entre planaltos e planícies, além das várzeas.

Não é um solo muito fértil. Entretanto, a quantidade de nutrientes pode variar porque depende do nível de degradação das rochas e também do tipo que há na região.

Se o local recebe chuvas com frequência e tem uma boa cobertura vegetal, ele é mais fértil.

Área bastante úmida de solo aluvial
Um dos tipos de solo é o aluvial geralmente é muito rico em nutrientes. Mas, depende da quantidade de chuva e da vegetação existente na área.

Agora, caso seja um lugar árido e com muitas erosões, o solo se torna bastante pobre em nutrientes, não sendo muito indicado para plantio, embora seja possível adequar a área para essa finalidade.

Massapé

Esse tipo de solo é muito encontrado no litoral do Nordeste. Tem uma textura argilosa e tons bem escuros, deixando a terra quase preta.

Ele é formado pelos sedimentos do calcário, da gnaisse e por outras rochas que constituem o litoral nordestino. O massapé também e conhecido como solo humífero, rico em nutrientes e com alta concentração de material orgânico.

Apesar de ser excelente para o plantio, é um terreno que requer mais trabalho, uma vez que sua textura varia de acordo com o tempo.

Em períodos de chuva se torna muito úmido e pegajoso. Já em períodos de estiagem, o solo se torna mais rígido. Uma das culturas mais cultivadas nesse tipo de solo é a cana-de-açúcar.

Aliás, um estudo realizado pela Embrapa mostrou que a cana-de-açúcar, pela sua rusticidade, tem se adaptado bem em diversos tipos de solos.

Mas, se o produtor visa obter altos rendimentos, deve escolher o tipo de solo mais apropriado às exigências da cultura.

Salmourão

O solo salmourão é composto por rochas graníticas e gnaisses com tonalidades claras. Entre os tipos de solo, ele é encontrado em regiões do Centro-Oeste, Sul e Sudeste. É uma terra mais arenosa e tem baixa fertilidade, além de apresentar níveis de acidez um pouco mais altos.

Nesse sentido, se o agricultor tem esse tipo de área para plantio, o ideal é fazer um bom preparo da terra antes de iniciar qualquer tipo de cultura. Lembre-se de contratar um especialista para fazer a avaliação do solo.

Terra roxa

A terra roxa é um dos tipos de solo mais conhecidos. Ela tem origem vulcânica, de rochas basálticas. Tem esse nome porque, na época das plantações de café, os italianos a chamavam de terra rossa.

Área com plantação de milho em terra roxa
Por sua grande fertilidade, as terras roxas são indicadas para plantio de culturas como o milho.

Como a fonética era parecida com roxa, esse foi o nome dado a esse tipo de solo. Entretanto, sua coloração é avermelhada.

É excelente para o plantio de grãos como milho, soja, trigo e café. Pode ser encontrada com grande facilidade em regiões dos estados de Minas, Goiás, São Paulo e Mato Grosso.

Conclusão

Portanto, como mostramos acima, o ideal para o plantio é o solo fértil, rico em nutrientes como cálcio, magnésio, fósforo e potássio.

Mas, como existem diferentes tipos, o agricultor deve ficar atento às correções necessárias e aproveitar ao máximo cada uma das suas características.

Dessa maneira, sempre é bom avaliar cada caso, realizando as análises necessárias para que tenha a quantidade de nutrientes suficiente para o desenvolvimento das lavouras e o sucesso da colheita.

Temos certeza de que essas informações serão muito úteis para você que trabalha com Agricultura.

Se você gostou de saber mais sobre os tipos de solo, confira nosso artigo sobre plantio consorciado, como funciona e seus benefícios.

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