Mercado de piscicultura em expansão. Veja como investir!

Mercado de piscicultura em expansão. Veja como investir!

O mercado de piscicultura no Brasil está em plena expansão, tendo a tilápia como principal responsável por esse crescimento. Mas, por qual motivo?

É o que iremos apresentar neste artigo. Primeiramente, é preciso levar em consideração que se trata de um alimento bastante saudável, rico em gorduras boas e muitas vezes com um custo acessível.

Outro detalhe importante, em se tratando de mercado de piscicultura, é que o Brasil é privilegiado pela sua geografia, sendo dono de grandes mananciais e riquezas naturais, como é a Amazônia, o Pantanal e o Rio São Francisco, apenas para citar alguns exemplos.

O país acumula cerca de 12% dos reservatórios de água doce do planeta que, aliados ao clima propício, fazem com que as condições sejam bastante positivas para o desenvolvimento da piscicultura.

Você está interessado no assunto e pensa em entrar para o mercado? Então não deixe de conferir o artigo que preparamos para você.

O que é a piscicultura?

A piscicultura é uma técnica voltada a criação de peixes. Pesquisas indicam que os chineses já a praticavam há muitos séculos, com o monocultivo das carpas que até hoje é a espécie mais produzida no mundo.

Aliás, o continente asiático é responsável por cerca de 85% da produção mundial de produtos aquáticos.

Dois peixes numa rede de piscicultura
A piscicultura é uma alternativa com excelente perspectiva de desenvolvimento na criação de peixes e retorno econômico otimizando os recursos da propriedade. A taxa de crescimento anual no mundo chega a 10%.

Essa atividade se popularizou diante do aumento da população mundial, com a necessidade de buscar alimentos, sem causar o desequilíbrio da fauna e flora.

Na piscicultura, a criação de peixes é realizada de maneira controlada, com o objetivo de monitorar as espécies desde o seu nascimento, processo reprodutivo até o momento em que atingem as condições ideais para abate e consumo.

Todavia, da mesma forma que acontece com outras técnicas, como no caso da suinocultura ou avícola, existem ferramentas e substâncias específicas que são utilizadas para estimular o crescimento saudável dos animais.

Como é o mercado de piscicultura no Brasil?

Como já citamos no começo do artigo, o Brasil apresenta condições geográficas e climáticas favoráveis para o mercado de piscicultura. Dessa maneira, não é por menos que tem sido responsável por bons resultados na economia do país e chamado a atenção para a criação de peixes.

De acordo com o Anuário 2020, da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBr), o crescimento brasileiro entre 2019 e o ano seguinte foi de 4,9%. A tilápia é a grande estrela do mercado, representando 57% do total produtivo, se consagrando como o quarto maior produtor dessa espécie no mundo.

As espécies nativas representaram 38% do total, sendo que as demais fecharam a pesquisa com apenas 5% de expressividade. O Paraná é o campeão brasileiro, seguido por São Paulo, Rondônia, Santa Catarina e Mato Grosso, compondo o top 5 de produção de peixes.

As exportações também apresentaram resultados positivos e cresceram cerca de 26% em 2019. Dessa maneira, a piscicultura se consagra como o segundo mais importante segmento das exportações de pescado do Brasil.

Quais são os gargalos do mercado de piscicultura no Brasil?

Embora o cenário seja positivo, alguns especialistas acreditam que o crescimento da piscicultura poderia ser ainda maior, se o país tomasse alguns cuidados, com o objetivo de diminuir os gargalos do mercado.

A principal preocupação dos piscicultores diz respeito a burocracia, bem como a dificuldade em realizar o licenciamento ambiental na criação de peixes.

A responsabilidade de regulamentar tal assunto é estadual, porém, muitos Estados nem sequer contam com legislações específicas sobre a piscicultura.

O Governo Federal também tem algumas competências, mas não estão bem regulamentadas, o que acaba trazendo insegurança jurídica aos produtores.

É o caso, por exemplo, da cessão de águas da União para a utilização dos lagos das hidrelétricas, regulamentada pela Agência Nacional de Águas (ANA) que ainda causa dúvidas entre os criadores de peixes.

Certamente, podemos afirmar que os grandes problemas na piscicultura e que impedem do mercado ser mais lucrativo, do que já se apresenta, estão relacionados a tecnologia ainda defasada e a ausência de leis melhores. Mas, são questões contornáveis e que podem ser melhoradas com o tempo.

Um bom exemplo de modernização da piscicultura vem de Santa Catarina. Nesse estado, os criadores contam com um projeto da EPAGRI (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). Confira no vídeo abaixo:

Fonte: Epagri Vídeos.

Quais são os tipos de piscicultura?

Para quem está pensando em investir no mercado de piscicultura, é importante entender quais são os tipos de criação disponíveis e suas diferenças. Acompanhe os tópicos a seguir.

Criação extensiva

O foco aqui é a produção de alevinos, que nada mais é do que peixes recém-saídos dos ovos que estão começando a se alimentar no ambiente externo. A criação extensiva na piscicultura utiliza a infraestrutura existente para outras finalidades, como reservatórios, lagos e açudes.

A sua diferença está concentrada na capacidade de produção que é bem mais devagar do que outros tipos, uma vez que a alimentação dos alevinos depende da presença dos corpos d’água que devem existir de forma natural.

Alevinos em piscicultura
Na criação de alevinos, todos buscam por uma genética que se adapte às condições da região do Brasil onde os peixes estiverem sendo produzidos.

Então, a criação extensiva pode ser desenvolvida por piscicultores que desejam manter uma atividade secundária para gerar uma renda extra.

Criação semi-intensiva

Esse é um tipo de criação de peixes que exige do profissional um nível de conhecimento técnico mais elevado para que os resultados sejam maiores. É que o modelo de piscicultura exige a presença de tanques viveiros especiais para esse tipo de atividade.

Os alevinos seguem sendo criados com alimentação natural, mas o piscicultor deve se preocupar com a fertilização da água e a alimentação dos peixes para que tenham acesso aos nutrientes necessários e importantes para o seu crescimento.

Criação intensiva

Como o próprio nome já indica, esse é um modelo desenhado para atingir um nível de produtividade mais avançada na piscicultura e com maior lucratividade para o criador.

Os alevinos já não são alimentados apenas de forma natural, assim sendo o piscicultor utiliza rações balanceadas e que sejam capazes de proporcionar um maior desenvolvimento aos peixes.

O tratamento da água também é uma preocupação porque é necessário utilizar filtros biológicos que vão ajudar tanto no tratamento quanto na manutenção do suprimento de oxigênio adequado.

Portanto, se a produtividade dos peixes mantiver um bom nível, o retorno para o piscicultor será mais satisfatório.

Quais são as vantagens da criação de peixes em tanque-rede?

Uma das práticas na criação de peixes que vêm aumentando bastante no Brasil é o uso de tanque-rede, visto que o seu baixo custo e a alta produtividade e, dessa maneira, atrai cada vez mais piscicultores.

Esse tipo de criação faz uso de gaiolas metálicas retangulares, formadas por flutuadores e por telas de contenção. O seu formato é importante para facilitar a troca da água do tanque e ajudar na remoção de dejetos produzidos pelos peixes.

Dezenas de tanques-rede de peixes em rio
No Brasil, a piscicultura também está em expansão e é desenvolvida principalmente em tanques-rede. Mas, a regulamentação na criação de peixes ainda é um desafio para o setor.

Além disso, as gaiolas não podem estar em contato com o fundo da represa e devem ser posicionados de forma linear, a fim de permitir o recebimento de água nova e limpa.

Os piscicultores estão sempre em busca das melhores práticas para aumentar a qualidade da produção.

Portanto, os tanques-redes não se destacam apenas pelo aumento da produtividade, mas também facilitam o controle dos produtos. É o caso da padronização no tamanho e peso dos peixes e na alimentação.

Quais as diferenças entre peixes de água doce e salgada?

É possível criar peixes tanto de água salgada quanto de água doce. A escolha deve levar em consideração a técnica a ser utilizada, bem como a preferência do mercado consumidor que foi estipulado.

Ambos os produtos são de boa qualidade e oferecem para as pessoas uma alimentação saudável e balanceada.

A diferença básica entre os peixes de água salgada e os de água doce é a quantidade de ômega-3 presentes no organismo. Neste caso, os pescados de rio saem em desvantagem.

Os peixes de água doce são ricos em vitamina B12, selênio, potássio e vitamina B-6.

Já os peixes de água salgada contam com uma boa quantidade de ácidos graxos, uma gordura que é considerada benéfica para o organismo humano, principalmente cérebro e coração. Os mais conhecidos são o salmão, linguado, atum e sardinha.

Como se tornar um piscicultor?

Caso você esteja interessado na piscicultura e está tentando aprender a como entrar no mercado, confira algumas dicas importantes.

É preciso, antes de mais nada, buscar orientação de qualidade sobre as regras de produção, normas que garantem a segurança e higiene do mercado de trabalho, entender os diversos tipos de piscicultura, entre outros pontos essenciais.

Falamos melhor deles nos tópicos a seguir:

Infraestrutura da piscicultura

A piscicultura pode ser realizada em diversos lugares, como lagos artificiais, açudes, lagos, represas, barragens ou viveiros. Primeiramente, para que você tenha sucesso na sua empreitada, é essencial conhecer as diferenças entre cada um deles, os seus prós e contras.

A infraestrutura básica, em se tratando de mercado de piscicultura, deve incluir, pelo menos, tanques para treinamento alimentar, caso as espécies sejam carnívoras, viveiros para larvicultura e alevinagem, laboratório de reprodução e viveiros para estocar os reprodutores e separá-los por espécie.

Também é necessário obter a licença ambiental adequada para a atividade. Além disso, outras preocupações que o futuro piscicultor deve ter é em relação à qualidade da água, do solo e do terreno em que pretende se instalar.

Espécies de peixes

A escolha da infraestrutura para desenvolver a piscicultura e do tipo de criação interfere diretamente nas espécies que serão criadas.

Além disso, é preciso pesquisar quais são as mais procuradas pelos consumidores, conhecer as características em relação à resistência, crescimento, alimentação e reprodução de cada uma delas.

No Brasil, existem 52 espécies de peixes nativos que estão sendo cultivadas ou que contam com potencial para produção em cativeiro. É preciso estudar atentamente cada uma delas.

No entanto, as espécies mais comuns, que cumprem um bom conjunto de requisitos e que são indicadas para quem está começando, são tilápias, carpas diversificadas, lambaris, piaus, pacus, dourados, entre outras.

Alimentação

A alimentação dos peixes também é essencial. Além da escolha adequada das rações que serão utilizadas, é preciso entender o comportamento das espécies para adequar a quantidade que deve ser administrada.

Homem com uma porção de ração de peixes na mão
Estudos mostraram que a taxa de ração para os peixes varia de 2% a 5% da biomassa por dia.

No início, por exemplo, o indicado é de 3 a 5 vezes por dia. Após seis meses, já podem ser submetidos a um processo de engorda e a frequência aumenta entre 5 e 8 vezes diariamente.

É preciso saber também que os peixes de adaptam a determinado tipo de alimentação. A mudança brusca da marca da ração, por exemplo, pode causar estresse e afetar negativamente tanto o crescimento quanto a reprodução.

Reprodução

Afinal, a piscicultura diz respeito a produção de peixes de uma maneira controlada. Logo, a reprodução deles é de extrema importância.

Na escolha das espécies, por exemplo, é necessário adquirir as matrizes e os reprodutores. Para isso, é prudente comprar em fornecedores que desenvolvem algum tipo de seleção e melhoramento genético.

Entretanto, também é possível obter uma licença específica para a captura de peixes diretamente da natureza para fins reprodutivos. Para isso, é necessário solicitar ao órgão ambiental responsável pela sua região.

Mercado consumidor

Outra pesquisa essencial que deve ser realizada, ao pensar em investir na piscicultura, é a demanda pelos peixes que serão criados.

Embora seja possível transportar alevinos, por via terrestre ou aérea, o principal mercado consumidor costuma estar localizado na própria região de produção. Isso porque os compradores muitas vezes preferem os alimentos mais frescos.

Filé de peixes num mercado à venda
Pesquisa da Embrapa mostra que, em média, os consumidores brasileiros gastam R$ 158, por mês com peixes.

Logo, antes de escolher o local para se instalar, faça uma pesquisa pela procura de peixes. Se não for muito boa, repense a decisão.

Aliás, a Embrapa Pesca e Aquicultura, em conjunto com o Instituto de Pesquisa e Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege), realizou uma pesquisa e identificou o perfil do consumidor brasileiro que adquire peixes em supermercados.

De acordo com os autores, “a pesquisa identificou aspectos importantes como, por exemplo, a preferência dos consumidores pelo produto fresco e pelo filé e cortes. Outro resultado é a consolidação da tilápia como um produto bem conhecido pelos consumidores de todas as regiões do país, sendo o principal produto da piscicultura nacional”.

Se você pensa em iniciar na piscicultura e não tem disponível rios para implantação de tanques-rede, confira como construir viveiros escavados:

Fonte: Embrapa Pesca e Aquicultura.

Como comprar alevinos de forma segura?

Para garantir uma criação de peixes de forma segura e com boa qualidade é preciso ter cuidado com todas as etapas da produção, incluindo a compra dos alevinos. Para isso, alguns pontos primordiais devem ser observados.

O primeiro deles diz respeito a alimentação que deve ser realizada com ração própria, cerca de três vezes por dia. O segundo ponto é avaliar as condições gerais dos peixes que está comprando.

Verifique se a movimentação está adequada, se os animais estão ágeis e reagindo aos estímulos e, por fim, faça uma inspeção minuciosa em relação a eventuais feridas e descamações.

E por fim, mas não menos importante, leve em consideração a maneira como os alevinos serão transportados. É melhor dar preferência pelo período da manhã em que o clima está mais fresco e é mais aprazível para os animais.

Realizar o transporte de maneira equivocada pode causar bastante prejuízos. Portanto, fique atento.

Por que a tilápia é tão valorizada no mercado de piscicultura?

Como dissemos inicialmente, a tilápia é uma das grandes estrelas do mercado brasileiro, quando o assunto é peixe.

Exemplares de tilápia
A tilápia já representa 57% dessa cadeia produtiva da criação de peixes no Brasil.

A espécie se adaptou tão bem em nosso país que muitas pessoas sequer sabem que ela é originária do rio Nilo e teve o seu cultivo iniciado no Quênia, em 1920. Hoje, é o segundo tipo de peixe com maior criação comercial no mundo, perdendo apenas para a carpa.

No Brasil há quatro tipos distintos:

  • Tilápia do nilo – uma das espécies mais comuns deste peixe para criação em pesqueiros. Tem facilidade na alimentação, boa adaptação ao clima quente, resistentes a doenças, boas reprodutoras e, consequentemente, rentáveis;
  • Tilápia de zanzibar – originária de uma região na África. No caso dos machos em idades maduras, apresentam uma cor bem escura, praticamente negra. Apenas as nadadeiras apresentam variação de tons, com detalhes vermelhos, rosas ou até mesmo laranjas;
  • Tilápia moçambique – originária também da África, mas com uma coloração mais clara em relação a de zanzibar. Ela tem um porte médio, tendo como qualidade principal a capacidade de adaptação à alta salinidade.
  • Tilápia azul – mais um espécie originária da África, com coloração relacionada a seu nome. Tem um padrão grande para a maioria das tilápias, com um potencial de crescimento rápido, capacidade de adaptação em águas mais frias e grande tolerância a águas muito salinizadas.

Por que as tilápias fazem tanto sucesso no mercado de piscicultura?

Os produtores listam algumas qualidades da tilápia, como a facilidade na alimentação, a boa adaptação ao clima quente e com boa resistência à doenças, conforme destacamos acima neste artigo sobre o mercado da piscicultura.

Elas chegam a alcançar uma produtividade de cerca de cinco toneladas por hectare ao ano. Além disso, a sua carne saborosa ainda conta com um baixo teor de gordura, o que tem sido uma característica bastante procurada pelos consumidores.

Piscicultura com criação de tilápias
A tilápia proporciona carne sem espinhos, bastante nutritiva, bom rendimento de filé e velocidade de crescimento. São características que atraem cada vez mais criadores em todo o Brasil ao investirem na piscicultura.

No entanto, o que muitos não sabem, é que o interesse pela criação da tilápia não diz respeito apenas a alimentação.

A sua pele também apresenta um bom valor comercial e é valorizada especialmente no mercado externo, uma vez que pode ser transformada em couro. Para se ter uma ideia, o metro quadrado chega a custar até 70 dólares.

A mais recente novidade é o uso da pele no tratamento de queimados, feridas, cirurgias ginecológicas e medicina regenerativa.

Pesquisa brasileira, neste sentido, foi a vencedora da última edição do Prêmio Euro Inovação na Saúde, concedido pela indústria Eurofarma Laboratórios.

Por fim, as vísceras, rabo e escamas ainda se tornam subprodutos e servem como adubo para plantações ou compõem a ração para diversos tipos de animais.

A sua reprodução pode ocorrer tanto pelo sistema de desova quanto naturalmente, uma vez que se trata de um alevino que apresenta boa reprodução durante a maior parte do ano nas regiões mais quentes.

Para ser considerada uma matriz, o ideal é que a tilápia tenha pelo menos oito meses e é recomendado que seja utilizado duas fêmeas para cada macho em acasalamento constante.

Como funciona a criação do camarão?

Como vimos, a piscicultura diz respeito apenas a peixes, mas essa atividade está dentro da aquicultura, uma técnica que engloba todos os organismos produzidos na água.

Homem mostra camarão com a mão.
De acordo com a pesquisa do IBGE, o Brasil produziu, só em 2018, 45,8 mil toneladas de camarão, um aumento de 11,4% em relação ao ano anterior.

Assim sendo, como o camarão é um dos produtos mais valorizados do mercado brasileiro, por se destacarem tanto pelo valor nutricional quanto por agradar ao paladar de consumidores dos mais variados países, vale a pena falar a respeito de sua criação.

A sua produção é relativamente simples e pode ser realizada por produtores dos mais diversas estruturas, desde os pequenos aos grandes criadores e mantendo um mesmo nível considerável de eficiência.

Outro ponto positivo em relação à criação do camarão é que se trata de uma prática que costuma gerar bastante empregos nas regiões ribeirinhas, tornando-se bastante sustentável, tanto do ponto de vista ambiental quanto do social.

As vantagens não param por aí. Além de tudo o que listamos, é importante saber que os cultivos são curtos, ou seja, não é preciso esperar um longo tempo para ter algum tipo de retorno, que inclusive, também é bastante significativo.

Assim como acontece com a piscicultura, o Brasil oferece condições climáticas favoráveis o que torna a criação de camarão algo bastante vantajoso.

Como proteger o piscicultor durante o trabalho?

Como em todas as outras cadeias produtivas, a piscicultura também oferece alguns riscos para o trabalhador, no desempenho de suas atividades diárias.

Portanto, é preciso tomar alguns cuidados para prevenir acidentes, bem como manter a qualidade da própria produção.

Piscicultora segura rede com vários peixes
A piscicultura é uma prática realizada há mais de 6 mil anos e movimenta a economia mundial. Mas, a atividade também tem seus riscos.

No Brasil, a piscicultura ainda não tem uma regulamentação específica. Todavia, a norma regulamentadora (NR) 31 estabelece regras para a manutenção da segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura.

É importante frisar que a regulamentação vale tanto para o empregado quanto para o empregador, de modo a garantir condições de trabalho dignas.

Como explorar o mercado de piscicultura de forma sustentável?

A sustentabilidade é um tema em destaque no cenário mundial e, dessa forma, na piscicultura não seria diferente.

Em 2050 será necessário produzir 70% a mais de alimentos do que hoje, para atender a demanda da população. Atualmente, a piscicultura é responsável por mais de 50% dos peixes destinados para consumo humano.

Nesse sentido, é possível alcançar o crescimento ainda maior, levando em consideração a preservação de habitats naturais e sem causar grandes impactos tanto na fauna quanto na flora.

A União Europeia, por exemplo, tem realizado pesquisas em inovação ambiental para conseguir balancear as necessidades alimentares dos humanos, bem como interferir o mínimo possível na natural. Na Holanda, a aquacultura é realizada com água do mar limpa.

Já no Brasil, pode-se dizer que a piscicultura passou por três grandes fases. O primeiro delas foi a amadora, quando os produtores estavam iniciando as suas criações e não tinham muita tecnologia à disposição.

Atualmente estamos no terceira fase. Os criadores de peixes já contam com conhecimentos mais específicos, profissionais, industrialização, instalações mais sofisticadas, melhoramento genético, rações de qualidades elevadas e outras práticas importantes.

Os produtores estão justamente apostando na tecnologia para conseguir aumentar a produtividade sem impactar negativamente o meio ambiente, de forma a equilibrar a balança.

Mas, se você pensa que iniciar na piscicultura é só para quem possui uma grande propriedade, está enganado. É possível criar peixes até mesmo em caixas d’água e com baixo custo. Confira no vídeo abaixo:

Fonte: PUC TV Goiás.

Futuro do mercado de piscicultura no Brasil

De acordo com o ex-Ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, a produção de pescados é a mais nova e promissora fronteira de produção de alimentos para o Brasil.

Mas, ele admite: “temos um longo caminho a percorrer para transformar o Brasil em um grande produtor mundial de pescados. São questões relacionadas ao planejamento de longo prazo, à legislação, à tributação (o caso da necessidade de isenção de PIS/COFINS para ração, a exemplo do frango e do suíno), a linhas de crédito mais acessíveis, maior estímulo ao consumo interno, etc”.

Altemir Gregolin, que também Mestre em Desenvolvimento Rural, observa que é preciso acompanhar a rápida transformação no hábito dos consumidores, que estão cada vez mais exigentes em relação à qualidade e origem dos produtos, formas de produção e processamento, bem estar animal, cuidados com o meio ambiente e a vida das pessoas.

Enfim, querem produtos rastreados e certificados, transparência, segurança e a certeza de que sua produção gera impactos sociais, ambientais e econômicos positivos. O consumo passa a ter um propósito e o consumidor tem ferramentas para checar tais informações, como é o QR Code“, enfatizou.

Conclusão

Portanto, a piscicultura é realmente uma oportunidade de mercado bastante produtiva e que encontra em território brasileiro um bom mercado consumidor, além de condições adequadas para a criação de peixes.

Logo, se trata de uma alternativa excelente para quem deseja ingressar no negócio.

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