5 dicas para manejo de plantas daninhas

5 dicas para manejo de plantas daninhas

 

Você, produtor rural, com certeza já se deparou com a seguinte situação: um plantio devastado próximo ao período da colheita. Trata-se de uma circunstância um tanto prejudicial, em termos produtivos e rentáveis, é verdade, que é provavelmente causada pelas chamadas plantas daninhas.

 

Estudos conduzidos por especialistas revelam que a incidência de ervas daninhas, aquelas responsáveis, com frequência, por grandes estragos e pela perda de rentabilidade em lavouras, aumentou nos últimos anos. Motivo de alerta para aqueles que trabalham com agricultura.

 

Segundo Sérgio Zambon, gerente sênior de Desenvolvimento Técnico da BASF, tal aumento deve ser controlado de forma eficiente, por meio de boas práticas agrícolas. Caso os agricultores não tomem providências, as perdas de produtividade podem superar 80% nas plantações de soja, isso se ocorrerem no estágio inicial do desenvolvimento da cultura.

 

Pensando nisso, selecionamos 5 dicas importantes para evitar a proliferação de plantas daninhas e, consequentemente, a redução da produtividade da sua lavoura. Boa leitura!

 

 

1. Antes de tudo, faça um planejamento sólido para o manejo de pragas

 

Não é novidade: qualquer negócio bem-sucedido necessita de um plano bem estruturado para alcançar os seus objetivos. E, no agronegócio, não é diferente!

 

Para fazê-lo, é preciso atenção, dedicação e compromisso, além de excelente capacidade analítica. Requer, em um primeiro momento, o mapeamento e o reconhecimento das plantas daninhas existentes na lavoura para, depois, recorrer à adoção de mecanismos de ação mais efetivos para o manejo delas.

 

Nessa etapa do processo, é importante que os agricultores considerem como ponto de partida para as suas atividades a entressafra, especialmente os períodos de dessecação em pré-semeadura. Dessecar a vegetação da área a ser cultivada, com antecipação ao plantio, é vantajoso não só para o controle de plantas invasoras, como para o de outras pragas.

 

Além disso, é fundamental que o planejamento contemple também a análise de condições climáticas e do solo, porque essas influenciam diretamente a proliferação de ervas daninhas. Invernos mais úmidos e menos rigorosos, por exemplo, favorecem o aumento da população de algumas dessas espécies.

 

 

2. Utilize herbicidas e outros tratos culturais

 

As plantas daninhas se reproduzem com muita facilidade, tanto por meio de sementes, quanto por estruturas específicas, como os estolões, isto é, quando uma planta origina outra, sem a necessidade da produção de sementes. Determinadas espécies têm a capacidade de produzir aproximadamente 300 mil sementes.

 

Daí a necessidade de utilizar herbicidas, assim como valer-se de tratos culturais, para controlar a sua produção. Os herbicidas são, de fato, uma das alternativas mais cogitadas pelos agricultores. Isso, porque são fáceis de manusear e contribuem, de maneira significativa, para a redução da germinação de plantas daninhas.

 

A seleção desses produtos deve ser feita com base nas espécies de plantas categorizadas na área do plantio e nas características físico-químicas dos herbicidas. Recomenda-se, fortemente, que a sua aplicação, assim como a de produtos residuais, seja realizada quando as invasoras ainda são jovens e, portanto, possuem melhor absorção em relação as já formadas.

 

Lembrete: fique atento a alguns fatores climáticos. Umidade baixa, menor do que 60%, temperatura alta, ou seja, superior a 30°C, e vento podem prejudicar a atuação de herbicidas.

 

Para fazer um bom trabalho, é preciso também utilizar-se de equipamentos adequados que permitam que os produtos atinjam o alvo com eficiência. Não adianta consumir os herbicidas certos sem atentar-se ao estado desses instrumentos e à dosagem correta dos produtos, que são imprescindíveis para garantir a qualidade da aplicação.

 

 

3. Promova a rotação de defensivos agrícolas no ciclo de culturas

 

Muitos não sabem, mas é extremamente importante empregar mais de um mecanismo de ação para conter o mesmo alvo biológico. Então, por que não utilizar, para isso, a rotação de produtos agrícolas e de culturas por uma ou duas safras?

 

Ao fazer isso, você contribui para a quebra do ciclo de plantas daninhas. Isso é muito positivo para o desenvolvimento do cultivo, já que evita o aumento da resistência de tais pragas a determinados herbicidas.

 

Então, não deixe essa atividade fora do seu planejamento, afinal, os herbicidas não são tão eficientes assim, quando utilizados sozinhos.

 

 

4. Pratique o plantio direto

 

Assim como a aplicação de herbicidas, o plantio direto também é uma ótima opção para minimizar os efeitos das plantas daninhas na produção agrícola. O plantio direto, que tem como um dos principais pilares a rotação de culturas, é uma técnica de semeadura que se utiliza da palha e de outros restos culturais.

 

Nesse sistema, o solo somente é manuseado durante o plantio, com a abertura de um sulco e o depósito de fertilizante e sementes no terreno. Depois disso, não há mais manipulação. A aragem e a gradagem do solo são eliminadas do processo produtivo, mantendo-se, assim, a palha intacta antes e depois do plantio.

 

Entre as principais vantagens dessa técnica estão:

 

  1. Controle da erosão;
  2. Aumento de teor de matéria orgânica no solo;
  3. Redução da perda de água e da variação de temperatura no terreno;
  4. Aumento da atividade microbiana;
  5. Proteção do solo contra os raios solares;
  6. Diminuição da emissão de gases estufa;
  7. Manejo eficiente de plantas daninhas.

 

Para mais informações sobre o assunto, leia o nosso artigo: “Plantio Direto: conheça as vantagens dessa prática”.

 

 

5. Monitore o resultado do seu trabalho

 

Após planejar-se e valer-se de herbicidas, rotação de culturas e plantio direto, resta apenas monitorar os resultados de todos esses esforços. Essa é uma etapa importantíssima e importante para o sucesso do seu negócio.

 

Apesar de ser ainda uma etapa negligenciada por uma parcela considerável de pessoas, o monitoramento das áreas de plantio é fundamental para saber se as atividades desempenhadas estão se saindo conforme o previsto e esperado.

 

Se você não mensura, você não tem o controle sobre as suas operações nem consegue identificar quais ações precisam ou não de ajustes ou medidas corretivas.

 

Agora que você já sabe como manejar, de forma adequada, plantas indesejáveis, é hora de colocar essas dicas em prática. É mais fácil do que você imagina: basta elaborar um plano consistente, utilizar soluções integradas (herbicidas, semeadura direta etc.) e avaliar os resultados. Faça tudo com cautela na área e no momento certo.

 

Gostou do artigo? Acesse o site da MF Rural e encontre conteúdos ricos e relevantes sobre o universo do agronegócio!

 

Post Relacionado